segunda-feira, 22 de junho de 2009

O Clube do Vinil (Baratos Da Ribeiro)

A um ano, mais ou menos, eu comecei a pesquisar, comprar e correr atrás dos discos de vinil. Virou hábito e a coleção começou a crescer para todas as direções possíveis. Conhecendo as lojas pela cidade, fui me tornando frequentador assíduo de algumas e casual de outras.
Uma das lojas que eu gosto bastante é o Sebo Baratos da Ribeiro, que além de um acervo de Lp's e compactos excelente, também possui vasta quantidade de livros. O dono do lugar e também gerente é o Maurício Gouveia, que além disso é o DJ Ácaro pela noite carioca, ele já se apresentou em festas no Cine Lapa e no Cine Glória, por exemplo. Mas a Baratos não é somente um lugar pra comprar discos, é também um espaço de trocar idéias, fazer ou encontrar amigos e juntar a galera. Isso por que a sebo possui agitada agenda de eventos e um deles é o Clube do Vinil. Sempre às quintas, o Mauricio traz um convidado para dividir seus sons, histórias e "relíquias" com os frequentadores do sebo e amigos em geral.
Mas eu tô escrevendo isso tudo só pra dizer que, nesta quinta-feira (25/06), eu vou fazer o som do clube. Além da brincadeira de DJ, vai ser um prazer dividir alguns sons que fazem parte da minha vida com meus amigos e figuras em geral que apareçam por lá. Você, que mora no Rio de Janeiro e não tem nada pra fazer numa quinta à noite, dê um pulo lá. Eu garanto música boa e o Mauricio as cervejas geladas.
O Sebo Baratos da Ribeiro fica na Rua Barata Ribeiro, 354, loja D em Copacabana. A estação de metrô mais próxima é a Siqueira Campos.

domingo, 21 de junho de 2009

Fino Coletivo - Fino Coletivo (2007)

O Fino Coletivo é uma das boas bandas de samba da nova geração de músicos brasileiros. Formado por músicos cariocas e maceioenses, a banda traz neste disco de estréia, composições próprias como as ótimas "Boa Hora","Tarja Preta" e "Uma Raiz Uma Flor". O disco inteiro é muito bom, e muito bem produzido, traz a banda como se estivesse tocando numa apresentação ao vivo, com todo mundo junto. Em 2007, eles foram aclamados como o melhor show brasileiro e foi a banda que mais se apresentou no eixo Rio-São Paulo.
Trazendo instrumentos como a guitarra elétrica, o baixo e a bateria, eles dão uma roupagem toda nova ao samba de raiz. Assisti à apresentação da banda no "Humaitá Pra Peixe" de 2008 na sala Baden Powell, em Copacabana. Como a casa é um teatro, a platéia estava confortavelmente acomodada nas poltronas e a banda tomou um susto com essa postura do grupo. Já que a música que eles fazem é extremamente agitada e dançante, aos poucos o público foi se soltando e entrando no clima do show. A apresentação deles me surpreendeu na época, já que atingiam uma sonoridade que não esperava ouvir deles e também a capacidade de conquistar e cativar o público durante a apresentação. Vale a pena!

Formação:
Adriano Siri - Voz
Alvinho Cabral - Guitarra / Voz / Violão
Marcus César - Bateria
Alvinho Lancellotti - Voz
Daniel Medeiros - Baixo / Voz / Programações
Faixas:
1. Boa Hora
2. Tarja Preta
3. Dragão
4. Na Maior Alegria
5. Partiu Partindo
6. Uirapuru
7. Mão de Luva
8. Uma Raiz, uma Flor
9. Poema de Maria Rosa
10. Hortelã
11. Tempestade
12. Medo de Briga

Fino Coletivo - Fino Coletivo

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Rogério Skylab - Skylab VIII (2008)

Finalmente consigo postar um disco de Rogério Skylab, um dos meus ídolos e que está em plena produção. O disco do post anterior, de Arrigo Barnabé, é uma das grandes influências de Skylab. Ouvindo "Clara Crocodilo" temos várias referências no jeito de cantar e de compor de Skylab, ele mesmo já manifestou toda sua reverência à obra de Arrigo.
Ao longo da série Skylab, que teve início em 1999, com o Skylab I, Rogério evoluiu como cantor e compositor, assim como sua banda conseguiu atingir uma sonoridade impressionante. O introsamente é fundamental, já que desde a década passada a banda teve poucas mudanças.
Levando o ouvinte a diferentes sonoridades, como o punk, influências caribenhas, hardcore, samba, rock e folk, Skylab vê sua banda chegar ao auge dentro da série, porque ela consegue transmitir em acordes e notas tudo o que ele consegue dizer em suas letras.
Deixando um pouco os palavrões de lado deste disco, mas sem perder a acidez e a perspicácia, retratando o que um compositor nada convencional vê no Rio de Janeiro do início do século XXI e, mais importante, como ele interpreta e retrata a cidade em sua música. "Preciso de você comigo" e "Casa da Banha" mostram visões ambíguas da mesma cidade. Na primeira, pontos da cidade são cenário de paixão e romance, que insistem em continuar existindo apesar das mazelas e absurdos desses "tempos modernos" que é retratado na segunda. Analisar cada estrofe ou verso nas letras de Skylab é um missão bastante difícil e introspectiva, cada um vai chegar numa visão própria. Por isso não vou me estender muito nas minhas próprias interpretações.
Rogério Skylab não toca nas rádios (apenas no programa RONCA-RONCA), não vende nas lojas populares, então para conhecer seu trabalho somente pela internet e/ou correndo atrás nas principais lojas da cidade. Talvez um dia, ele terá o reconhecimento sufuciente pela sua obra.

Faixas:
01 - Tira Tudo
02 - Eu Não Tô Entendendo
03 - Batmasterson
04 - Eu Tô Sempre Dopado
05 - Samba Bem Quente
06 - Preciso de Você Comigo
07 - Batman
08 - Eu Estou Só
09 - Ladrão é Polícia
10 - Casas da Banha
11 - Peida, Peida
12 - Cheirando Mal
13 - Eu Sou Cliente de Lá
14 - O Ar
15 - Meu Diário
16 - Um Furo
Formação:
Rogério Skylab - vocais
Bruno Coelho - bateria
Thiago Amorim - guitarra
Alexandre Guichard - violão
Alessandro Cury - baixo

Rogério Skylab - Skylab VIII

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Arrigo Barnabé e a Banda Sabor de Veneno - Clara Crocodilo (1980)

Reparei ontem, que ainda não postei nenhum disco lançado nos anos 80. Logo, escolhi o disco de estréia de Arrigo Barnabé para estreiar o blog na década de 80. Esse disco é considerado o marco zero do movimento chamado Vanguarda Paulista, que contava com nomes como Suzana Salles, Tetê Espíndola, Eliete Negreiros, Vânia Bastos, Ná Ozzetti, Premeditando o Breque, Língua de Trapo e Rumo. Arrigo dividiu o posto de principal nome do movimento com Itamar Assumpção. A Vanguarda Paulista tornou-se o principal movimento musical brasileiro nos 80.
Barnabé montou a banda para um concurso universitário de música em 1979 que dava como prêmio para o vencedor a chance de gravar e lançar um disco por uma grande gravadora. Vencendo-o, Arrigo e a banda foram prontamente rejeitados pela gravadora quando apresentaram o projeto de Clara Crocodilo. Entretanto, Arrigo não desistiu e bancou o disco de forma independente, alugando estúdio e instrumentos, e também contratando o produtor Robinson Borba. O fato do disco ter sido produzido e gravado de forma totalmente independente, influênciou outros seguidores do movimento. A maioria dos discos desses artistas foram gravados e lançados de forma independentes. Clara Crocodilo foi o primeiro disco independente do Brasil.
Exceto em "Instante", o compositor discorre com crueza e realismo sobre a vida neurótica e desumanizante nas metrópoles contemporâneas brasileiras. O enfoque da contracultura marginal emerge em um texto poético assumidamente influenciado pelas histórias em quadrinhos.
Experimental ao extremo, o disco é um marco na música popular brasileira.

Faixas:
1. Acapulco Drive-in (Arrigo Barnabé,Paulo Barnabé, Otávio Fialho e Gilson Gibson)
2. Orgasmo Total (Arrigo Barnabé)
3. Diversões Eletrônicas (Arrigo Barnabé e Regina Porto)
4. Instante (Arrigo Barnabé)
5. Sabor de Veneno (Arrigo Barnabé)
6. Infortúnio (Arrigo Barnabé)
7. Office-Boy (Arrigo Barnabé)
8. Clara Crocodilo (Arrigo Barnabé e Mario Lúcio Cortes)
Formação:
Regina Porto (piano)
Bozo (sintetizador e piano)
Paulo Barnabé (bateria e percussão)
Gi Gibson (guitarra e violão)
Rogério (percussão)
Otávio Fialho (baixo)
Ronei Stella (trombone)
Chico Guedes (sax-tenor)
Baldo Versolatto (sax-alto)
Mané Silveira (sax-soprano)
Feliz Vagner (clarineta)
Suzana (vocal)
Vania (vocal)
Arrigo Barnabé (vocal principal, piano acústico e percussão)

Arrigo Barnabé e a Banda Sabor de Veneno - Clara Crocodilo



sábado, 13 de junho de 2009

Paul Weller - 22 Dreams (2008)

Finalmente consigo postar esse disco, um dos melhores do ano passado, 22 Dreams é o nono álbum de Paul Weller em carreira solo e o terceiro a atingir o topo das paradas britânicas. Com 50 anos, Weller podia estar pensando em pendurar as chuteiras, lançar coletâneas e viver o resto da vida com a grana de venda de discos. Apesar de já ter lançado coletâneas, algumas interessantes como 'Weller At the BBC' e 'Live At The BBC' do The Jam, sua antiga banda, Weller continua na estrada e em plena atividade.
Lançado como álbum duplo em vinil, 22 Dreams é considerado o disco mais experimental da carreira de Weller, para tal resultado ele convidou vários músicos de épocas e estilos diferentes para tocar nas sessões de estúdio. Do Britpop, vieram Graham Coxon, do Blur, e Noel Gallagher e Gem Archer, do Oasis. Também juntou forças ao The Modfather, apelido de Weller na época do Jam, Robert Wyatt, um dos fundadores do Soft Machine.
O disco surpreendeu a crítica e o público ingleses que tinham Weller como um artista que não faria mais nada tão interessante quanto no passado. Até porque os últimos 2 ou 3 discos de sua carreira não são tão conceituados. O disco é experimental justamente pela forma com que flerta com o rck, jazz, funk, soul e música eletrônica. Desde o soul de "Have You Made Up Your Mind?" e a faixa inicial "Light Nights", um folk pesado, até a experimetal "111" Weller prova que está na ativa, contando com cada vez mais influências.
Graças ao disco, ele foi eleito pela Mojo o artista inglês do ano, em 2008 e teve o nome confirmado para o Tim Festival, porém cancelou sua participação na última hora. Teria sido fantástico tê-lo aqui no Brasil justamente num dos auges de sua carreira.

Faixas:
"Light Nights" - 3:45
"22 Dreams" - 2:48 (Weller, Simon Dine)
"All I Wanna Do (Is Be With You)* " - 4:36
"Have You Made Up Your Mind" * - 3:15
"Empty Ring" - 3:03 (Weller, Simon Dine)
"Invisible" - 4:07
"Song For Alice" - 3:38 (Weller, Simon Dine, Steve Cradock)
"Cold Moments" - 5:00
"The Dark Pages of September Lead to the New Leaves of Spring" - 0:45 (Simon Dine, Weller)
"Black River" - 3:48
"Why Walk When You Can Run" - 4:14
"Push It Along" - 2:53 (Weller, Simon Dine)
"A Dream Reprise" - 1:09 (Simon Dine, Weller)
"Echoes Round the Sun" - 3:09 (Weller, Noel Gallagher)
"One Bright Star" - 2:58 (Weller, Simon Dine)
"Lullaby Für Kinder" - 2:23
"Where'er Ye Go" - 2:47
"God" - 2:03
"111" - 2:24 (Weller, Simon Dine, Steve Cradock)
"Sea Spray" * - 3:55 (Weller, Hannah Andrews)
"Night Lights" - 6:07 (Weller, Steve Cradock, Charles Rees, Hannah Andrews)
Formação:
Steve Cradock - 12 String Guitar (1), Vocals (3,4,9,12), Guitar (3,4,7,8,12,14,20,21), Drums (4,8,12,14,20), Celeste (4,21), Piano (7,21), Percussion (8,12,20), Electric Guitar (11), Acoustic Guitar (11,18), Mellotron (19), Mandolin (20), Bazooki (20)
Hannah Andrews - Vocals (1,9,12,15,18,20,21), Horns (20), Hornpipes (20)
John McCusker - Violin (1,17)
Andy Lewis - Cello (1), Bass (3)
Barrie Cadogan - Guitar (2,13)
Billy Skinner - Drums (2,13)
Lewis Wharton - Bass (2,13)
Simon Dine - Cowbell (2), Horns (2,13), Guitar (2,12), Siren (2), Orchestration (5,7,9,15,20), Percussion (5,7,9), Marimba (12), Moog (12,19), Oo-Ahh (12), Sonic Elements (13), Mandolin (15)
Charles Rees - Drums (3), Moog (21), Harmonium (21), Piano (21)
Robert Wyatt - Trumpet (7), Piano (7)
Steve White - (8)
Graham Coxon - Drums (10)
Models Own - Peacock Voices (10)
Pete Howard - Drums (12)
Noel Gallagher - Bass (14), Piano (14), Mellotron (14), Wurlitzer (14)
Gem Archer - Guitar (14), Mellotron (14)
Terry Kirkbridge - Drums (14)
Steve Brookes - Spanish Guitar (15)
Arlia de Ruiter - Violin (16)
Lorre Lynn Trytten - Violin (16)
Mieke Honinh - Viola (16)
William Friede - Arrangement (16)
Aziz Ibrahim - Spoken Word (18)
God - Thunder (21), Rain (21), Elements (21)


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Radiohead - In Rainbows (2007)

Demorou 10 anos para que o Radiohead fizesse um disco a altura do um que o consagrou em definitivo. In Rainbows marca o auge da banda após 'OK Computer', trazendo músicas mais lentas, arranjos sofisticados no violão e uma influência enorme da música eletrônica.
Alguns dias depois de anunciar a finalização do disco, a banda o disponibilizou na íntegra com a arte completa em seu sítio oficial. O visitante do sítio decidia se pagaria ou não pelo download, inclusive podia escolher não pagar nada. Não tenho os números exatos, mas a banda ganhou mais com cada download do que ganha com a venda de cada CD.
Mesmo tendo o disco disponível em mp3 na internet, In Rainbows chegou no topo das paradas nos EUA e em UK. Em 2008, foi o vinil mais vendido nos EUA, com mais de 1 milhão de cópias. É a bolacha de volta!
O disco começou a ser composto em agosto de 2005, numa pausa da banda com os shows. Quando a banda voltou excursar, as músicas foram sendo gravadas em diferentes estúdios pela Inglaterra, e finalmente teve sua produção final em Londres em 2007.
A capa foi feita por Stanley Donwood que já trabalha com a banda desde 1994.

Formação
Thom Yorkevocals, guitar, piano, various electronics; artwork (credited as "Dr Tchock")
Jonny Greenwoodguitar, ondes martenot, keyboards, programming, modular synthesizer, sequencer, celesta, string arrangements
Colin Greenwoodbass guitar, sequencer
Ed O'Brien – guitar, backing vocals, effects, sampler
Phil Selwaydrums, programming
Faixas:

"15 Step" – 3:57
"Bodysnatchers" – 4:02
"Nude" – 4:15
"Weird Fishes/Arpeggi" – 5:18
"All I Need" – 3:48
"Faust Arp" – 2:09
"Reckoner" – 4:50
"House of Cards" – 5:28
"Jigsaw Falling into Place" – 4:08
"Videotape" – 4:39
Link em "Comentários"


O Peso - Em Busca do Tempo Perdido (1975)

Mais uma da boa leva de bandas brasileiras dos anos 70, O Peso apareceu para o grande público na primeiríssima edição do Hollywood Rock, realizado no campo de General Severiano no bairro de botafogo. Foi onde muita gente viu pela primeira vez, uma banda brasileira tocar um rock cheio de influências do blues tão bem. O sucesso no show credenciou a banda a entrar no estúdio e gravar este disco, o primeiro e único de sua discografia.
O Peso não tinha tanto apoio da gravadora, logo não foram prensadas muitas tiragens do LP, e o disco tornou-se uma raridade. Até mesmo a edição em CD saiu com poucas tiragens e também não é facilmente encontrada. Este disco é uma das maiores provas do completo descaso da indústria fonográfica nacional para com seus tesouros.
Apesar de apenas um disco, Gabriel O'Meara, guitarrista da banda, entra no hall dos melhores guitarristas irlandeses, com sua pegada firme, como em "Cabeça Feita", misturando com uma técnica apurada, conferida em "Blues" por exemplo.

Formação:
Luiz Carlos Porto (voz)
Gabriel O'Meara (guitarra)
Constant Papineau (piano)
Carlos Scart (baixo)
Carlos Graça (bateria)



O Peso - Em Busca do Tempo Perdido


O arquivo em mp3, foi remasterizado por Edson D'Aquino, do blog Gravetos & Bertolas, diretamente do vinil.

Casa das Máquinas - Casa de Rock (1976)

Durante a década de 70, as gravadoras começaram a apostar, ainda que timidamente, em bandas de rock brasileiras. Já que existia um público que consumia os discos de rock que chegavam do estrangeiro. Uma bandas das que obtiveram muito sucesso nessa época foi a Casa das Máquinas, também graças ao suporte da Som Livre e da Reprise Records.
Casa de Rock foi o terceiro disco da banda. Destaque para as influências progressivas na faixa "Dr medo" e as belas baladas em "Certo sim seu errado", "Mania de ser" e em "Sonho de um vagabundo."
Um dos bons álbuns do rock brasileiro, fazendo o verdadeiro rock and roll, muito melhor que qualquer banda surgida no país nas décadas seguintes, e que são tão lembradas e idolatradas. Grande disco, pra se ouvir com o som no talo!

Formação:
Netinho: bateria, percussão(e vocal em Certo sim seu errado).
Simbas: 1º vocal
Pisca: 3º vocal, guitarra,violão,baixo
Marinho Testoni: Teclados
Marinho Thomas: Bateria e percurção 2º vocal
Faixas:

Casa de Rock (pisca,Netinho,Catalau)
Pra cabeça (pisca,Netinho)
Certo sim seu errado (Netinho,Catalau)
Stress (Simbas,Marcão)
Londres (Pisca,Netinho,Catalau)
Dr medo (Pisca,Netinho,Catalau)
Mania de Ser (Pisca Nétinho)
Lei do sonho de um Vagabundo (Pisca,Netinho)
Essa é a Vida (Pisca,Netinho)
Eu queria ser (Pisca,Netinho)



Casa das Máquinas - Casa de Rock

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Bob Dylan - Blonde On Blonde (1966)



Com certeza, o disco mais emblemático da revolução sonora que o rock promoveu nos anos 60. Blonde on Blonde revolucionou não só o rock e o folk, mas também a carreira de Robert Allen Zimmerman por completo. A trajetória de Dylan confunde-se com a história da música popular no século XX e XXI. Em Blonde On Blonde, ele quebrou as rígidas regras que regiam o folk estadunidense na época, regras essas que foram impostas pelos próprios músicos e também pelo público, no momento em que eles usavam a mesma divisão rítmica, mesmo tema nas letras, sempre o violão de corda de aço e, às vezes, uma gaita; sem nenhuma tipo de amplificação elétrica nos instrumentos. O público do folk também era muito restrito, uma galera de classe média ou alta, que se reunia nos cafés do Village em Nova Iorque, deixava o estilo ainda mais reservado.
Para atingir a sonoridade que queria, Dylan traz de volta alguns músicos que já haviam trabalhado com ele no disco anterior "Highway 61 Revisited" como Al Kooper e Harvey Brooks. Como Mike Bloomfield (guitarrista) e Bobby Gregg (baterista) não estavam disponíveis para gravar, Dylan convidou Robbie Robertson e Levon Helm para integrar a banda, que passou a ser conhecida com The Band.
As faixas foram gravadas em Nova Iorque e Nashville, boa parte delas na segunda cidade. Em Nova Iorque foram gravadas apenas algumas demos e então Dylan decidiu ir para os estúdios da Columbia em Nashville e livrar-se da pressão tanto da imprensa quanto dos radicais fãs do folk tradicional. As primeiras músicas a serem gravadas foram "Fourth Time Around", "Visions of Johanna" e "Leopard-Skin Pill-Box Hat", a última não foi considerada satisfatória por Dylan. No dia seguinte, a sessão levou o dia inteiro e pela manhã a épica "Sad-Eyed Lady of the Lowlands" foi gravada. As sessões foram acontecendo até o início de março, quando tudo que Dylan compôs estava devidamente gravado, e então ele se deu conta que tinha material suficiente para um álbum duplo. "Blonde On Blonde" é considerado o primeiro grande álbum duplo do rock.
A capa do disco tornou-se uma das mais conhecidas da discografia do compositor, que reinventou sua carreira e sua música, tornando-se um dos músicos mais bem sucedido na história da música popular.


Músicos:





Bob Dylan - Blonde On Blonde