quinta-feira, 25 de novembro de 2010

The Velvet Undergound - The Velvet Underground & Nico (1967)

Este é um texto que escrevi para um trabalho na faculdade.
Em 1967, o Velvet Underground era uma banda bem diferente de dois anos antes, quando foi formado. A primeira diferença: tocavam muito melhor que na época dos ensaios na garagem de Lou Reed. Tornaram-se profissionais. A segunda, e principal: foram descobertos por Andy Warhol, artista plástico e rei da parte mais glamurosa que a cidade de Nova Iorque podia oferecer.
Com a influência de Warhol, a banda conseguiu o contrato com a Verve Records e outras facilidades, mas também vieram certas imposições. A modelo e cantora alemã Nico, também gerenciada pelo artista plástico, foi uma delas. Além do papel de gerente, ele também é o autor da capa e, ao lado do lendário Tom Wilson, produtor, o que também leva sua influência para o som da banda. Apesar disso, existe uma controvérsia sobre a produção do disco e de qual foi a exata influência de Warhol no processo, porém ele foi o único que acompanhou a banda, como produtor, em todas as sessões de gravação ocorridas no ano de 1966.
A capa é tão antológica quanto as músicas presentes no álbum. Durante os anos 1960, as capas das melhores, ou nem tanto, bandas de rock aproveitavam cada parte do espaço disponível. Warhol abusa de toda sua capacidade de artista plástico para criar uma capa singular. O Lp original traz uma banana adesiva, com o convite para o dono “descasca-la” e por baixo, uma banana rosa descascada. A MGM, dona do selo Verve, precisou encomendar a impressão da capa em uma máquina especial, porém concordou com o gasto tendo em mente que qualquer álbum com uma capa assinada por Warhol venderia feito banana.
Considerado um dos pilares do rock’n’roll e inspiração para jovens das décadas posteriores, o álbum não atingiu esse status rapidamente. As vendas foram tímidas, não houve esforço da gravadora para divulgação e, para piorar, um processo do ator Eric Emerson, por uso de sua imagem sem seu consentimento na contracapa, obrigou a gravadora a recolher as cópias que encalhavam nas lojas.
O som experimental, usando instrumentos menos convencionais para o rock, era influência das experiências de John Cale, baixista. A celesta e o violino, o próprio Cale gravou o último, além de uma afinação com todas as cordas da guitarra de Lou Reed em ré são as peripécias mais celebradas do disco. A temática do álbum é, em quase sua totalidade, o ambiente que a banda estava inserida. Drogas, seu uso e como afetavam as pessoas que os rodeavam eram temas centrais, como em “I’m Waiting For The Man”, “Heroin” e “Run, run, run”. À pedido de Andy Warhol, Lou Reed escreveu “Femme Fatale” para a bela atriz Edie Sedgwick, que fazia parte do seu círculo amigos.
O álbum, considerado um dos melhores de estréia de uma banda de rock, influenciou o punk, uma década depois, de forma seminal. Tantos lançamentos impactantes no mesmo ano talvez tenham contribuído para a estréia do Velvet Underground ter sido pouco notada. Para o ano seguinte, a banda desfez seu vínculo com Warhol e, consequentemente com Nico. Porém, o desejado sucesso comercial nunca veio instantaneamente para o VU, eles foram muito mais que isso.
Faixas:

1."Sunday Morning"
2."I'm Waiting for the Man"
3."Femme Fatale"
4."Venus in Furs"
5."Run Run Run"
6."All Tomorrow's Parties"
7."Heroin"
8."There She Goes Again"
9."I'll Be Your Mirror"
10."The Black Angel's Death Song"
11."European Son"

Formação:

John Cale – viola, piano, celesta on "Sunday Morning", baixo, vocais de apoio
Sterling Morrison – guitarra, baixo, vocais de apoio
Nico – chanteuse, voz em "Femme Fatale", "All Tomorrow's Parties" and "I'll Be Your Mirror"; vocais de apoio "Sunday Morning"
Lou Reed – vocaz, guitarra
Maureen Tucker – percussão



Um comentário:

Fräulein disse...

Ótimo album, fiz questão de ter o cd na minha coleção!
abç,