quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sá, Rodrix & Guarabyra - Passado, Presente e Futuro (1971)



Fundadores do rock rural, o trio formado por Luís Carlos Pereira de Sá, Zé Rodrix e Guttemberg Nery Guarabyra Filho consagrou o estilo no início dos anos 70. O termo 'rock rural' foi usado para caracterizar o gênero graças à presença do termo na música "Casa No Campo", sucesso na voz de Elis Regina e composta por Zé Rodrix. O rock rural incorporou influências do folk e country anglo-saxônicos ao estilo da toada lusitana, com uma linguagem poética que se refere aos temas do campo, resultando numa musicalidade com ritmo de balada pop.
O grupo foi formado graças a grande amizade existente entre o trio, que já tinham carreiras solo consolidadas, a ideia era formar o grupo por alguns anos, e não em ser uma prioridade na carreira deles. Daí, saíram 2 discos lançados pela EMI-Odeon, além de algumas participações especiais em algumas coletâneas, entre as quais a do Festival de Juiz de Fora de 1972.
Passado, Presente & Futuro, o primeiro disco do trio conta com canções inesquecíveis como "Hoje Ainda É Dia de Rock", "Zeppelim" e "Ama Teu Vizinho".

Faixas:
1- Zepelim
2- Ama Teu Vizinho
3- Juriti Butterfly
4- Me Faça Um Favor
5- Boa Noite
6- Hoje Ainda É Dia De Rock
7- Primeira Canção Da Estrada
8- Cumpadre Meu
9- Crianças Perdidas
10- Azular
11- Ouvi Contar
12- Coda: Cigarro De Palha


Sá, Rodrix & Guarabyra - Passado, Presente e Futuro

terça-feira, 28 de julho de 2009

Os Mutantes - Os Mutantes (1968)

Segundo a MOJO, o disco de estréia dos Mutantes figura entre os 50 discos mais inovadores do rock'n'roll, inclusive na frente de discos dos Beatles, Frank Zappa e Pink Floyd. Aliando-se à vários outras estilos e artistas da época, os Mutantes conseguiram uma sonoridade única, tendo o rock como base para as experimentações junto aos tropicalistas Caetano Veloso e Gilberto Gil, na faixa que abre o disco. Outra parceria tão bem feita quanto foi com Jorge Ben em "A Minha Menina" que também traz Ben cantando e tocando violão.
Flertes com a música francesa e nordestina levaram a banda para um lugar especial no meio da cena musical brasileira, efervecente naquela época. Naquela época não existiam muitas iniciativas de pessoas querendo tocar rock aqui no Brasil, Os Mutantes só atingiram o patamar de grande banda de rock graças a essas experimentações e também a genialidade demonstrada nas letras, nos arranjos, feitos em parceiria com Rogério Duprat, e também na habilidade com os instrumentos.
O disco de estréia dos Mutantes é certamente, um dos grandes discos lançados no ano de 1968.

Faixas:
"Panis et Circenses" (Gilberto Gil/Caetano Veloso)
"A Minha Menina" (Jorge Ben)
"O Relógio" (Os Mutantes)
"Adeus Maria Fulô" (Humberto Teixeira/Sivuca)
"Baby" (Caetano Veloso)
"Senhor F" (Os Mutantes)
"Bat Macumba" (Gilberto Gil/Caetano Veloso)
"Le Premier Bonheur du Jour" (Jean Renard/Frank Gerald)
"Trem Fantasma" (Caetano Veloso/Os Mutantes)
"Tempo no Tempo" (John Philips)
"Ave Gengis Khan" (Os Mutantes)
Formação
Arnaldo Baptista - baixo, teclados, vocais
Rita Lee - vocais, percussões, flauta doce
Sérgio Dias - guitarras, vocais
Participações:
Rogério Duprat - arranjos
Jorge Ben - voz e violão em "A Minha Menina" (não creditado)
Dirceu - bateria

Os Mutantes - Os Mutantes

domingo, 26 de julho de 2009

Howlin' Wolf - Howlin' Wolf (1962)

Antes de falar sobre o disco, convido os senhores leitores à (re) ler a postagem sobre "Cinema Mudo" dos Paralamas do Sucesso devidamente corrigida e atualizada.
Chester Arthur Burnett, também atende por Howlin' Wolf, nascido em 10/07/1910, ele deixou sua marca na música como "O Lobo". Dono de um voz grave e incrivelmente poderosa marcou o blues interpretando canções ora de composição própria ora de autoria de Willie Dixon, outra lenda do blues.
Negro, nascido no estado do Mississipi, 1,98 m de altura e pesando 136 kg, Howlin' Wolf nem precisava de sua voz para ter presença de palco, mas quando soltava seu vozeirão arrepiava quem estava por perto. Eu mesmo, na primeira vez que o ouvi, cantando "Spoonful", veio aquele frio na espinha. O impacto para qualquer um que gosta de blues ao ouvi sua voz é chocante.
Neste disco, apenas o segundo álbum da carreira, O Lobo nos traz músicas que serviram de inspiração para várias bandas inglesas e estadunidenses que surgiram na segunda metade da década de 60. Faixas gravadas na década anterior e lançadas antes do conceito de álbum dominar os lançamentos compõem este disco fantástico e essencial para os amantes do blues.
Apesar de não ter um título próprio, o disco foi chamado de "The Rockin' Chair Album" em prensagens da década de 80, devido à foto da capa, onde aparecem um violão encostado numa cadeira de balanço.

Faixas:
01 Shake for Me
02 Red Rooster Howlin' Wolf
03 You'll Be Mine
04 Who's Been Talkin'
05 Wang-Dang-Doodle
06 Little Baby
07 Spoonful
08 Going Down Slow Oden
09 Down in the Bottom
10 Back Door Man
11 Howlin' for My Baby Howlin' Wolf
12 Tell Me

Howlin' Wolf - Howlin' Wolf

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Barão Vermelho - Rock In Rio (2007)

Na década de 80, o rock chegou a tal ponto no Brasil, que passou a ser interessante para as gravadoras investir em bandas brasileiras que tocavam rock. Com o investimento e estrutura maiores, as bandas dessa década alcançaram o sucesso comercial e tocaram para públicos enormes, exatamente ao contrário das bandas de rock da década anterior.
O evento que capitalizou o público roqueiro e não-roqueiro, e rotulou de vez os anos 80 como a década do rock no Brasil, foi o Rock In Rio. Além de trazer várias bandas internacionais de destaque na época, também abriu espaço para as bandas brasileiras, o que acabou sendo o grande legado do festival.
Junto com os Paralamas do Sucesso, o Barão Vermelho saiu do festival como a melhor banda de rock brasileira de sua geração. Com as letras fantásticas de Cazuza, além de sua atitude e vocal sujo, a banda conquistava cada vez mais fãs pela noite carioca. Após a apresentação no festival, a banda entrou em turnê pelo resto do país. A guitarra blueseira do Frejat, pupilo de Celso Blues Boy, unidos com o baixo e a bateria marcantes de Dé e Guto Goffi dão o tom da banda, incendiando o Rock In Rio com uma levada blues-rock fantástica.
Durante os shows, um no dia 15/01 e outro em 20/01, a banda apresentou algumas composições inéditas até então, como "Bete Balanço" e "Um Dia Na Vida".

Faixas:

"Maior Abandonado" – 03:36
"Milagres" – 02:11
"Subproduto Do Rock" – 04:07
"Sem Vergonha" – 02:30
"Narciso" – 03:34
"Todo Amor Que Houver Nessa Vida" – 01:51
"Baby, Suporte" – 03:05
"Bete Balanço" – 03:41
"Mal Nenhum" – 02:08
"Down Em Mim" – 03:18
"Por Que A Gente É Assim?" – 03:43
"Um Dia Na Vida" – 02:26
"Menina Minada" – 02:38
"Pro Dia Nascer Feliz" – 04:59
Formação:

Barão Vermelho - Rock In Rio

domingo, 19 de julho de 2009

Os Paralamas do Sucesso - Cinema Mudo (1983)

Álbum de estréia dos Paralamas do Sucesso, Cinema Mudo traz bastante influência do ska e em alguns momentos faz a banda ter uma sonoriadade parecida com o Police. Os Paralamas vieram à luz graças ao irmão de Herbert, que levou na rádio Fluminense FM, uma fita demo contendo 4 músicas do grupo: "Vital e sua Moto", "Patrulha Noturna", "Encruzilhada Agrícola-Industrial" e "Solidariedade Não!". A fita logo caiu nas mãos de Mauricio Valladares, que apresentava o Rock Alive na estação e tratou de apresentar ao grande público. Como as músicas da fita foram sucesso absoluto na rádio, a banda conseguiu um contrato com a EMI e assim a possibilidade de gravar seu primeiro disco.
O trio tem uma relação de amor e ódio com esse disco, já que, por um lado era o cartão de visitas e representava bastante a sonoridade da banda, também foi um pouco descaracterizado devido a interferências da gravadora nas gravações. Fato é, que graças a esse disco e também ao "Passo do Lui", segundo disco da banda, de 1984, a banda foi convidada para tocar no primeiro Rock in Rio, em 1985.
Outra curiosidade interessante, é a presença da música "Química" composta por Renato Russo, então professor de inglês do baixista Bi Ribeiro. Foi a primeira composição de Renato gravada por outro artista.

Formação:
João Barone - bateria
Bi Ribeiro - baixo
Herbert Vianna - voz e guitarra
Faixas:

"Vital e Sua Moto" (Herbert Vianna)
"Foi o Mordomo" (Herbert Vianna)
"Cinema Mudo" (Herbert Vianna)
"Patrulha Noturna" (Herbert Vianna)
"Shopstake" (instrumental) (Herbert Vianna, Bi Ribeiro)
"Vovó Ondina é Gente Fina" (Herbert Vianna)
"O Que Eu Não Disse" (Herbert Vianna/João Barone/Renato Russo)
"Química" (Renato Russo)
"Encruzilhada" (Herbert Vianna)
"Volúpia" (Herbert Vianna)


Os Paralamas do Sucesso - Cinema Mudo


ATUALIZANDO E CORRIGINDO!
Quando você, leitor, perceber algum erro faça como o cidadão abaixo.
O Mauricio Valladares mandou:
"salve, igor!
beleza?
os paralamas possuem uma equipe cascuda de rastreadores de assuntos que envolvem a banda.
ontem recebi um email desta turma comentando seu blog.
para esclarecer, aqui segue o meu texto no livro que fizemos contando a história da banda através da minha xeretinha...
cheers
/ + /"

Então, nada melhor que um dos personagens da história para esclarecer.

- salve hermano, prazer em te conhecer. vai entrando e não repara a bagunça.
- boa tarde, mauricio.
- olha aqui o Lp "combat rock" do clash que você faturou no programa.
- que legal. qualquer dia vou te mostrar a fita da banda do meu irmão.
- caramba, é mesmo? qual o nome?
- os paralamas do sucesso.
- ha ha ha... que nomezinho, hein!
- pois é, eles estão quase acabando de gravar a primeira "demo".
- então, me manda rapidinho...

foi mais ou menos assim o diálogo que travei com hermano vianna por volta de setembo de 1982 na minha casa.
época em que a rádio fluminense fm estava começando e onde eu apresentava o rocka 26, base de lançamento para um sem fim de novidades sonoras.
ninguém poderia imaginar o que viria depois desse encontro.
em algumas semanas a tal "demo" chegou e em pouco tempo "vital e sua moto" se alastrou pelos ouvidos de uma multidão curiosa.
vinte e três anos mais tarde, olhar para as imagens aqui impressas é rever grande parte da minha vida.
no cineminha que passa diante dos meus olhos, consigo - felizmente - enxergar pessoas e situações que nunca foram diretamente ligadas ao mundo paralâmico.
percebo nitidamente minha família, amores, tristezas, amigos, alegrias, desavenças ... enfim, esse é o livro de praticamente metade do que já experimentei.
para me ajudar na "história visível", convidei dois amigos de longa data - ricardo leite e arthur dapieve.
tomara que a gente tenha conseguido (bem) contar a singular trajetória dos paralamas.
essas páginas são, sobretudo, meu testemunho de admiração, amizade e inspiracão.
"tamo junto"!

m.v
março de 2005

sábado, 18 de julho de 2009

The Jimi Hendrix Experience - Are You Experienced? (1967)

Para entender totalmente o impacto que esse disco causou no rock, o leitor deve transportar-se à Londres de 1966/67. A cena roqueira fazia da cidade a capital desse gênero musical no planeta, os Beatles e os Rolling Stones estavam no topo das paradas e no auge de sua criatividade, o movimento Mod já se encontrava em declínio e o Who, assim como o Small Faces, eram as bandas promissoras à uma vida além da cultura mod, a Radio London fazia a cabeça da juventude e desbancava a BBC em quase todos os horários. Eric Clapton, que já tinha saido dos Yardbirds e também já havia gravado o disco com John Mayall e os Bluesbrakers, estava lançando o primeiro disco com o Cream.
No meio de tudo isso, em 1966, o guitarrista americano Jimi Hendrix desembarcava em Londres, trazido por Chas Chandler, ex-baixista do Animals, com a promessa de formar um "power trio" com músicos ingleses. No final desse ano, depois de algumas audições em Londres, Jimi encontra o baterista Mitch Mitchell, então com 20 anos e o baixistas Noel Redding, 21 anos à época. Estava formado o Jimi Hendrix Experience, que gravou, pouco tempo depois o seu primeiro single "Hey Joe", tendo como lado B "51st anniversary". A versão de Hendrix para Hey Joe se tornou um dos grandes hits do rock'n'roll.
Já em 1967, de contrato assinado com a Track Records, selo inglês do qual também fazia parte o Who, o Experience entra no estúdio para gravar seu primeiro disco. O disco é considerado como um dos melhores albuns de estréia de todos os tempos, tendo alcançado a segunda posição nas paradas inglesas, perdendo, em vendas, somente para o "Sgt. Pappers Lonely Heart Club Band" dos Beatles.
Foi lançado em duas versões diferentes. A versão inglesa e mundial, foi lançada no dia 12 de maio de 1967, com a capa acima e contém as faixas da primeira lista abaixo. Nos EUA, os discos de bandas inglesas tinham capas diferentes e em algumas vezes faixas diferentes também, foi o que aconteceu nesse disco. A capa da versão americana é a logo abaixo, enquanto as músicas contidas no disco são a segunda lista.

(capa da edição estadunidenese)

Faixas (Versão Inglesa) 1. Foxy Lady 2. Manic Depression 3. Red House 4. Can You See Me? 5. Love or Confusion 6. I Don't Live Today 7. May This Be Love 8. Fire 9. 3rd Stone From the Sun 10. Remember 11. Are You Experienced?

Faixas (Versão Americana): 1. Purple Haze 2. Manic Depression 3. Hey Joe 4. Love Or Confusion 5. My This Be Love 6. I Don't Live Today 7. The Wind Cries Mary 8. Fire 9. Third Stone From the Sun 10. Remember 11. Are You Experienced?

Formação: Mitch Mitchell - bateria

Noel Redding - baixo

Jimi Hendrix - guitarra e vocais


The Jimi Hendrix Experience - Are You Experienced? (Versão Inglesa)
The Jimi Hendrix Experience - Are You Experienced? (versão Estadunidense)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Arctic Monkeys - Whatever People Say I Am, That's What I'm Not (2006)

Um daqueles discos de estréia pra entrar na história. Whatever People Say I Am, That's What I'm Not de 2006 foi o disco de estréia que vendeu mais rápido na Inglaterra, 360 mil cópias em uma semana. Já impulsionados pela excelente vendagem do single I Bet You Look Good On The Dancefloor e do EP Five Minutes with the Arctic Monkeys, as músicas da banda já moviam a noite das principais cidades inglesas.
A banda é fã dos filmes ingleses da década de 60, em particular de "Saturday Night and Sunday Morning", que inspirou várias canções do disco, como The View From Afternoon, Dancing Shoes, Still Take You Home e From the Ritz to the Rubble, além do próprio nome do disco.
A foto da capa traz Chris McLure, um amigo da banda e foi clicada na primeiras horas de uma manhã de sábado num "pub" em Liverpool. Como era de se esperar, a foto causou certa polêmica, principalmente quando órgãos públicos de saúde na Escócia declararam que a capa do álbum tinha a intenção de mostrar que o cigarro é bom, o que foi prontamente negado pelo empresário da banda.
O que realmente importa, é que o disco firmou a banda de Sheffield como uma das melhores revelações do rock inglês no final dessa década e trouxe novos sons para as garotas inglesas dançarem pela pista de dança.

Formação:
Faixas:
1. "The View from the Afternoon"
2. "I Bet You Look Good on the Dancefloor"
3. "Fake Tales of San Francisco"
4. "Dancing Shoes"
5. "You Probably Couldn't See for the Lights but You Were Staring Straight at Me"
6. "Still Take You Home"
7. "Riot Van"
8. "Red Light Indicates Doors Are Secured"
9. "Mardy Bum"
10. "Perhaps Vampires Is a Bit Strong But..."
11. "When the Sun Goes Down"
12. "From the Ritz to the Rubble"
13. "A Certain Romance"

Arctic Monkeys - Whatever People Say I Am, That's What I'm Not


sexta-feira, 10 de julho de 2009

The Beatles - Please Please Me (1963)

Este é o disco de estréia, em sua versão inglesa, dos Beatles. Lançado em 63, logo após o grande sucesso dos singles "Love Me Do" e "Please Please Me". Das 14 músicas, 8 são da dupla Lennon/ McCartney, esse já era o cartão de visitas de uma das maiores duplas de compositores da música popular.
Para atender a necessidade de mais 10 músicas, além das 4 já lançadas no singles, a banda entrou, junto com seu produtor George Martin, nos estúdios da EMI na Abbey Road e gravaram por quase 10 horas, com a intenção de registrar a banda com a sonoridade mais parecida possível com as apresentações no Cavern Club. O desejo do produtor, inicialmente, era de gravar a banda realmente ao vivo em Liverpool e conferir de perto a histeria que a banda causava nos fãs da cidade.
Como as músicas foram gravadas em 2 canais, tecnologia disponível na época, é interessante ouvir o Lp original, tanto faz se em mono ou em estéreo, e comparar com as produções de hoje em dia.
A ideia original da capa era fotografar a banda no zoológico de Londres, já que Martin era um intusiasta do lugar, mas os administradores do zoo rejeitaram a ideia. Então a ideia que vingou foi a foto de Angus McBean, e foi captada no prédio da EMI, em Londres.
A disco vendeu absurdamente e ficou 30 semanas em primeiro lugar nas paradas britânicas e mais 54 entre os 100 primeiros.

Formação:
George Harrison – guitarras
John Lennon – guitarra e vocal
Paul McCartney – baixo e vocal
Ringo Starr – bateria
Faixas:
4. "Chains" (Gerry Goffin, Carole King)
5. "Boys" (Luther Dixon, Wes Farrell)
6. "Ask Me Why"

The Beatles - Please Please Me

sábado, 4 de julho de 2009

The Rolling Stones - The Rolling Stones (1964)

Os Rolling Stones foram formados graças a vontade de Brian Jones. Ele, guitarrista, queria formar uma banda para tocar blues, influenciado pelos grandes nomes do blues americano, como Muddy Waters e Howlin' Wolf, por exemplo. A maior influência desses músicos para a banda é justamente no nome, escolhido por Brian Jones e retirado de um trecho de uma música de Muddy Waters.
Apesar da intenção inicial do guitarrista era tocar blues, eles também absorveram outros gêneros que a juventude londrina estava em contato como o Rythm and Blues e do Rock'N'Roll. Com a banda montada, no fim de 1963 entraram em estúdio e gravaram o primeiro EP, também homônimo e que teve pouca tiragem mas suficiente para obter grande sucesso pelas rádio do país inteiro. Sendo assim, obtiveram o aval para voltar ao estúdio e gravar o que tornou-se o primeiro disco da banda, entitulado "The Rolling Stones" e lançado pela Decca Records na Inglaterra e Europa. Nos EUA, foi lançado pela London Records com o nome de "England's Newest Hitmakers".
Naquela época, as gravadoras inglesas lançavam as bandas no mercado estadunidense usando o nome de suas subsidiárias nos EUA. Portanto, até 1967, as bandas inglesas eram lançadas nos EUA com capas, nome do disco e até músicas diferentes. No caso do primeiro disco dos Stones, além do nome de da capa do disco, a única diferença foi a saída de "Mona (I Need You Baby)" da versão inglesa para a entrada de "Not Fade Away". As edições pelo resto do mundo, inclusive a brasileira, era exatamente a mesma que a versão inglesa.
Com a maioria do repertório do disco era de versões de outros artistas, algumas já muito conhecidas como "Route 66" e "Carol", consagradas por Chuck Berry, a disco permaneceu como número 1 nas paradas britânicas por 12 semanas. A única composição própria é "Tell Me" da dupla Jagger/Richards.

Faixas:
Lado 1
"Route 66" (Bobby Troup) – 2:20
"I Just Want to Make Love to You" (Willie Dixon) – 2:17
"Honest I Do" (Jimmy Reed) – 2:09
"Mona (I Need You Baby)" (Ellas McDaniel) – 3:33
"Now I've Got a Witness (Like Uncle Phil and Uncle Gene)" (Nanker Phelge) – 2:29
"Little by Little" (Nanker Phelge/Phil Spector) – 2:39
Lado 2
"I'm a King Bee" (James Moore) – 2:35
"Carol" (Chuck Berry) – 2:33
"Tell Me (You're Coming Back)" (Mick Jagger/Keith Richards) – 4:05
"Can I Get a Witness" (Brian Holland/Lamont Dozier/Eddie Holland) – 2:55
"You Can Make It If You Try" (Ted Jarrett) – 2:01
"Walking the Dog" (Rufus Thomas) – 3:10
Formação:
Mick Jagger – vocal solo, gaita e percussão
Brian Jones – guitarra, gaita, vocais e percussão
Keith Richards – guitarra and vocais
Charlie Watts – bateria e percussão
Bill Wyman – baixo and vocais


The Rolling Stones - The Rolling Stones

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Som Três - Um é pouco, dois é bom, mas esse Som Três é demais (1969)

No clube do vinil de quinta passada, o Mauricio Gouveia mostrou uma faixa desse excelente disco. A tal faixa era "Take Easy My Brother Charles" de Jorge Ben, num arranjo mais puxado para a black music e com os vocais de Gerson KING COMBO. O maravilhoso arranjo combinado com o poder do vocal do Rei, formam as bases do movimento Black, que atingiu grande notoriedade no final dos anos 70 e ínicio dos 80, movimento este, que teve como um dos grandes nome o próprio Rei, tanto em carreira solo quanto com a Banda União Black.
As outras faixas trazem também muita influência do soul e do jazz, mas também abre espaço para influências do samba, como a bossa nova. Marcantes também são as faixas instrumentais, outra característica das bandas desse gênero no final do 70. "Um É Pouco Dois É Bom Este Som Três É Demais", "Tanga" e "Bird Brain" mostram bem quais eram as vertentes da banda, variando do soul à bossa nova.

Faixas:
1. Tanga
2. Trevo De Quatro Folhas (I'm Looking Ever A Four Leaf Clover)
3. Love Letters / Meu Nome é Gal
4. Take It Easy My Brother Charles
5. Teletema
6. Spooky
7. Não Identificado
8. O Meu Balão
9. Bird Brain
10. Só Faltava Você
11. Horizonte
12. Um é Pouco, Dois é Bom, êste Som Três é Demais
Formação:
César Camargo Mariano (piano)
Sabá (bass)
Toninho (drums)
Gerson King Combo (vocais, como convidado)

Som Três - Um é pouco, dois é bom, mas esse Som Três é demais