sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Crosby, Stills, Nash & Young - Déjà Vu (1970)

A principal influência para o som do Fleet Foxes, "Déjà Vu" é o primeiro disco da banda enquanto um quarteto. Em 69, o CSN lançou um excelente disco de estréia e logo foi rotulado como um supergrupo, já que era formado por David Crosby, ex-membro do Byrds, Stephen Stills, ex-Buffalo Springfield e Graham Nash, ex-Hollies. Já em 70, o supergrupo ficou ainda melhor com a entrada de Neil Young, também ex-Buffalo Springfield, dando uma guitarra a mais à banda.
Apesar de não tocar em todas as faixas, a marca de Young é notável. Uma guitarra bem mais agressiva, coisa pouco comum no country rock e que ajudou a tornar o disco e grupo inovadores do estilo. Para completar a banda, foram recrutados Dallas Taylor, para a bateria, e Greg Reeves, para o baixo.
A única composição que não partiu da banda foi "Woodstock" de Joni Mitchell, uma canção que relembra o festival do ano anterior. A faixa que abre o disco, "Carry On" de Stills, é uma das que não contam com Young. A guitarra é resposabilidade do próprio Stills que apresenta o pedal wha-wha ao contry rock de uma forma sublime. "Teach Your Children" virou um hino da contra-cultura americana, a letra escrita por Nash um ano antes, falando da difícil relação com o pai. Foi adotado pela contra-cultura como uma espécie de recado à sociedade estadunidense.
Em algumas faixas, a banda conta com a participação de Jerry Garcia, do Greatful Dead, tocando slide guitar. Outro que dá as caras é John Sebastian, do The Lovin' Spoonfull.
"Déjà Vu", além de ser um marco para o contry rock e para o folk do ponto de vista da harmonia, dos arranjos e da maneira de tocar, é um marco para a sociedade estadunidense, com letras engajadas politicamente, o disco retrata o sentimento por paz e amor de toda uma geração daquele país.

Faixas:
Lado 1

"Carry On" (Stephen Stills) – 4:26
Stills - guitars, organ, bass, lead vocal; David Crosby - guitar, vocal; Graham Nash - guitar, vocal; Dallas Taylor - drums, percussion
"Teach Your Children" (Nash) – 2:53
Nash - guitar, lead vocal; Stills - guitar, bass, vocal; Crosby - vocal; Jerry Garcia - pedal steel guitar; Taylor - tambourine
"Almost Cut My Hair" (Crosby) – 4:31
Crosby - electric guitar, vocal; Stills - electric guitar; Nash - organ; Neil Young - electric guitar; Greg Reeves - bass; Taylor - drums
"Helpless" (Young) – 3:33
Young - guitar, harmonica, lead vocal; Stills - electric guitar, piano, vocal; Nash - guitar, vocal; Crosby - vocal; Reeves - bass; Taylor - drums
"Woodstock" (Joni Mitchell) – 3:54
Stills - electric guitar, organ, lead vocal; Nash - electric guitar, vocal; Crosby - vocal; Young - electric guitar; Reeves - bass; Taylor - drums
Lado 2

"Déjà Vu" (Crosby) – 4:12
Crosby - guitar, lead vocal; Stills - electric guitar, vocal; Nash - guitar, piano, vocal; John Sebastian - harmonica; Reeves - bass; Taylor - drums
"Our House" (Nash) – 2:59
Nash - piano, harpsichord, lead vocal; Stills - bass, vocal; Crosby - vocal; Taylor - drums
"4 + 20" (Stills) – 2:04
Stills - guitar, vocal
"Country Girl" ("Whiskey Boot Hill," "Down, Down, Down," "Country Girl (I Think You're Pretty)") (Young) – 5:11
Young - guitar, organ, harmonica, lead vocal; Stills - guitar, vocal; Crosby - guitar, vocal; Nash - guitar, vocal; Reeves - bass; Taylor - drums
"Everybody I Love You" (Stills, Young) – 2:21
Stills - electric guitar, organ, vocal; Crosby - electric guitar, vocal; Nash - vocal; Young - electric guitar; Reeves - bass; Taylor - drums
Formação:
David Crosby : guitars, vocals
Stephen Stills : guitars, bass guitar, keyboards, vocals
Graham Nash: guitars, keyboards, vocals
Neil Young: guitars, keyboards, harmonica, vocals
Participações:
Greg Reeves: bass guitar
Dallas Taylor: drums, percussion
Jerry Garcia: pedal steel guitar
John Sebastian: harmonica

Crosby, Stills, Nash & Young - Déjà Vu


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Arthur Verocai - Arthur Verocai (1972)

Taí um dos discos brasileiros mais cultuados mundo à fora. Não chega a ser tudo isso que comentam por aí, é apenas mais um bom disco feito por aqui, a grande diferença é que ele é uma raridade e os gringos descobriram antes de nós.
Misturando elementos da Bossa Nova ao Soul e ao Funk, o disco traz mescla faixas instrumentais, muito boas, com algumas outras com letras nem tão inspiradas. Teria sido melhor deixar o disco inteiro instrumental. A marca inconfundível do disco são os arranjos, principalmente do naipe de metais. Além de fazer o arranjo e cantar, é Verocai quem toca um violão marcante, uma assinatura que deixa o disco um pouco mais original.
Uma das melhores faixas do disco é "Presente Grego", que não é instrumental, mas é justamente a parte instrumental dela que resume o que é o disco. O naipe de metais, captaneado pelo sax da lenda Oberdan Magalhães, dá um show junto com o brilhante baterista auto-didata Robertinho Silva e com a guitarra cheio de efeitos caracteristicos do Funk de Helio Delmiro.
Para amanizar que mnão tem mil dólares para comprar o LP original, a Luv 'N Haight reeditou o disco e vende cada LP por 16 dólares, bem melhor! O disco original foi lançado pela Continental, com poucas tiragens e não se preocupou em fazer outra edição do disco, com isso, esse disco que é o único lançado por Verocai, tornou-se uma raridade e, infelizmente, conhecido apenas por gente que vai um pouco mais fundo na música brasileira.

Músicos:
Helio Delmiro(guitarra)Robertinho Silva, Paschoal Meirelles(bateria)Luiz Alves(baixo)Aloysio Aguiar(piano)Nivaldo Ornellas, Paulo Moura(sax)Oberdan(sax, flauta)Edson Maciel(trombone)Celia, D. Carlos, Gilda Horta, Jose Carlos, Luiz Carlos, Paulinho, Toninho Café, Toninho Horta(vocais)Arthur Verocai(voz, violão)
Faixas:
1. Caboclo
2. Pelas Sombras
3. Sylvia
4. Presente Grego
5. Dedicado a Ela
6. Seriado
7. Na Boca do Sol
8. Velho Parente
9. O Mapa
10. Karina [Domingo no Grajau]

Arthur Verocai - Arthur Verocai

sábado, 24 de outubro de 2009

Rogério Skylab - Skylab II (2001)

O Túlio Brasil, do La Cumbuca, tava me devendo um texto sobre um disco de sua predileção há tempos. Finalmente, este blog tem o privilégio de receber o mais eclético e patriota cidadão de Vaz Lobo!!

2001. Ano que inspirou Kubrick, primeiras músicas do Franz Ferdinand, meus nove anos e um misto de lembranças confusas. Caindo no meio disso tudo a mais perfeita forma de expressão de um estranhão que já aparecera até então em terras brasileiras.
Skylab 2 é o registro ao vivo de um artista inquieto e incompreendido. Sem censura ele fala de tudo que o atordoa, sem medo de parecer engraçado ou mentiroso ele entrega sua realidade fantasiosa à quem quiser ouvir.
Ainda com poucos discos lançados (apenas 3, hoje ele tem mais de 10) não é qualquer um que consegue chegar num produto final tão bom e tão cedo. É improvável que, mesmo que fique horrizado, você não tenha vontade de cantar o refrão de 'Convento das Carmelitas'.
Por mais que você ache tudo fora de forma, só veja absurdos jogados numa canção, há sempre um momento que a música do Skylab é convinente. Não espero que você compactue com o que é dito em 'Moto Serra', mas num mundo de relações tão desgastantes é bom ouvir um suspiro desses. Se não for por ódio, vale pelas risadas possiveis de tirar dali - mesmo não sendo esse o objetivo do disco!
Felizmente, tantas características estranhas acabaram caindo em boas mãos. A banda que acompanha os devaneios do figura defeca (não achei verbo mais adequado, isso foi um elogio) perfeitamente a melodia e o ritmo necessário para que a obra flua até o cu ou boca, sei lá, é tudo a mesma coisa.
Tanto é, que os cinco paragrafos que antecedem este podem ser completamente descartados. Você só precisa saber disso: Essa porra é foda!


Faixas:
1 - Metrô.
2 - Jesus.
3 - Carne Humana.
4 - Moto-Serra.
5 - Naquela Noite.
6 - Convento das Carmelitas.
7 - Derrame.
8 - Urubu.
9 - Matadouro das Almas.
10 - Sensações.
11 - Música Suave.
12 - Ato Falho.
13 - Carrocinha de Cachorro Quente.
14 - Privada Entupida.
15 - Funérea. 16 - Cú e Boca.
17 - Samba.
18 - Matador de Passarinho.

Banda:
Rogério Skylab - vocal
Wlad - baixo
Alexandre BG - guitarra
Alexandre Guichard - violão
Marcelo B - bateria
Luis Lancaster do Zumbi do Mato na faixa "Samba"

Return To Forever - Romantic Warrior (1976)

Formado em 1971 por Chick Corea, vários músicos passaram pela banda nos discos anteriores, mas foi nesse, o sexto, que o grupo alcançou sua formação melhor e mais comentada formação. Além do próprio Corea, nos teclados, o disco ainda traz Stanley Clarke no baixo, Lenny White na bateria, White foi o baterista no clássico absoluto do Jazz "Bitches Brew" de Miles Davis. Fechando a turma, Al di Meola com guitarra e violão.
O álbum se revela uma tentativa muito bem sucedida em levar o rock progressivo ao Jazz, com efeitos de guitarras elaborados, solos majestrais de baixo, tudo isso com a levada jazzística na bateria. Aliando velocidade a técnica, os integrantes do quarteto esbanjam talento com seus instrumentos.
O tema do disco é a idade média, clara referência ao trabalho de Rick Wakeman, ex-tecladista do "Yes", que também fazia deste tema uma constante em seu trabalho. Como o disco é todo instrumental, a Idade Média se restringe ao título das faixas e à belíssima capa.

Faixas:
"Medieval Overture" (Corea) – 5:14
"Sorceress" (White) – 7:34
"The Romantic Warrior" (Corea) – 10:52
"Majestic Dance" (Di Meola) – 5:01
"The Magician" (Clarke) – 5:29
"Duel of the Jester and the Tyrant" (Part I & Part II) (Corea) – 11:26

Return To Forever - Romantic Warrior

sábado, 17 de outubro de 2009

Wolfmother - Wolfmother (2005)

Lançado em 2005, na Austrália, o álbum de estréia da banda chegou às prateleiras internacionais apenas em 2006, com uma faixa a mais, "Love Train". Como um power-trio dos anos 60, tocando o hard-rock caractrístico dos anos 70, a banda australiana não traz nenhuma inovação ao estilo mas é, certamente, uma boa pedida aos fãs de rock que estão sempre à espera de alguma novidade interessante.
Formado em 2000, a banda vinha "tocando por aí no anonimato", segundo seus integrantes. Em 2005 apenas, veio a chance de gravar um disco. Quando finalizado, o disco emplacou vários 'hits' nas rádios das principais cidades da Austrália. Além de ter sido o álbum australiano do ano e ter chegado por 5 vezes ao disco de platina.
A comparação com bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath e Blue Cheer é inevitável. Melhor tocar bem a ser original, talvez pensem os integrantes da banda, mas originalidade nos dias de hoje é fundamental. Para mim, uma banda formada hoje em dia tocar como eles tocam e fazer sucesso é uma tremenda surpresa e das mais agradáveis.
Apesar do reconhecimento, a banda praticamente se dissolveu no final do ano passado, restando apenas o guitarrista e vocalista Andrew Stockdawle. O baixista Chris Ross e o baterista Myles Heskett deixaram a banda e isso provavelmente vai afetar consideravelmente o som da banda. No início de 2009, Stockdawle recrutou mais três músicos e vão lançar no fim desse mês o segundo álbum da banda, "Cosmic Egg", onde poderemos ver o quão diferente a banda irá se mostrar.

Faixas:

"Dimension" – 4:21
"White Unicorn" – 5:04
"Woman" – 2:56
"Where Eagles Have Been" – 5:33
"Apple Tree" – 3:30
"Joker & the Thief" – 4:40
"Colossal" – 5:04
"Mind's Eye" – 4:54
"Pyramid" – 4:28
"Witchcraft" – 3:25
"Tales" – 3:39
"Love Train" – 3:03
"Vagabond" – 3:50
(versão internacional)
Membros:

Wolfmother - Wolfmother

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Fela Kuti & Africa '70 - Live! With Ginger Baker (1971)

Na onda do Fela-Day, hoje dia 15 de outubro de 2009, estou postando o único disco Dele que eu já ouvi todo (preciso escutar mais Fela). Gravado ao vivo com o ex-baterista do Cream e a mais célebre banda já montada pelo Fela Kuti, o Africa '70.
Fela Kuti, foi o fundador do Afro-beat, estilo difundido nos anos 60 quando Kuti experimentou com muitas formas diferentes de música contemporânea da época. Predominantes na sua música são harmonias e ritmos nativos Africanos, tendo diversos elementos e combinando, modernização e improvisando sobre eles. Temas políticos são essenciais para o gênero, já que a crítica social é utilizada para preparar o caminho para a mudança social, segundo Fela.
O Afrobeat teve profundas influencias em importantes produtores contemporâneos como Brian Eno, que creditaram Fela Kuti como uma influência. Sem contar que é a razão de existir de uma das melhores banda do planeta, a Antibalas Afrobeat Ochestra.
Além de Ginger Baker, também aparece em todas as faixas Tony Allen na baterista. A dupla é acompanhada por mais 5 músicos na percussão. Além da presença marcante do "batuque", a big band ainda traz um sensacional naipe de matais e ainda guitarra e baixo bastante característicos do Afrobeat.


Formação:
Voz, órgão e sax tenor: Fela Ransome-Kuti
Trumpete primeiro (solo): Tunde Williams
Trumpete segundo: Eddie Faychum
Sax tenor (solos): Igo Chiko
Sax barítono: Lekan Animashaun
Guitarra: Peter Animashaun
Baixo: Maurice Ekpo
Bateria: Tony Allen
Bateria: Ginger Baker
Conga primeira: Henry Koffi
Conga segunda: Friday Jumbo
Conga terceira: Akwesi Korranting
Sticks: Tony Abayomi
Shekere: Isaac Olaleye

Faixas:
1- Let’s start – Fela Kuti e Ginger Baker
2- Black man’s cry – Fela Kuti e Ginger Baker
3- Ye ye de smell – Fela Kuti e Ginger Baker
4- Egbe mi o (Carry me I want to die) – Fela Kuti e Ginger Baker
5- Drum solo (Ginger Baker & Tony Allen) - Fela Kuti e Ginger Baker

Fela Kuti & Africa '70 - Live! With Ginger Baker

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

The Jeff Beck Group - Truth (1968)

Mais um dos sensacionais lançamentos do ano de 1968, Truth é a estréia de Jeff Beck comandando uma banda ao seu gosto. Após sair dos Yardbirds, banda na qual Beck conquistou sua fama, ele resolveu convocar outros músicos para fazer música do jeito dele. Então, foram recrutados Rod Stewart, um cantor que perambulava por algumas bandas londrinas e era conhecido como "Rod, the Mod", por seu envolvimento com o movimento Mod. Ronnie Wood, vindo de uma banda londrina que obteve algum sucesso, o Birds (não confundir com The Byrds) entrou como baixista. Para a bateria, veio Mick Waller, ex-integrante do Steampacket assim como Rod. Essa foi a base que gravou o disco.
Agora, a melhor parte são os convidados especiais. A faixa "Beck's Bolero" foi gravada um ano antes, em 1967, para servir de lado B à um compacto em 7 polegadas que vinha para começar a divulgar a carreira "solo" de Beck. Para gravar o petardo, foram chamados Jimmy Page, que ficou com o violão de 12 cordas, John Paul Jones no baixo, Nick Hopkins encarregado do piano e Keith Moon na bateria. Além do próprio Beck na guitarra. Essa faixa junta 2 integrantes do Led Zeppelin, dois anos antes da formação da banda e de quebra, traz um dos melhores bateristas daquela geração no auge de sua loucura.
Para abrir o disco, a banda traz "Shapes of Things", música que ficou mais conhecida graças à versão dos Yardbirds, numa pegada mais pesada e rápida. Talvez seria um recado de Beck para a antiga banda. A versão de "I Ain't Superstitious", faixa que fecha o disco, segundo Beck, era apenas uma desculpa para usar os seus pedais de efeitos para a guitarra. Essa versão é inspirada na de Howlin' Wolf e não na original de Willie Dixon.
Entre essas faixas, o que você ouve é o Rock'n'roll na sua essência mais pura e pesada, caminhando lado a lado com o Blues. Essa combinação traz o sucesso à esse timaço que formou o Jeff Beck Group.
Formação:
Jeff Beck
Rod Stewart
Ronnie Wood
Mick Waller
Faixas:
Lado A
Shapes of Things
Let Me Love You
Morning Dew
You Shook Me
Ol' Man River
Greensleeves
Rock My Plimsoul
Beck's Bolero
Blues Deluxe
I Ain't Superstitious

The Jeff Beck Group - Truth

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Mulatu Astatke & The Heliocentrics - Inspiration Information (2009)

O volume 3 da série da série de discos Inspiration Information, realizado pela Strut Records foi o pretexto para a reunião entre o mestre etíope Mulatu Astatke com a banda inglesa The Heliocentrics. Os ingleses lançaram seu álbum de estréia em 2007, o "Out There", trazendo a fusão entre psicodelia, sons africanos e outras influências. Já Astatke vem de um longo hiato de gravações em estúdio.
A parceria ocorreu em decorrência da ida de Astatke a Londres, em abril de 2008, depois de 15 anos sem apresentações ao vivo na Inglaterra. Os Heliocentrics eram os que melhor se encaixavam para atender a sonoridade pretendida pelo maestro. Assim que começaram os ensaios, ficou claro que a banda era a ideal para trazer de volta as principais composições do etíope aos palcos ingleses.
O álbum foi todo composto e gravado em apenas uma frenética semana entre 8 e 14 de setembro do ano passado num estúdio em Londres. Além de Astatke e da rapaziada do Heliocentrics vários músicos etíopes moradores de Londres como: Dawit Gebreab, Yezina Nagash, Mesafnit Nagash and Temesgen Taraken aparecerem em participações em várias faixas.
Segundo os Heliocentrics, a banda nõa tentou recriar o Ethio-jazz mas trazer arranjos próprios, deixando uma marca particular nas sessões e na música de um ícone da música planetária.

Faixas:
01- Masengo
02- Cha Cha
03- Addis Black Widow
04- Mulatu
05- Blue Nile
06- Esketa Dance
07- Chik Chikka
08- Live From Tigre Lounge
09- Chinese New Year
10- Phantom Of The Panther
11- Dewel
12- Fire In The Zoo
13- An Epic Story
14- Anglo Ethio Suite

Mulatu Astatke & The Heliocentrics - Inspiration Information



sábado, 3 de outubro de 2009

The Clash - London Calling (1979)

O ano de 1979 não seria o auge do movimento punk sem London Calling. Terceiro álbum da banda, este álbum duplo levou a banda à patamares nunca experimentados por nenhuma outra banda punk antes ou depois. O álbum vendeu 2 milhões de cópias na Inglaterra e chegou à nona posição nas paradas. London Calling também trouxe dois dos mais bem sucedidos singles da carreira da banda: Train In Vain e London Calling.
A faixa que abre o disco é a homônima, já deixando o cartão de visitas. Nela Joe Strummer levanta questões como o desemprego, uso de drogas e conflitos raciais. "Brand New Cadillac", gravada originalmente por Vince Taylor, é a segunda faixa do álbum. O Clash creditava a música como uma das primeiras de Rock'N'Roll na Inglaterra. Em "Jude Can't Fail", a banda apresenta um de seus grandes diferenciais, o uso de uma seção de metais, trazendo influencias do Reggae, Soul e Ska. A letra dessa faixa fala sobre as dificuldades de se tornar um adulto responsável. "Spanish Bombs", que relembra a guerra civil espanhola, é uma combinação de uma letra muito bem feita com uma melodia poderosa. Assim um dos pontos altos do disco. "Guns of Brixton" é a primeira música do Clash composta por Simonon, baixista da banda, que nessa faixa também faz o vocal. A letra traz à tona a visão paranóica da vida que Simonon levava em Londres, durante o auge da banda, no bairro de Brixton onde ele havia crescido. Em "Death Or Glory", novamente as dificuldades em tornar-se um adulto com as responsabilidades mundanas são abordadas mas dessa vez Strummer toma como exemplo sua própria situação.
Quando o disco saiu, uma das poucas críticas negativas veio para a faixa "Revolution Rock". Para certa parte da imprensa comentou a inabilidade da dupla Strummer/Jones para compor músicas sobre amor. Apesar disso a faixa traz novamente a seção de metais roubando a cena com a ginga dos ritmos jamaicanos. "Train In Vain" foi adicionada de última hora como a última música do disco e é, talvez, a música mais conhecida do disco.
O disco é apontado como o melhor da banda e um dos melhores do Rock'N'Roll.

Faixas:
Lado 1
"London Calling" – 3:19
"Brand New Cadillac" (Vince Taylor) – 2:09
"Jimmy Jazz" – 3:51
"Hateful" – 3:22
"Rudie Can't Fail" – 3:26
Lado 2
"Spanish Bombs" – 3:18
"The Right Profile" – 4:00
"Lost in the Supermarket" – 3:47
"Clampdown" – 3:50
"The Guns of Brixton" (Paul Simonon) – 3:07
Lado 3
"Wrong 'Em Boyo" (Clive Alphonso) – 3:10
"Death or Glory" – 3:55
"Koka Kola" – 1:45
"The Card Cheat" (Jones, Strummer, Simonon, Topper Headon) – 3:51
Lado 4
"Lover's Rock" – 4:01
"Four Horsemen" – 3:00
"I'm Not Down" – 3:00
"Revolution Rock" (Jackie Edwards, Danny Ray) – 5:37
"Train in Vain" – 3:11
Formação:
The Clash - London Calling



Clube do Vinil (O Resultado)

Saiu a poucos dias a gravação da edição do Clube do Vinil do qual fiz parte. Já que eu noticiei aqui na época, volto para deixar o registro desse dia. O Maurício, dono da loja, grava todas as edições do Clube e depois disponibiliza no sítio deles. Lá você também tem dicas importantes de como comprar um vitrola e entrar para o mundo da bolacha de 12 polegadas.
Então aí vai a sessão (em 4 partes):
Clube do Vinil - Parte 1
Clube do Vinil - Parte 2
Clube do Vinil - Parte 3
Clube do Vinil - Parte 4

That's all, folks!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Rogerio Duprat - A Banda Tropicalista do Duprat (1968)

Em 68, na capa do disco que promovia o movimento tropicalista, um senhor de trinta e tantos anos aparece segurando um penico. Este senhor é, nada mais, nada menos que Rogério Duprat. Maestro, arranjador e compositor, Duprat é uma figura central no movimento tropicalista e na carreira de vários artistas.
Estudou música clássica na Alemanha, foi colega de turma de Frank Zappa por lá. Voltando para o Brasil, tinha a fixa idéia de usar todo seu conhecimento musical para romper com a rigidez da música clássica. Aliando-se com os tropicalistas, ele teve a primeira oportunidade de fazer suas experimentações no disco Tropicalista de 1968, o que lhe rendeu o "cargo" de maestro da tropicalia.
Fez arranjos para Jorge Ben, Mutantes, Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso e tantos outros músicos e bandas. Mas ele também pensou num disco inteiramente seu. Então, com a ajuda dos Mutantes em três faixas, gravou seu primeiro álbum. Com tudo que um disco tropicalista precisa. Em "Chega de Saudade" a zombaria, tão peculiar do movimento, é evidente. Versões para músicas dos Beatles ou de Lamartine Babo, é assim que o disco decorre.
Cada canção traz influências novas e surpreendentes, uma história recontada de forma muito peculiar, basta ouvir uma única vez e sabe-se quem está contando, facil de dizer com firmeza: "- Isso é Duprat!".
Faixas:
1. Judy in Disguise (Bernard, John Fred, Wessle)
2. Honey (Bob Russel) / Summer Rain (J. Hendricks)
3. Canção para Inglês Ver (Lamartine Babo) / Chiquita Bacana (Alberto ribeiro, João de Barro).
4. Flying (Lennon, McCartney)
5. The Rain, The Park And Other Things (Duboff, Kornfeld)
6. Canto Chorado (Billy Blanco) / Bom Tempo (Chico Buarque) / Lapinha (Baden Powell, Paulo Cesar Pinheiro).
7. Chega de Saudade (Tom Jobim, Vinícius de Moraes).
8. Baby (Caetano Veloso)
9. Cinderella-Rockfella (M. Williams)
10. Ele Falava Nisso Todo Dia (Gilberto Gil) / Bat Macumba (Caetano Veloso, Gilberto Gil) / Frevo Rasgado (Bruno Ferreira, Gilberto Gil).
11. Lady Madonna (Lennon, McCartney).
12. Quem Será (Evaldo Gouveia, Jair Amorim).