domingo, 31 de maio de 2009

Caetano Veloso - Caetano Veloso (1968)

O primeiro disco tropicalista de Caetano e apenas o segundo em sua discografia, mostrava que aquele garoto magérrimo e cabeludo chegava com toda a força para ser um dos artistas mais importantes de sua geração. É muito difícil escrever sobre esse disco, já que, mesmo com a internet, não consegui achar os nomes dos músicos que gravaram aqui, mas sabe-se que foi produzido por Rogério Duprat e teve os arranjos feitos por Júlio Medaglia, Damiano Cozzella e Sandino Hohagen. A capa foi feita por David Drew Zingg, influenciado pelas capas psicodélicas de bandas inglesas com "Disraeli Gears" do Cream e "Axis: Bold As Love" do Jimi Hendrix Experience.
As letras são espetaculares, além da genialidade de Caetano, ele conta com parceiros como: Ferreira Gullar, Gilberto Gil e Torquato Neto. Destaco "Alegria, Alegria", uma letra cheia de eufemismmos criticando genialmente a ditadura militar, vigente na época. Durante a apresentação dessa música por Caetano no festival da canção da rede Record, em 1967, ele foi intensamente vaiado pelo público, que justificava tal atitude pelo uso de guitarras elétricas pela banda.

Faixas:
1. Tropicália (Caetano Veloso)
2. Clarice (Caetano Veloso e Capinam)
3. No dia que eu vim-me embora (Caetano Veloso e Gilberto Gil)
4. Alegria, alegria (Caetano Veloso)
5. Onde andarás (Caetano Veloso e Ferreira Gullar)
6. Anunciação (Caetano Veloso e Rogério Duarte)
7. Superbacana (Caetano Veloso)
8. Paisagem útil (Caetano Veloso)
9. Clara (Caetano Veloso)
10. Soy loco por ti América (Gilberto Gil, Capinam e Torquato Neto)
11. Ave Maria (Caetano Veloso)
12. Eles (Caetano Veloso e Gilberto Gil)




Caetano Veloso - Caetano Veloso

Blind Faith - Blind Faith (1969)

Considerado o primeiro super grupo da históra do rock, o Blind Faith era formado por Steve Winwood (Spencer Davis Group, Traffic), Eric Clapton (The Yardbirds, Cream), Ginger Baker (Graham Bond Organisation, Cream) e Ric Grech (Family). Quando foi anunciada a notícia de que Clapton estaria montando um nova banda, a cena roqueira londrina ardeu ainda mais, todos queriam saber quem seriam seus parceiros, como seria a sonoridade da banda e quando sairia o primeiro disco.
Logo após o final do Cream, Clapton começou a trabalhar em músicas para um futuro projeto com Steve Winwood, Ginger Baker ficou sabendo e se infiltrou no grupo, mesmo a contra gosto de Clapton. Além dos 3, ainda foi convidado Ric Grech para tocar baixo.
O disco atingiu o topo das paradas nos EUA e na Inglaterra e foi o único disco da banda, que se separou após uma rápida turnê de divulgação do trabalho, durante essa turnê a banda fez um show antológico no Hyde Park, em Londres. Mesmo num período tõa breve, 4 monstros da música inglesa, fizeram um dos melhores discos da década de 60, o que é muito. Após o Blind faith, Clapton formou o Derek and the Dominos para grava "Layla and other assorted love songs" (já postado aqui no blog), Ginger Baker formou a Ginger Baker's Air Force. Winwood voltou ao Trffic e Ric Grench ao Family.
A capa do disco causou muita polêmica, principalmente nos EUA. Lá, o disco ganhou uma capa alternativa apartir da segunda edição, e cá entre nós, essa capa alternativa perto da original não tem nenhuma graça. A capa foi feita por Bob Seidemann, artista plástico e antigo colega de quarto de Clapton numa escola de arte do início dos anos 60.
O nome da banda, é uma sátira de Clapton à frase "Clapton Is God" e de quebra, serviu também para a expectativa que o público e a imprensa criaram em torno da banda.

Faixas:
Lado 1
"Had To Cry Today" (Steve Winwood) – 8:48
"Can't Find My Way Home" (Steve Winwood) – 3:16
"Well All Right" (Norman Petty, Buddy Holly, Jerry Allison, Joe B. Mauldin) – 4:27
"Presence Of The Lord" (Eric Clapton) – 4:50
Lado 2
"Sea Of Joy" (Steve Winwood) – 5:22
"Do What You Like" (Ginger Baker) – 15:20

Blind Faith - Blind Faith

sábado, 30 de maio de 2009

Deep Purple - Machine Head (1972)

Bem, esse disco não estava nos planos, por enquanto. Só que depois do momento batatada do qual fui vítima, quando fui 'ridicularizado' por não ter na minha coleção de LP's ou em MP3 no computador esse disco do Deep Purple. A razão para eu não dar tanta bola pra ele é simples: conheço o disco há muito tempo. Escutei várias vezes, na época de colégio. Quando tinha 15 anos, um colega de classe me apresentou o disco, achei muito bom e ao longo dos meses, escutei várias vezes mais. Hoje em dia não me interessa mais ouvir Deep Purple, hoje tenho 20 anos e existem incontáveis bandas de diferentes épocas, diferentes estilos para conhecer. Ficar parado num estilo apenas ou numa banda só é bobagem. Além desse disco, gosto apenas no 'Made In Japan' que é ao vivo e gravado na turnê desse disco, o resto da vida em estúdio dessa banda não faz jus à fama que a banda conquistou.
Pois bem, falando do disco, especialmente se você, caro leitor for um marmanjo ou uma gatinha de 15 ou 16 anos começando a cair dentro do rock'n'roll, esse é um disco excelente para lhe apresentar a esse mundo. A guitarra de Ritchie Blackmore é pesada e os riffs são viciantes, daqueles que grudam no ouvido e não solta nunca mais. A sonoridade obtida nesse disco, se deve, em grande parte, ao fato dele ter sido gravado sem overdubs, todos entraram no estúdio móvel dos Rolling Stones, que estava ancorado no festival de Montreux, e gravaram as 7 faixas.
A história interessante, e muito famosa, é na faixa "Smoke On The Water" que conta a história de como o palco do cassino, onde onde o festival é realizado até hoje, pegou fogo em plena apresentação do Frank Zappa And The Mothers of Invention.

Faixas:
"Highway Star" – 6:05
"Maybe I'm a Leo" – 4:51
"Pictures of Home" – 5:03
"Never Before" – 3:56
"Smoke on the Water" – 5:40
"Lazy" – 7:19
"Space Truckin'" – 4:31
Formação:

Ritchie Blackmore – guitarra
Ian Gillan – vocais, harmonica
Jon Lord – hammond orgão, piano, teclados
Ian Paice – bateria
Roger Glover – baixo

Deep Purple - Machine Head

domingo, 24 de maio de 2009

Banda Black Rio - Gafieira Universal (1978)

Basta notar a capa deste disco e o bom ouvinte já ficará ciente que está diante de um excelente disco. Após o lançamento do estupendo Maria Fumaça (já postado aqui no blog) a banda começa a apostar em algumas letras, e decidem fazer o disco mesclando músicas instrumentais com outras contendo letra.
A sonoridade da banda continua a mesma, misturando samba, funk e soul para o delírio de quem gosta daquele groove cascudo. Esse disco, assim como todos os outros da banda, tornou-se um objeto extremamente cultuado na Inglaterra e em alguns outros países europeus. Na década de 80, as canções da Banda Black Rio embalavam noites regadas de soul nas pistas de dança londrina. A banda canta o lado bom de ser carioca; praia, papo, futebol, tamborim, verão!
Aproveitando a deixa da faixa "Rio de Fevereiro", digo que este disco é melhor apreciado no verão, de preferência no caminho à praia.
Em 1978, a banda saiu pelo Brasil em turnê com Caetano Veloso, durante a turnê eles também tocaram parte de seu repertório instrumental. Um registro oficial saiu em CD, gravado no teatro Carlos Gomes(RJ), mas isso é papo para um outro dia.

Formação:
Oberdan Magalhães (saxofone)
Luiz Carlos Batera (Beteria)
Jorge Barreto (piano e teclados)
José Carlos Barroso (trompete)
Lúcio Silva (trombone)
Valdeci Machado (baixo)
Cláudio Stevenson (guitarra)
Faixas:
1. Chega Mais (imaginei você dançando)
2. Vidigal
3. Gafieira Universal
4. Tico Tico No Fubá
5. Ibeijada
6. Rio De Fevereiro
7. Dança Do Dia
8. Samboreando
9. Cravo E Canela
10. Expresso Madureira


Banda Black Rio - Gafieira Universal

sábado, 23 de maio de 2009

The Jimi Hendrix Experience - Live At Berkeley '70 (2003)

Novamente Hendrix por aqui. Curioso que todas as outras postagens sobre ele, e inclusive esta, são discos ao vivo. Não é de propósito, mas também era em cima de um palco que Hendrix e todos os outros músicos tiravam mais que o máximo de suas performaces. Hendrix em estúdio é uma coisa e ao vivo é outra, ninguém ia para um show dele pensando em ouvir 'Hey Joe' do mesmo jeito que está em "Are You Experienced" ou Voodoo Child do mesmo jeito que em "Electric Ladyland". Sempre havia algo a mais nas apresentações, às vezes era um solo que mudava ou o andamento ou a introdução, ou até mesmo uma releitura completamente diferente, como aconteceu com 'Machine Gun', por exemplo.
Neste show, Hendrix já está de volta com o Experience, após uma turnê bem sucedida com seu projeto paralelo, o Band Of Gypsys. Apesar da vontade de Hendrix de reunir o Experience original, o baixista Noel Redding não topou a volta, esava irredutível na decisão de não se meter em mais turnês desgastantes e alto uso de intorpecentes que cercavam a banda. O jeito encontrado por Hendrix foi chamar Billy Cox, excelente baixista que também integrava o trio Band Of Gypsys.
O Experience estava reformado para levantar voo e uma turnê estadunidense começou. Aproveitando a deixa, Hendrix começava a apresentar algumas composições inéditas, que estariam presentes no quarto álbum da banda, são elas "Straight Ahead" e "Hey Baby (New Rising Sun)", além de sucessos como Foxy Lady e Purple Haze. O auditório da Universidade de Berkeley recebeu a banda para duas apresentações em 30 de maio de 1970. Com Billy Cox inspiradíssimo e Mitch Mitchell quebrando tudo, a principal banda de Hendrix estava de volta a ativa e melhor do que nunca.

Formação
Jimi Hendrix
Mitch Mitchell
Billy Cox
Faixas:

"Introduction" – 1:47
"Pass It On (Straight Ahead)" – 6:58
"Hey Baby (New Rising Sun)" – 6:07
"Lover Man" – 2:59
"Stone Free" – 4:08
"Hey Joe" (Billy Roberts) – 4:49
"I Don't Live Today" – 5:26
"Machine Gun" – 11:22
"Foxy Lady" – 6:30
"The Star Spangled Banner" (Francis Scott Key, John Stafford Smith) – 2:45
"Purple Haze" – 3:48
"Voodoo Child (Slight Return)" – 10:49

The Jimi Hendrix Experience - Live At Berkeley

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Arnaldo Baptista - Lóki? (1974)

Em 1974, o ex-Mutante era taxado como louco pela imprensa "especializada" em música no Brasil. Então, aproveitando toda sua genialidade e irreverência, ele resolveu lançar seu primeiro disco solo. Repleto de letras satirizando os críticos, ridicularizando tudo o que era falado sobre ele de forma leve e contagiante até.
"Arnaldo critica o que acontecera com o Rock na sua época, dizendo não gostar de Alice Cooper, critica adventos da modernidade, como: a NASA. Além disso, critica o materialismo e o consumismo desenfreado tudo isso apenas na primeira música.
A capa deste álbum mostra um céu espacial e tem um corpo grande da barriga até os ombros e um corpo pequeno entra exatamente no lugar da cabeça."
O disco teve grande sucesso comercial e marcou Arnaldo como um grande músico e compositor também fora dos Mutantes.

Faixas:

Será Que Eu Vou Virar Bolor?" (Baptista)
"Uma Pessoa Só" (Baptista/Sérgio Dias/Liminha/Dinho Leme); Credited as "Mutantes")
"Não Estou Nem Aí" (Baptista)
"Vou Me Afundar Na Lingerie" (Baptista)
"Honky Tonky (Patrulha do Espaço)" (Baptista)
"Cê Tá Pensando Que Eu Sou Lóki?" (Baptista)
"Desculpe" (Baptista)
"Navegar de Novo" (Baptista)
"Te Amo Podes Crer" (Baptista)
"É Fácil" (Baptista)



Arnaldo Baptista - Lóki?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

The High Numbers - "Zoot Suit" b/w "I'm the Face" 7" Single (1964)

Nessa semana, Pete Townshend comemorou seu sexagésimo quarto aniversário. Pra não deixar o fato passar batido, já que ele é um dos poucos gigantes do rock'n'roll ainda vivo, a homenagem deste blog ao guitarrista e compositor britânico é lembrar do primeiro single lançado pela sua banda.
Em 1964, a banda já tinha a formação que deixou o Who consagrado. Porém, a banda era chamada de 'The High Numbers' por influência do então empresário Peter Meaden, que era um representante do movimento Mod (que será abordado aqui num futuro talvez nem tão distante). A intensão de Meaden era de colocar a banda como um representante musical fiel do tipo de música preferido dos mods.
Nessa linha, Meaden escreveu a letra tanto de Zoot Suit quanto a de I'm the Face, a primeira era inspirada na música Misery do 'The Dynamics' e a segunda inspirada Got Love If You Want It de Slim Harbo.
Lançado em compacto 7 polegadas, teve boa aceitação entre os mods e teve razoável sucesso comercial. Porém, rapidamente tornou-se uma raridade, até começar a ser introduzida em coletâneas apartir da década de 70.
Depois deste single, a banda livrou-se de Meaden, voltou a usar o nome 'The Who' e passou a ser empresariada por Kit Lambert em 1965. Apartir daí, todo mundo conhece a história. Mesmo sem Meaden, a banda continuou sendo a principal referência entre as bandas ligadas ao movimento Mod.
Faixas:
Lado A - Zoot Suit
Lado B - I'm The Face
Formação:
Pete Townshend
Roger Daltrey
John Entwistle
Keith Moon

domingo, 17 de maio de 2009

Franz Ferdinand - Tonight: Franz Ferdinand (2009)

Uma banda escocesa fez um disco repleto do desorientante Dub jamaicano misturado com música eletrônica e isso é considerado rock'n'roll. 'Tonight: Franz Ferdinand' traz essas características e tantas outras bastante interessantes. Não cabe a mim escrever sobre todas elas e estragar a sua surpresa.
Como o próprio vocalista da banda recomenda, Tonight é um álbum para fazer as pessoas dançarem e não um disco feito para tornar a banda uma lenda do rock. Por isso, é preciso muito cuidado para não nos confundirmos com rótulos taxados pela mídia. Apesar da sonoridade da banda ser colocada como rock'n'roll, existem outras influências marcantes na carreira da banda e, em especial, nesse disco.
Apesar disso, as críticas das principais publicações ao disco não foram tão animadoras. Segundo a Uncut, a banda tenta te levar para a pista de dança, já que nunca vai atingir seu coração. Porém, o sucesso comercial do disco é considerável. Atingiu o segundo lugar na Inglaterra e o nono nas paradas estadunidenses.

Banda:
Faixas:
1. "Ulysses"
2. "Turn It On"
3. "No You Girls"
4. "Send Him Away"
5. "Twilight Omens"
6. "Bite Hard"
7. "What She Came For"
8. "Live Alone"
9. "Can't Stop Feeling"
10. "Lucid Dreams"
11. "Dream Again"
12. "Katherine Kiss Me"

Link em COMENTÁRIOS!

sábado, 16 de maio de 2009

Miles Davis - Kind of Blue (1959)

Já há algum tempo eu estava pensando em postar algo de Miles Davis. Além de brilhante trumpetista, era um músico extraordinário, deixou vários discos gravados, montou bandas surreais e tornou-se uma lenda. É muito difícil escolher um disco para estreiar a genialidade de Miles Davis aqui no blog. Como este disco faz 50 anos nesse ano, e Jimmy Cobb, baterista da banda que toca com Miles nesse disco, está no Brasil, Kind of Blue foi meu escolhido.
O disco foi gravado em apenas 2 dias, no estúdio da Columbia em Nova Iorque. O que impressiona no disco é a forma como foi concebido e gravado. Sem ensaios, sem partituras, sem uma métrica pré-definida, a estrutura melódica é simples, segue as diretrizes do Jazz estadunidense dos anos 50.
Para tal façanha, Miles precisava de músicos à altura do desafio. Montou uma banda com quem de melhor havia no mundo. Wynton Kelly e Bill Evans no piano, na bateria, Jimmy Cobb, Paul Chambers no baixo e nos saxofones John Coltrane e Julian "Cannonball" Adderley.
Segundo o baterista Jimmy Cobb, esse disco foi feito no céu. Não existe uma definição melhor, com músicos de tamanho quilate, a experimentação sonora era plena. Se dependesse dos músicos, provavelmente teriamos um disco com mais de 100 minutos de jazz. Coube a dois produtores, Teo Macero e Irving Townsend, a árdua tarefa de produzir as músicas, sem perder a essência e a atmosfera das sessões num LP de 45 minutos. O trabalho foi bem feito, e temos, o que é considerado o melhor disco de Jazz de todos os tempos.
O disco influênciou grandes nomes do rock dos anos 60, como o guitarrista Duane Allman, do Allman Brothers Band e Richard Wright, tecladista do Pink Floyd.
Esse é um disco que você não pode deixar de escutar.

Banda:
Miles Davis – trompete, líder
Julian "Cannonball" Adderleyalto saxophone, menos em "Blue in Green"
John Coltranetenor saxophone
Wynton Kellypiano apenas em "Freddie Freeloader"
Bill Evans – piano em todas, menos em "Freddie Freeloader"
Paul Chambers – baixo
Jimmy Cobb – Bateria
Faixas:
So What
Freddie Freeloader
Blue in Green
All Blues
Flamenco Sketches

Miles Davis - Kind of Blue

domingo, 10 de maio de 2009

The Insect Trust - Insect Trust (1968)

Em 1967, um bando de hippies de Nova Iorque se juntaram para formar uma banda de blues. Hippies que eram, não ficaram limitados apenas no blues e acabaram expandindo suas fronteiras musicais para o jazz, o rock psicodélico e o folk. O vocal de Nancy Jeffreis é marcante, com uma voz firme e poderosa, inspirado em Janis Joplin, Nancy dá o tom ao blues psicodélico praticado pela banda. Além de Joplin, a banda carregava influências fortes de bandas comtemporâneas, como: Jefferson Airplane, Greatful Dead e Fairport Convention.
Apesar de estarem no contexto das bandas estadunidenses daquela época, o Insect trust nunca atingiu um sucesso tão grande e avassalador como suas referências contemporâneas, apesar de terem recebido boas críticas em artigos sobre a banda e sobre os dois discos que lançaram. Principalmente por este, o primeiro álbum do grupo.
Além de Nancy, a banda contava com Bill Barth na guitarra; Luke Faust, guitarra, banjo e harmonica; Trevor Koehler no saxofone e Robert Palmer no saxofone e clarinete.
Robert Palmer, após o fim da banda, tornou-se um importante jornalista, com colunos sobre música no NY Times e na revista Rolling Stone. Nancy Jeffreis teve, e ainda tem, posições de destaque como executiva de algumas grandes gravadoras.

Faixas:
1. The Skin Game
2. Miss Fun City
3. World War I Song
4. Special Rider Blues
5. Foggy River Bridge Fly
6. Been Here & Gone So Soon
7. Declaration Of Independance
8. Walking On Nails
9. Brighter Than Day
10. Mountain Song
11. Going Home

The Insect Trust - Insect Trust

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Bob Dylan - Togheter Through Life (2009)

Não existe momento melhor para postar esse disco. O novíssimo lançamento de Robert Allen Zimmerman, vulgo Ziminho, atingiu o número 1 nas paradas estadunidenses e inglesas. Em UK, Ele já não ocupava o trono desde "New Morning" em 1970. Nos EUA, este é o segundo disco de estúdio seguido que chega ao topo. O anterior, "Modern Times", também conseguiu a façanha; tornando Bob Dylan o sujeito mais velho a alcançar tamanha proeza.
Nesse disco, Dylan compos várias músicas com Robert Hunter, do Greatful Dead. Parcerias ao longo de sua carreira são raras. Algumas significativas são com Joan Baez, na fase folk, e com Jacques Levy, no álbum "Desire".
Misturando o blues de Chicago, com o folk tradicional e algo do rock'n'roll, Dylan traz o que provavelmente será o melhor disco do ano. A decisão de gravar esse disco, veio quando Oliver Dahan, cineasta, pediu para Dylan fazer uma música para servir de tema principal para um filme seu, que conta com a atuação da atriz Renée Zellweger. "Life is Hard" é o resultado dessa sessão. Ela agradou tanto, que Dylan resolveu dar um intervalo na Never Ending Tour, e compos e gravou o disco inteiro em menos de 3 meses.
Resumindo: as publicações Uncut e Blender concederam 5 estrelas para o disco, de 5 possíveis. Mojo e Rolling Stone concederam 4. Isso já basta para definí-lo como um disco obrigatório na minha estante e na de qualquer um que goste de boa música.

Faixas
"Beyond Here Lies Nothin'" – 3:51
"Life Is Hard" – 3:39
"My Wife's Home Town" (Willie Dixon/Dylan/Hunter) – 4:15
"If You Ever Go to Houston" – 5:49
"Forgetful Heart" – 3:42
"Jolene" – 3:51
"This Dream of You" (Dylan) – 5:54
"Shake Shake Mama" – 3:37
"I Feel a Change Comin' On" – 5:25
"It's All Good" – 5:28
Todas as faixas compostas com Robert Hunter, menos onde especificado.

Formação
Link para o download nos comentários.

sábado, 2 de maio de 2009

Os Mutantes - A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado (1970)

Esse é o terceiro disco dos Mutantes e o melhor, na minha opinião. A faixa título, que abre o disco, é uma balada grudenta, no melhor sentido da palavra. Quando já estamos acostumados com a voz doce de Rita Lee, Sergio Dias corta nossos ouvidos com um solo psicodélico, usando toda distorção que o equipamento lhe permitiu.
Na sequência do disco, os arranjos do maestro Rogério Duprat se superam, levando a fusão rock'n'roll e psicodelia até ninguém antes conseguiu no rock brasileiro. Em termos de qualidade musical e de produção, o disco não fica devendo em nada à produções do rock estrangeiro do mesmo ano. Muito pelo contrário, este disco merece destaque entre vários lançamentos contemporâneos de bandas estrangeiras.
A capa do álbum é foto de uma encenação que Rita, Arnaldo e Sérgio fizeram baseada numa gravura de um dos mais importantes ilustradores e gravuristas do mundo, o Francês Gustave Doré, contida na edição de 1861 da Divina Comédia, confeccionada às custas do próprio Doré. Os arranjos foram assinados por Rogério Duprat e Os Mutantes.
O sucesso do disco levou novamente os Mutantes a se apresentar na França, onde a banda era muito prestigiada.

Formação:
Arnaldo Baptista: baixo, teclados, vocais
Rita Lee: vocais, percussões, efeitos
Sérgio Dias: guitarras, baixo, vocais

Participações:
Raphael Villardi: violão e vocais
Naná Vasconcelos: percussão
Liminha: baixo
Dinho Leme: bateria
Rogério Duprat: arranjos orquestrais
Faixas:

"Ando Meio Desligado" - (Arnaldo Baptista / Rita Lee / Sérgio Dias)
"Quem Tem Medo de Brincar de Amor" - (Arnaldo Baptista / Rita Lee)
"Ave, Lúcifer" - (Arnaldo Baptista / Rita Lee / Élcio Decário)
"Desculpe, Babe" - (Arnaldo Baptista / Rita Lee)
"Hey Boy" - (Arnaldo Baptista / Élcio Decário)
"Meu Refrigerador Não Funciona" - (Arnaldo Baptista / Rita Lee / Sérgio Dias)
"Preciso Urgentemente Encontrar Um Amigo" - (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
"Chão de Estrelas" - (Orestes Barbosa / Sílvio Caldas)
"Jogo de Calçada" - (Arnaldo Baptista / Wandler Cunha / Ilton Oliveira)
"Haleluia" - (Arnaldo Baptista)
"Oh! Mulher Infiel" - (Arnaldo Baptista)

Os Mutantes - A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado

The Rolling Stones - Let It Bleed (1969)


Um dos melhores discos na vasta discografia da banda, também representa a última participação de Brian Jones, membro fundador dos Stones. Ele toca em apenas duas faixas; harpa em "You Got The Silver" e percussão em "Midnight Rambler". Mick Taylor aparece pela primeira vez na banda, também tocando em 2 faixas; "Country Honk" e "Live With Me". A principal surpresa do disco está na faixa "You Got The Silver". Keith Richards assume o vocal de forma bastante compatente.
O disco foi número 1 na Inglaterra, desbancando por poucas semanas o Abbey Road dos Beatles.
Apesar dos disco ter 'hits' indispensáveis da carreira dos Stones, somente "You Can't Always Get What You Want" foi lançado como single, e mesmo assim apenas em 1973.
No encarte, a banda manda o seguinte recado: "This record should be played loud!". Então, quem somos nós para desobedecer essa ordem? Coloquem o volume no máximo!!
Formação:

Mick Jagger – vocais, backing vocals, harmonica
Keith Richards – violão, guitarra, slide guitar, baixo, vocais
Brian Jones – harpa, percussão (congas)
Mick Taylor – guitarra, slide guitar
Charlie Watts – bateria
Bill Wyman – baixo
Faixas:

"Gimme Shelter" – 4:30
"Love in Vain" (Robert Johnson) – 4:19
"Country Honk" – 3:07
"Live with Me" – 3:33
"Let It Bleed" – 5:27


The Rolling Stones - Let It Bleed