segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

King Crimson - In The Court Of The Crimson King (1969)

Não sou, particularmente, um ávido fã do rock progressivo. Acho que já existem muitos deles e eles são chatos o suficiente. Agora, não sou tão implicante ao ponto de negar o lugar do King Crimson e de seu disco de estréia no rol das melhores bandas e discos da história do rock. Eles conseguiram aqui, misturar o blues-rock com o jazz e sinfonia clássica, o principal objetivo do rock progressivo, melhor que qualquer outra banda do gênero.

Antes do lançamento do álbum, a banda estava tocando para mais de 600 mil pessoas no meio do Hype Park em julho de 69 antes do celebre show do Rolling Stones. Mostraram ali uma pequena parte do turbilhão sonoro que viria. Ele chegou em outubro. Lançado pelo tradicional selo de origem jamaicana Island Records, o disco teve tal impacto que Pete Townshend o descreveu como uma obra-prima. Em cinco músicas arrebatadoras que tinham a força e o peso do rock inglês, além da suavidade e da orquestração do rock progressivo, a banda conta a história do transcedental do reino do rei escarlate.

Duas características do disco são fundamentais. A capa e as letras da música, já que é uma ópera-rock. O encarte completo é parte fundamental da história. Feito por um programador de sistemas amigo de Robert Fripp, guitarrista da banda. A capa mostra o Schizoid Man e na parte de dentro do encarte aparece o Crimson King, com sua expressão dúbia de tristeza e felicidade. Essas expressões resumem a música e o sentimento que a banda quer passar.

Na parte das letras, a peculiridade da banda era ter um membro para pensar apenas nisso. Peter Sinfield. Porém a banda inteira acabava participando do processo, o que se provou essencial para a densidade e honestidade na hora de gravar as músicas. Sinfield não subia ao palco, mas comandava ele. Foi ele que bolou e pôs em prática um sistema de iluminação revolucionário para a época e marcou os primeiros shows da banda.

Depois do lançamento do disco, a banda começou uma turnê pela Inglaterra e logo depois foram para os EUA. Foi então que a banda começou a desandar. O flautista e saxofonista Ian McDonald e o baterista Michael Giles insatifeitos com os rumos que a banda tomava pediram a conta e resolveram sair no meio da turnê. Começou assim uma sina que acomphou a banda até os anos 2000, nunca conseguiram manter uma formação por muito tempo. A última apresentação da primeira formação, que é considerada pelos críticos como a melhor, foi no lendário Fillmore West, na Califórnia em dezembro de 69.

Formação:
Robert Fripp - guitarra
Ian McDonald - flauta, clarineta, saxofone, teclados, mellotron
Greg Lake - baixo e vocal
Michael Gilles - bateria e percussão
Peter Sinfield - letras e iluminação
Barry Goldber - capa

Faixas:
01. 21st Century Schizoid Man
02. I Talk to the Wind
03. Epitaph
04. Moonchild
05. The Court of the Crimson King

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