sexta-feira, 27 de novembro de 2009

The Jimi Hendrix Experience - Axis: Bold as Love (1967)

Indo na onda do último RoNcA-RoNcA e também aproveitando que hoje Ele faria 67 anos, escolhi Axis: Bold As Love para reverencia-lo no dia de hoje. Também é questão de sorte, já que este é o único dos 3 álbuns de estúdio do Jimi Hendrix Experience que faltava aqui no blog.
O segundo álbum do Jimi Hendrix Experience segue o disco de estréia, Are You Experienced?, também de 67, com músicas igualmente poderosas e também uma produção ainda melhor que no álbum de estréia. Mitch Mitchell e Noel Redding estão mais à vontade tocando ainda melhor, levando seus instrumentos a novos patamares dentro do rock e ajudando Hendrix a tornar sua guitarra ainda mis poderosa.
Hendrix já dava sinais de sua famosa mania de perfeição, o disco foi todo gravado e produzido sempre tendo em vista o melhor resultado final possível, o que dificultou levar várias músicas deste disco para o palco usando apenas um trio. As músicas que a banda tocava com maior frequência era "Spanish Castle Magic" e "Little Wing". O fato curioso nisso tudo é que Hendrix esqueceu num táxi as fitas já masterizadas do lado 1, elas nunca mais foram encontradas, e a produção teve de ser totalmente refeita.
Não vou me alongar na descrição de efeitos de guitarra, solos de bateria ou viradas de baixo espetaculares. A primeira faixa resume bem o que o ouvinte vai encarar nos próximos minutos, "EXP" começa com notas do baixo que correspondem à introdução de "Stone Free", e revela-se uma imitação de uma transmissão de rádio. Mitch Mitchell é o radialista que recebe no programa "Mr. Paul Caruso" interpretado por Hendrix para falar sobre OVNI's. Quando de repente, "Mr. Caruso" é abruptamente abduzido por alienígenas enquanto o radialista incrédulo apenas diz:" - But, but, but...I don't believe it". Fico imaginando as pessoas cheias de LSD em pleno 1967, colocando a agulha no LP e dando de cara com essa introdução e com um disco altamente referente à experiencia que eles também estavam tendo.
Lançado no dia 1 de Dezembro de 67 na Inglaterra, Axis decretou o ano de 1967 como o ano da psicodelia e o Jimi Hendrix Experience foi um dos principais representantes do rock psicodélico.

Banda:
Jimi Hendrix
Noel Redding
Mitch Mitchell
Faixas:
1. EXP
2. Up From The Skies
3. Spanish Castle Magic
4. Wait Until Tomorrow
5. Ain't No Telling
6. Little Wing
7. If 6 Was 9
8. You Got Me Floatin'
9. Castles Made Of Sand
10. She's So Fine
11. One Rainy Wish
12. Little Miss Lover
13. Bold As Love

The Jimi Hendrix Experience - Axis: Bold as Love

Jorge Ben - Jorge Ben (1969)

Apesar das diferenças clubísticas irrevogáveis com Jorge Ben, sou obrigado a me render à beleza desta capa, uma das mais belas da música assinada pelo artisto plástico Albery. 1969 foi um ano e tanto para Ben, que preferiu continuar na mesma linha de composição, sem envolver-se com críticas ao governo. Como ficou sem lançar disco por dois anos até esse, viu de camarote o surgimento e o impacto da Tropicália na cena musical brasileira. Além de manter a melodia e os arranjos na mesma linha dos disco anteriores, Jorge Ben teve duas faixas produzidas pela lenda tropicalista Rogério Duprat: "Descobri que sou um Anjo" e "Barbarella".
Apesar do sucesso instantâneo de algumas músicas lançadas anteriormente à 69, é a primeira vez que Jorge Ben consegue implacar um disco que é aclamado de cabo a rabo. Esse álbum já nasceu clássico, pois é nele que estão as músicas: "País Tropical", "Cadê Tereza?", "Take it Easy My Brother Charles" que tem um dos melhores arranjos que já ouvi na vida, "Que Pena" e "Charles Anjo 45" e ainda "Quem foi que roubou a sopeira de porcelana chinesa que a vovó ganhou da Baronesa?" que é genial.
Jorge acompanhado pelo Trio Mocotó e Os Originais Do Samba e quase todo arranjado por José Briamonte que foi extremamente feliz em todas as músicas em que pôs a mão.
Faixas:
01. Criola
02. Domingas
03. Cadê Tereza
04. Barbarella
05. País Tropical
06. Take It Easy My Brother Charles
07. Descobri Que Sou Um Anjo
08. Bebete Vãobora
09. Quem Foi Que Roubou a Sopeira de Porcelana Chinesa Que a Vovó Ganhou da Baronesa
10. Que Pena
11. Charles 45




Jorge Ben - Jorge Ben

Moreira, Bezerra e Dicró - Os 3 Malandros In Concert (1995)

Os três maiores representantes da malandragem carioca juntos no mesmo disco!! O álbum é um retrato da carreira de cada um, desde a capa e do título as brincadeiras, sátiras e gozações já surgem. A referência clara e genial aos Três Tenores serve de pano de fundo como se o trio malandro estivesse num "Recital" em pleno Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que é outra grande gozação do disco. Um trio de sambistas e malandros da baixada fluminense dificilmente teria uma noite na programação elitizada do teatro.
Uma característica genial dos três é a capacidade de transformar situações corriqueiras, sem muita importância ou praticamente irrelevantes, em rimas, estrofes, poemas, letras fantásticas. Aliás, essa é uma característica que acompanha os principais sambistas de diferentes gerações ou classe social, cada um ao seu modo. Enquanto Vinícius de Moraes e Tom Jobim escreviam sobre a Garota de Ipanema indo para a praia, Dicró escreve sobre as "nêgas" da baixada, dos políticos pilantras e situações pitorescas em botecos.
Como informações sobre os músicos que tocam no disco são impossíveis de ter sem o encarte do disco, se bobiar nem ali encontra-se, não tenho certeza de quem toca, nem se é a mesma banda em todas as faixas. Apesar disso os disco traz o samba de raiz, sem muitas experimentações ou variações rítmicas, seu grande destaque são as letras e as interpretações dos três astros da malandragem carioca.

Faixas:
1- O RECITAL
2- OS TRÊS PAGODEIROS DO RIO
3- ÓPERA DO MORRO
4- MALANDROS IN CONCERT
5- RESSUSCITA ELE
6- CHAVE DE CADEIA
7- MALANDRO NÃO VACILA
8- O POLÍTICO
9- NA SUBIDA DO MORRO
10- DAVA DOIS
11- LUGAR MACABRO
12- JOGANDO COM O CAPETA
13- RUA DA AMARGURA


Moreira, Bezerra e Dicró - Os 3 Malandros In Concert


sábado, 21 de novembro de 2009

Arctic Monkeys - Humbug (2009)

O terceiro disco do Arctic Monkeys provocou reações tão intensas quanto as mudanças que a banda promoveu em sua sonoridade. Junto com o produtor Josh Homme, que teve uma grande influência no som da banda, os macaquinhos do ártico levam a empreitada para o lado da experimentação, com melodias e arranjos mais sofiticados, solos de guitarra e a já conhecida qualidade nas letras. Por mais que eu evite dar a opinião direta, essas foram as características que me levaram a gostar do disco.
Gravando grande parte das faixas no famoso estúdio Rancho la Luna, num deserto na Califórnia, a banda aproveitou bastante a experiência do produtor, tanto na mixagem quanto na gravação, pricipalmente das guitarras. "Crying Lightning" e "Dangerous Animals", com destaque para a primeira, são as faixas do álbum que melhor mostram todas as mudanças do som da banda.
"My Propeller", música que abre o álbum, é o recado direto do que a banda quer ser e do que ela já é, o impacto dela para quem ouve o disco desavisado e recordando-se dos anteriores é enorme.
"Cornerstone" é a música que mais lembra os primeiros disco, gravada após as sessões do deserto, foi gravada e produzida em Nova Iorque, nos Electric Lady Studios, o estúdio de Jimi Hendrix. Além de "Cornerstone", "My Propeller" e "Secret Door" também foram gravadas lá.
Individualmente, cada um se esforça ao máximo para levar as novidades do estúdio para o palco, com destaque para o baterista Matt Helders, que faz um excelente papel no álbum inteiro, principalmente em "Pretty Visitors" e "Dance Little Liar".
A crítica especializada reagiu bem ao disco, a Uncut, uma das principais revista de música do planeta, deu 4 estrelas num máximo de 5, e o disco faz valer essa "nota". A grande divisão de opiniões foi dentre os fãs mas não impediu o álbum de atingir o topo da parada inglesa.

Faixas:
01 My Propeller
02 Crying Lightning
03 Dangerous Animals
04 Secret Door
05 Potion Approaching
06 Fire And The Thud
07 Cornerstone
08 Dance Little Liar
09 Pretty Visitors
10 The Jeweller's Hands
Banda:

Alex Turner - vocals, guitar, keyboard on "Pretty Visitors"
Jamie Cook - guitar
Nick O'Malley - bass, vocals
Matt Helders - drums, vocals
Josh Homme - vocals on "Dangerous Animals", "Potion Approaching" and "I Haven't Got My Strange", glockenspiel on "The Jeweller's Hands"
John Ashton - keyboards, vocals
Alison Mosshart - guest vocals on "Fire and the Thud"
All tracks produced by Josh Homme, except tracks 1, 4 and 7, produced by James Ford. All lyrics by Alex Turner.



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

The Doors - The Doors (1967)

Seguindo na minha teoria de que na música tudo foi inventado nos anos 60, The Doors são os pais do rock progressivo. Gênero difundido e explorado à exaustão por bandas como Yes, Pink Floyd e King Crimson, por exemplo, teve no Doors sua pedra fundamental. O fato da banda não ter baixo em várias faixas dá aos teclados a base da melodia, o que é uma característica clara das bandas progressivas.
O Doors foi uma banda que já estreiou no auge de sua sonoridade. A banda já tocava regularmente em pequenas casas de shows em Los Angeles, o mais famoso deles é o Wiskey A Go Go, o que deixou o som da banda ainda mais afiado. Com todas as composições já prontas, era só entrar no estúdio e gravar o que certamente tornaria-se um grande sucesso. E realmente foi assim, o disco atingiu o segundo lugar nas paradas estadunidenses e o single "Light My Fire" figurou no topo da lista das mais ouvidas nas principais rádios dos EUA.
Poucas bandas lançaram um disco de estréia tão extraordinário, o Doors é uma banda que já começou no auge. Depois lançou vários discos tão bons quanto ou inferiores a este. Com a presença impactante de Jim Morrison a frente do grupo, um dos melhores vocalistas do Rock'N'Roll, a banda atingiu logo grande popularidade nos EUA e foi convidado para apresentar-se no programa de TV Ed Sullivan Show, uma das maiores audências da TV estadunidense na época. Quando, no camarim, pediram para mudar a palavra "higher", que significa "mais chapado", em "Light My Fire" a banda concordou, mas no ato Jim Morrison encheu a boca e desferiu o petardo. Era a primeira grande confusão que a banda aprontava das muitas que estavam por vir.
O disco que abriu o caminho do Doors à uma das carreiras mais bem sucedidas do Rock!

Faixas:
Lado 1
"Break On Through (To the Other Side)" – 2:29
"Soul Kitchen" – 3:35
"The Crystal Ship" – 2:34
"Twentieth Century Fox" – 2:33
"Alabama Song (Whisky Bar)" (Bertolt Brecht, Kurt Weill) – 3:20
"Light My Fire" – 7:06
Lado 2
"Back Door Man" (Willie Dixon) – 3:34
"I Looked at You" – 2:22
"End of the Night" – 2:52
"Take It as It Comes" – 2:17
"The End" – 11:41
Banda:
Robby Kriegerguitar, backing vocals
Jim Morrisonvocals
Ray Manzarekorgan, piano, keyboards, keyboard bass ("Break On Through", "The Crystal Ship", "Twentieth Century Fox", "Alabama Song (Whisky Bar)", "Light My Fire", "End of the Night", "The End"), backing vocals
John Densmoredrums
Larry Knechtel (Uncredited) – bass ("Soul Kitchen", "Twentieth Century Fox", "Back Door Man", "I Looked At You", "Take It As It Comes")


The Doors - The Doors


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tropicália ou Panis Et Circenses (1968)

Hoje eu finalmente entendi o Tropicalismo do ponto de vista cultural, porque do musical eu já tinha entendido antes. O Tropicalismo é o mais importante e talvez o único movimento de contra-cultura brasileiro, e por ser um movimento desse tipo não foi devidamente entendido e difundido em sua época. O Brasil vivia dias em que as pessoas levavam todas as discussões políticas, culturais, comportamentais ao extremo: ou você era a favor do governo e demonstrava isso de uma maneira estabelecida ou era contra e também demonstrava isso de uma maneira igual. Não existia espaço para o meio termo, ou seja, não havia lugar para o Tropicalismo. Finalmente compreendi porque Caetano e Gil foram presos e exilados. Artistas como Chico Buarque, Geraldo Vandré e outros que criticavam a ditadura de forma mais aberta e veemente, não foram tão perseguidos e censurados quanto Caetano e Gil, os principais porta-vozes do movimento tropicalista. Os militares viam na Tropicália um movimento perigoso pelo fato de representarem uma contra-cultura, uma libertação do contrato-social tradicional estipulado pela sociedade. Eles representavam uma ameaça maior para o sistema vigente na época, que os artistas mais incisivos nas críticas. Além do fato, que a ditadura não queria passar uma imagem repressora até o AI-5, por isso não ia atrás de gente como Vandré e Buarque, o alarde seria muito maior. Mas com Gil e Caetano, eles foram implacáveis, prendendo-os e depois exilando-os na Europa.
Por outro lado, a esquerda e a juventude brasileira da época, não aceitava nenhuma manifestação de pessoas tidas como contrárias à ditadura que não fossem críticas severas, abertas e diretas. Esse é o motivo que eu encotrei para justificar a famosa vaia recebida por Caetano Veloso no FIC de 1968.
Musicalmente, o disco é um resumo do que o movimento propunha. A beleza e a suavidade da Bossa-nova era representada por Nara Leão; O poder, a vibração e a energia do Rock vinha com Os Mutantes. Gal Costa empresta sua voz e interpretação inconfundíveis e inigualáveis. Tom Zé era o sujeito que não entendia nada de música e que era tão genial quanto os outros graças às letras e melodias precisas. Caetano e Gil eram duas das cabeças mais privilegiadas do movimento, com letras e arranjos fantásticos. Torquato Neto era o braço poético do grupo, enquanto o maestro Rogério Duprat trazia sua formação clássica para subverter tanto a música clássica quanto a música popular nos arranjos que se tornaram um marco na história da música brasileira. O disco resume o estilo musical que o movimento propôs, a mistura de vários estilos típicamente brasileiros. Seja da Bahia, do Rio de Janeiro, de São Paulo ou do Rio Grande do Sul: a Tropicália une o Brasil e propõe que essa união poderia tornar-se a nova cultura brasileira. Por isso era um movimento de contra-cultura, e também por isso não foi entendida pela juventude da época e logo vista como uma grande ameaça aos olhos dos governantes golpistas. A Tropicália está 40 anos atrás e 40 anos à frente.

Faixas:
1. "Miserere Nóbis" - Gilberto Gil
2. "Coracão Materno" - Caetano Veloso
3. "Panis et Circenses" - Os Mutantes
4. "Lindonéia" - Nara Leão
5. "Parque Industrial" - Gilberto Gil/Caetano Veloso/Gal Costa
6. "Geléia Geral" - Gilberto Gil
7. "Baby" - Gal Costa/Caetano Veloso
8. "Três Caravelas" - Caetano Veloso/Gilberto Gil
9. "Enquanto Seu Lobo Nao Vem" - Caetano Veloso
10. "Mamãe, Coragem" - Gal Costa
11. "Bat Macumba" - Gilberto Gil
12. "Hindo Do Senhor Do Bonfim" - Caetano Veloso/Gilberto Gil/Gal Costa





quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Caetano Veloso & Banda Black Rio - Bicho Baile Show (2002)

No final da década de 70, a black music era o som do Rio de Janeiro e por tabela tinha grande receptividade do resto do país, uma das melhores bandas no estilo era a famosa Banda Black Rio. Como toda a novidade, a black music teve a antipatia de muitos músicos já consagrados na música brasileira mas também contou com o apoio de nomes importantes. Quando Caetano Veloso convidou a Banda Black Rio para acompanha-lo para uma turnê por algumas capitais brasileiras. Estava decretado a principal parceria entre o que havia de melhor na black music brasileira com um dos principais artistas brasileiros de todos os tempos.
Trazendo novos arranjos à clássicos como Odara, London London e Alegria Alegria, a banda dá à música de Caetano uma nova vida, que após a turnê, manteve-se longe dos ouvidos do público até ser restourado e gravado em CD para fazer parte de uma caixa com todos os disco da carreira de Caetano.
Gravado em 1978 no teatro Carlos Gomes, que fica na praça Tiradentes, centro do Rio, esse disco quase não é visto de forma avulsa e para comprar a tal caixa você precisa ter algo em torno de mil pratas. Além das músicas de Caetano, o disco traz 3 faixas do lendário álbum de estréia da banda, o Maria Fumaça. É a única chance de ouvir a banda ao vivo num disco, e ainda interpretando suas próprias músicas, até onde eu sei. Se alguém souber um disco ao vivo da Banda Black Rio escreve nos comentários!

Faxias:
1.Intro/Odara
2.Odara
3.Tigresa
4.London, London
5.Na Baixa do Sapateiro
6.Leblon Via Vaz Lobo
7.Maria Fumaça
8.Two Naira Fifty Kobo
9.Gente
10.Alegria, Alegria
11.Baião
12.Caminho Da Roça
13.Qualquer Coisa
14.Chuva, Suor E Cerveja

Caetano Veloso & Banda Black Rio - Bicho Baile Show

domingo, 1 de novembro de 2009

Small Faces - Small Faces (1966)

Disco de estréia de uma das melhores bandas britânicas dos anos 60, esse Lp lançado pela Decca levou o Small Faces, do genial Ronnie Lane, a figurar com destaque nas paradas da época.
Formado em 64, a banda logo conseguiu evidência na cena Mod, movimento de contra-cultura que estava no auge na Inglaterra, com 'hits' como "Whatcha Gonna Do About It" e versões de clássicos do R&B americano que faziam muito sucesso entre os mods. Outro atrativo da banda era o próprio nome, "Face" era uma gíria usada para descrever um mod estiloso e respeitado. O nome surgiu por acaso numa conversa com uma amiga da banda, quando ela disse que eles eram todos "small faces".
Além de Lane, que tocava baixo e fazia a segunda voz, a banda contava com Steve Marriot, guitarrista e vocalista, que depois de sua saída da banda, formou o Humble Pie. Para a bateria o escolhido foi Kenny Jones, que anos mais tarde substituiria o insubstituível Keith Moon, no Who, outra banda que teve forte ligação com o movimento Mod. O primeiro tecladista da banda foi Jimmy Wiston, filho do dono da loja de instrumentos onde os membros da banda se conheceram, pouco tempo depois Jimmy foi substituido por Ian McLagan, quem gravou a maioria das faixas e aparece na capa desde álbum.
Esse disco é o primeiro e único lançado pela Decca Records, além do primeiro 'hit' da banda ("Whatcha Gonna Do About It") também traz "Shake" um versão da música de Sam Cooke. "Sha-la-la-la-lee", outro single anterior de muito sucesso, é a faixa que encerra o disco com chave de ouro. Apesar disso, o grande destaque do disco é "You Need Loving", inspirada na música de Willie Dixon, gravada em 1962 por Muddy Waters como "You Need Love". A gravação do Small Faces, serviu de base para "Whole Lotta Love" do Led Zeppelin em seu segundo disco.
Um álbum de estréia à altura para uma banda que tornou-se influência para várias outras grandes bandas posteriores.

Faixas:
"Shake" (Sam Cooke) 2:55
"Come on Children" (Jones/Lane/Marriott/Winston) 4:20
"You'd Better Believe It" (Lynch/Ragovoy) 2:19
"It's Too Late" (Jones/Lane/Marriott/Winston) 2:37
"One Night Stand" (Lane/Marriott) 1:50
"Whatcha Gonna Do About It" (Potter/Samwell) 1:59
"Sorry She's Mine" (Lynch) 2:48
"Own Up Time" (Jones/Lane/Marriott/McLagan) 1:47
"You Need Loving" (Lane/Marriott) 3:59
"Don't Stop What You're Doing" (Jones/Lane/Marriott/McLagan) 1:55
"E Too D" (Lane/Marriott) 3:02
"Sha-La-La-La-Lee" (Lynch/Shuman) 2:56
Formação:
Steve Marriott - vocals, guitar
Ronnie Lane - backing vocals, bass guitar
Kenney Jones - drums
Ian McLagan - keyboards
Jimmy Winston - vocals, keyboards


Small Faces - Small Faces