domingo, 29 de março de 2009

John Mayall - bluesbreakers with Eric Clapton(1966)



Com Eric Clapton infeliz com os caminhos tomados pelo yardbirds, ele resolveu sair e voltar a buscar um blues mais purista, com isso ele se juntou ao John Mayall para fazer esse ótimo disco. Ele também é conhecido com The bento devido a revista que o Clapton lê na capa, uma conhecida revista infantil da Ingleterra. Foi devido a esse album que Clapton ganharia seu apelido mais famoso. Uma pessoa desconhecida pixou nos metrô de Londres a Frase " Clapton is God!" e isso é usado até hoje. Na sua biografia, ele diz que não gostou dessa frase, porque não se achava a altura de muitos guitarristas da época. Meses após o lançamento, Clapton larga a banda e vai formar o Cream, provavelmente seu grupo mais famoso. Com isso tudo, esse album é considerado uns dos mais influentes pro blues-rock de todos os tempos.


Formação:


Faixas:



  1. "All Your Love" (Willie Dixon/Otis Rush) – 3:36

  2. "Hideaway" (Freddie King/Sonny Thompson) – 3:17

  3. "Little Girl" (Mayall) – 2:37

  4. "Another Man" (Mayall) – 1:45

  5. "Double Crossing Time" (Clapton/Mayall) – 3:04

  6. "What'd I Say" – (Ray Charles) – 4:29

  7. "Key to Love" (Mayall) – 2:09

  8. "Parchman Farm" (Mose Allison) – 2:24

  9. "Have You Heard" (Mayall) – 5:56

  10. "Ramblin' on My Mind" (Robert Johnson/Traditional) – 3:10

  11. "Steppin' Out" (James Bracken) – 2:30

  12. "It Ain't Right" (Little Walter) – 2:42







Celso Blues Boy - Ao Vivo (1991)

Conversando por aí, fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que não conhecem o Celso. Aí vem aquela velha constatação de que somos bombardeados por cultura estrangeira, principalmente estadunidense, e não prestamos atenção no que acontece bem de baixo dos nossos narizes.
Apresentando o sujeito, Celso é um dos poucos guitarristas brasileiros com talento reconhecido também fora do país por publicações dedicadas à guitarra, inventou um jeito brasileiro de tocar o blues. Fato é que Celso vem fazendo história desde a metade dos anos 70. Com apenas 17 anos, por exemplo, integrou o grupo de Raul Seixas. Acompanhou uma penca de veneráveis nomes da MPB (Renato e Seus Blue Caps, Sá & Guarabira, Luiz Melodia...) e arregimentou fãs ao empunhar a guitarra nas bandas Legião Estrangeira e Aero Blues, considerado o primeiro grupo de blues do Brasil e dono de performances memoráveis na lendária casa de shows Apa Loosa, no Rio de Janeiro.
Nos anos 80, Celso começa a carreira solo. Sua estréia solo, em 1984, com "Som na Guitarra", é um clássico absoluto, não só pelos hits que contém ("Aumenta que isso aí é rock'n'roll", "Blues Motel"), mas por espalhar aos quatro cantos do país a notícia de que havia bom blues sendo feito no Brasil. Junte isso ao talento nas seis cordas, a voz rouca, a boa aparência e canções de qualidade e se tem um astro instantâneo. Foi o que aconteceu.
A década de 80 foi mesmo pródiga para o guitarrista - é dessa época outros hits como "Marginal" (ao lado de Cazuza), "Damas da Noite", "Tempos Difíceis", "Fumando na Escuridão", "Sempre Brilhará" e as trilhas de "Rock Estrela" e "Bete Balanço" -, tanto que ele está entre os artistas-símbolo do período. Mas jamais ficou restrito a ele. Tanto é que foi na década de 90 que ele gravou o excepcional "Vivo" no Circo Voador (RJ). Foi também quando passou a se apresentar regularmente na Europa, virou amigo de BB King - a quem homenageia no nome artístico e que empresta seu toque único a "Mississipi", faixa do álbum "Indiana Blues", de 95 - e recebeu o convite para integrar os Commitments. Isso sem falar na agenda lotada de shows pelo Brasil.
Nos anos 80, B.B. King veio ao Rio de Janeiro fazer um show no teatro do hotel Nacional, na primeira fila estava Celso, em certo momento do show, B.B. chama Celso para o palco, tira a guitarra e a entrega para Celso, que tira algumas notas. Isso é um momento histórico para a música brasileira. Ainda bem que foi devidamente filmado e postado no youtube.
Quanto ao disco aqui postado, é o primeiro registro oficial da carreira de Celso, gravado no ano de 1991, em pleno Circo Voador, a casa do blues brasileiro.

Faixas:
1 Tempos difíceis
2 Blues motel
3 Fumando na escuridão
4 A isso chamam blues
5 Sempre brilhará
6 Atrás do tempo perdido (Cláudio Salles - Celso Blues Boy)
7 Me diga o que é o amor
8 Damas da noite
9 Sem ninguém
10 Amor vazio
11 De um jeito blues
12 Brilho da noite (Geraldo D'Arbilly - Celso Blues Boy)
13 Aquarela do Brasil (Ary Barroso)
14 Marginal
15 Aumenta que isso aí é rock and roll
16 Até a próxima blues
Todas a faixas compostas por Celso Blues Boy, menos onde indicado.


Celso blues Boy - Ao Vivo


sábado, 28 de março de 2009

Tim Maia - Tim Maia (1970)

Esse é o primeiro disco do cantor, compositor, multinstrumentista e gênio da música brasiliera Tim Maia. Ficou 20 semanas na primeiríssima posição dos discos mais vendidos no Brasil, desbancando sucessos de vendas como Roberto Carlos e Elis Regina. Pode ser encarado como o marco inicial do soul brasileiro, Tim despeja várias influências adquiridas enquanto morava nos EUA.
Sem esquecer das raízes brasileiras, Tim compôs a canção "Padre Cícero" junto ao músico paraibano Genival Cassiano, fazendo um mistura sonora entre o baião e o soul. Mais de 30 anos depois, o disco ainda é uma referência pela riqueza de melodias e arranjos.

Formação
Genival Cassianoguitarra elétrica
Guilherme – percussão
Tim Maiavocais, guitarra acústica, arranjos
Zé Carlos – baixo elétrico
Walter Branco – arranjos
Capacete – baixo elétrico
Faixas:

"Coroné Antônio Bento" (Luiz Wanderley / João do Vale)
"Cristina" (Carlos Imperial / Tim Maia)
"Jurema" (Maia)
"Padre Cícero" (Cassiano / Maia)
"Flamengo" (Maia)
"Você fingiu" (Cassiano)
"Eu Amo Você" (Silvio Rochael / Cassiano)
"Primavera" (Vai Chuva) (Rochael / Cassiano)
"Risos" (Fábio Imperial / Paulo Imperial)
"Azul Da Cor Do Mar" (Maia)
"Cristina nº 2" (Carlos Imperial / Tim Maia)
"Tributo à Booker Pittman" (Cláudio Roditi)



Tim Maia - Tim Maia

sexta-feira, 27 de março de 2009

Tom Zé - Estudando o Samba (1976)

Compositor, cantor, arranjador e ator nascido em Irará (BA), Tom Zé é uma das figuras mais originais e controvertidas da MPB. Quem assina o texto na contra-capa do disco é Élton Medeiros. Então depois que eu li o texto, não pensei em nada melhor pra escrever.

"De Irará para Salvador, e daí, Rio de Janeiro, São Paulo, etc., etc., enfim, o menino Tom Zé, quando percebeu, estava entregue às andanças a que são levados os artistas para dar seus recados. E por aí foi indo o Tom Zé: levado dentro de si uma enorme carga musical assimilada das festas religiosas e das serestas que participou em sua terra natal, passando pelo que viu e ouviu nas andanças e devolvendo tudo isso de maneira nova e criadora nas suas composições, após as suas mexeções com todo esse tipo de coisas nossas jogadas dentro de uma pipeta de graduação sonora e de acordo com os conhecimentos que adquiriu no Conservatório de Música da Universidade Federal da Bahia.E por aí foi indo o Tom Zé: poesia, som , som-poesia, tropicália, Salvador, Castro Alves, Vila Velha, mil aplausos, esbarro com ele, alô, olá, estamos aí, 1966. Rio de Janeiro, São Paulo, festival, festival, Tom Zé ganha alguns, vitória, vitória, mas até hoje não lhe fizeram entrega de um dos mais badalados prêmios que tinha direito. Faz muchocho, quando se lembra, mas não para muito prá pensar nesses calotes porque há muito onde jogar o seu talento e ele não gosta de perder tempo.Por isso, sem perda de tempo, pensou e realizou este disco, onde procurou reunir uma variedade de tipos e de formas rurais e urbanos do samba, dando a cada música a vestimenta que achou mais adequada.E por aí vai indo o Tom Zé: certo do seu trabalho certo, mas não muito certo de sua aceitação. A ponto de num desabafo - a meu ver, precipitado - ter-me dito que se este LP não circulasse, teria que abandonar o lado de pesquisa de seu trabalho.O que é isso, amigo? Se esta procurando um pretexto prá tirar uma licença. pode estar certo de que não vai ser desta vez, pois vai ter que trabalhar dobrado. Só espero que não me prive da oportunidade de novamente ser seu parceiro, pois estou aí para trabalharmos juntos, seja em Irará, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, em etc., ou em etc... Gostei da experiência."
Rio de Janeiro, dezembro de 1975
a. ELTON MEDEIROS

"Mã" (Tom Zé)
"A Felicidade" (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
"Toc" (Tom Zé)
"Tô" (Élton Medeiros - Tom Zé)
"Vai (Menina Amanhã de Manhã)" (Perna - Tom Zé)
"Ui! (Você Inventa)" (Odair - Tom Zé)
"Doi" (Tom Zé)
"Mãe (Mãe Solteira)" (Élton Medeiros - Tom Zé)
"Hein?" (Tom Zé - Vicente Barreto)
"Só (Solidão)" (Tom Zé)
"Se" (Tom Zé)
"Índice" (José Briamonte - Heraldo do Monte - Tom Zé)


Tom Zé - Estudando o Samba

Não achei nenhum vídeo descente para esse disco, se alguém souber de algum, é só mandar o link nos comentários. Aproveito também para sugerir o Loronix, um dos melhores blogs sobre música brasileira.

terça-feira, 24 de março de 2009

The Who - Quadrophenia (1973)

Um dos discos de rock que eu mais gosto! Pete Townshend é um gênio! Já escrevi isso aqui antes e, provavelmente, escreverei ainda mais vezes.
Quadrophenia é a segunda ópera-rock da banda. Já falamos aqui do disco Tommy, de 1969, e do flerte da banda com essa estética, em Who Sell Out, de 1967. Dessa vez o personagem central da estória é Jimmy, um garoto do proletariado londrino, que faz parte do movimento Mod. Os Mod's realmente existiram, originalmente e com muita força, no meio dos anos 60. Era formado por jovens trabalhadores de toda a Grã-Bretanha que tinham gostos muito peculiares; como de andar em Vespas ou Lambrettas, usar ternos (para os homens) e vestidos (para as muheres) sempre na última moda, festas impulsionadas por muita anfetamina e gostos musicais ligados ao rock, jazz e ao blues. Se você quiser ter uma idéia melhor do que eram os mods é só clicar em Mods (português) ou em Mods (inglês).
Voltando ao disco, a ópera narra 5 dias da vida de Jimmy Cooper. A história é narrada por Jimmy em primeira pessoa, na primeira parte da narrativa, ele conta sobre as frustrações e inseguranças de sua vida, abordando temas como o convívio com a família, emprego, amigos. Esses sentimentos afloram-se depois que Jimmy passa um feriado com seus amigos mods na cidade litorânea de Brighton. Durante esse feriado, ele encorpora todo o espírito mod, se diverte com os amigos e com a namorada mas num confronto entre mods e rockers, um grupo rival, acaba sendo preso pela polícia. Quando volta para casa, ele acaba expulso pelos pais que além de saberem do que se passou no feriado pelos jornais, ainda acham anfetaminas no quarto dele.
Além disso, pede demissão do emprego e pega um trem de volta a Brighton, onde tenta se reencontrar. O final do disco é a música "Love Reign O'er Me" que narra a ida de jimmy para uma ilha, depois de roubar um pequeno barco, e lá ele acha consolo na chuva.
É difícil entender todos os eventos da história apenas pelas letras das músicas. O Lp original vem com um livrinho com ilustrações e escrito por Pete Townshend, que explica muito bem todos os eventos narrados durante o disco.
Cada membro do grupo é representado por uma faixa do disco, que revela parte de sua personalidade. "Helpless Dancer" é o tema de Roger Daltrey, "Bell Boy" tem de Keith Moon, "Is It Me?" (música que está dentro de "Dr. Jimmy") é o tema de John Entwhistle e "Love Reign O'er Me" remete à Pete Townshend.
Em 1979, foi lançado o filme sobre este disco. Vale a pena conferir, é muito bom!!
Segundo o sítio oficial da Tele Cine, a próxima apresentação do filme, será no Telecine Cult no dia 13/04, no excelente horário de 01:25 da madrugada !!


Faixas:
"I am the Sea" - 2:08
"The Real Me" - 3:22
"Quadrophenia" - 6:15
"Cut my Hair" - 3:46
"The Punk and the Godfather" - 5:10

"I'm the One" - 2:39
"The Dirty Jobs" - 4:30
"Helpless Dancer" - 2:32
"Is it in my Head" - 3:46
"I've Had Enough" - 6:14

"5:15" - 5:00
"Sea and Sand" - 5:01
"Drowned" - 5:28
"Bell Boy" - 4:56

"Doctor Jimmy" - 8:42
"The Rock" - 6:37
"Love, Reign O'er Me" - 5:48
Formação:


Quadrophenia (Disco 1)
Quadrophenia (disco 2)



Cream - toad(1967)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Radiohead - OK Computer (1997)

No clima da primeira apresentação do "cabeça de rádio" no Brasil, vou aproveitar pra também trazê-los pela primeira vez aqui no blog. OK Computer é um dos principais discos da década de 90, um dos poucos que chegou ao número 1 nas paradas britânicas com alguma relevância ao longo daquela década.
Sem nenhum "hit" em potencial, a Capitol, que cuidava das vendas nos EUA, não levou muita esperança no disco. Quando a banda escolheu "Paranoid Android" para ser o primeiro single do disco, levou os empresários estadunidenses a loucura, já que uma música de 6 minutos não está nos padrões de um single. Já a Parlophone, selo inglês da banda, teve o pensamento exatamente contrário e bancou o disco e não se arrependeu.
Além do sucesso comercial, esse é o disco que virou referência para a banda e da banda, já que os discos lançados posteriormente são variações dentro da sonoridade e da estética que Ok Computer trouxe e quando alguém fala em Radiohead, esse disco é sempre lembrado.

Formação:
Faixas:
01. Airbag
02. Paranoid Android
03. Subterranean Homesick Alien
04. Exit Music (For A Film)
05. Let Down
06. Karma Police
07. Fitter Happier
08. Electioneering
09. Climbing Up The Walls
10. No Surprises
11. Lucky
12. The Tourist


Radiohead - OK Computer

Nação Zumbi - Purple Haze




Mais uma versão do Jimi Hendrix Experience, desta vez com a Nação Zumbi.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Cream - Fresh Cream (1966)

Disco de estréia do brilhante power trio da década de 60. O Lp inglês foi lançado sem o hit "I Fell Free" que tinha acabado de sair em compacto 7 polegadas, já nos EUA essa música entrou, porém "Spoonful" foi limada do disco. A versão em cd, de 2000, nos traz as duas músicas.
Outra música que ficou marcada na carreira do Cream foi "Sweet Wine", por seu riff contagiante e fácil de ser acompanhado. Nesse momento o Cream chama atenção na cena inglesa, já que tocava algo do interesse dos jovens locais: o blues americano. Mais de 40 anos depois concluímos que a banda não só levou o blues a um novo patamar, como também trouxe o rock'n'roll na bagagem. Disco obrigatório pra quem gosta tanto de um estilo quanto do outro.
Depois do comentário pertinente do Robson, baterista sinistro, lembrei do solo de bateria desferido por Ginger Baker neste disco. "Toad", com seus cinco minutos de ignorância total, foi o primeiro solo de bateria a ser gravado e lançado num disco de rock.

Formação:
Ginger Baker
Eric Clapton
Jack Bruce
Faixas:
01. I Feel Free 2:52
02. N.S.U. 2:44
03. Sleepy Time Time 4:20
04. Dreaming 1:59
05. Sweet Wine 3:18
06. Spoonful 6:37
07. Cat's Squirrel 3:05
08. Four Until Late 2:07
09. Rollin' And Tumblin' 4:42
10. I'm So Glad 3:58
11. Toad 5:09
12. The Coffee Song 2:44
13. Wrapping Paper 2:22

As duas últimas faixas são bônus da edição em CD.



Links nos comentários!!

Cream - Disraeli Gears (1967)

Ei, ô Eriquinho!!
Ô, Ginger!
Ei, Jack!!

Formação:
Eric Clapton - vocals, lead guitar
Jack Bruce - vocals, bass guitar
Ginger Baker - drums
Faixas:
1. Strange Brew
2. Sunshine of Your Love
3. World of Pain
4. Dance the Night Away
5. Blue Condition
6. Tales of Brave Ulysses
7. Swlabr
8. We're Going Wrong
9. Outside Woman Blues
10. Take it Back
11. Mother's Lament

O Link está na parte dos comentários!!


domingo, 15 de março de 2009

Billy Preston - I Wrote A Simple Song (1971)

Neste álbum de 1971, Preston mantém a temática gospel em algumas faixas, entre elas "God is Great", esse tema acompanha seus discos desde Club Meeting de 1967, que em alguma oportunidade aparecerá por aqui.
Produzido pelo mega-ultra-super produtor Quincy Jones, o disco não é dos mais inspirados da carreira de Billy, porém o dedo do produtor é essencial, principalmente na faixa "Outa Space" que ganhou o Grammy de melhor música popular instrumental em 1972. Isso não quer dizer nada, mas realmente é uma excelente música.
Na faixa título, Billy traz um velho amigo para tocar slide guitar, nada mais que George Harrison.

Faixas

"Should Have Known Better" – 2:28
"I Wrote a Simple Song" – 3:28
"John Henry" (Preston, Robert Sam) – 3:15
"Without A Song" (William Rose, Edward Eliscu, Vincent Youmans) – 4:57
"The Bus" – 3:32
"Outa-Space" – 4:08
"The Looner Tune" (Preston, Joe Greene, Jesse Kirkland) – 2:47
"You Done Got Older" (Preston, Bruce Fisher) – 3:08
"Swing Down Chariot" (Arranged by Billy Preston & Joe Greene) – 4:13
"God Is Great" – 3:32
"My Country 'Tis Of Thee" (Traditional) – 4:27



Billy Preston - I Wrote A Simple Song

domingo, 8 de março de 2009

Meirelles e Os Copa 5 - O Som (1964)

Poucos álbuns podem ser creditados como marcos iniciais exatos deste ou daquele gênero. Mas já parece haver um consenso que este O Som, disco de estréia do grupo Meirelles & Os Copa 5, é a "pedra de Rosetta" do samba-jazz, fusão da fluidez jazzistica com o ritmo do samba - um som único, elegante, juntando o melhor de dois mundos. E que - também por ser filho indireto da bossa nova - transformou-se em um dos estilos de música brasileira mais apreciados mundo afora. Em grande parte, por causa deste disco. O álbum, gravado em 1964, reúne o saxofonista J.T.Meirelles com um quarteto de literais monstros: Manuel Gusmão (baixo), Luiz Carlos Vinhas (piano), Dom Um Romão (bateria) e Pedro Paulo (baixo). Sua edição original, com seis faixas, tornou-se um dos mais cultuados álbuns de jazz dos anos 60.
O suingue é impecável em faixas como Quintessência e Blue Bottle's (com um inspirado solo de Vinhas ao piano) O samba-jazz em estado mais puro manifesta-se em Nordeste, que incorpora com leveza a levada do baião ao envolvente instrumental do grupo; e também na bela Tânia. Há uma sugestão de melancolia em Solitude, que começa em tons menores e depois evolui para um balanço macio, assim como em Contemplação - que, num tom "a la Bill Evans" como o próprio Meirelles descreve no encarte, atinge o máximo da sutileza de performance de todo o álbum. Nas faixas-bônus, todas bem mais curtas que as do O Som original, o pique é outro: as performances são mais animadas, e a incorporação do suingue sambístico ao som do grupo é bem mais intensa. O resultado é dançante, cheio de leveza - o tipo de som pelo qual os jovens DJs londrinos se babam... A colorida melodia tema de O Novo Som contrapõe-se à "lenha" baixada em Solo e Serelepe, complementando muito bem o conjunto do álbum original.
Formação:
J.T. Meirelles (saxofone)
Manuel Gusmão (baixo)
Luiz Carlos Vinhas (piano)
Dom Um Romão (bateria)
Pedro Paulo (baixo)
Faixas:
01 Quintessência
02 Solitude
03 Blue's Bottle's
04 Nordeste
05 Contemplação
06 Tânia

Meirelles e Os Copa 5 - O Som

sexta-feira, 6 de março de 2009

The Who - Sell Out (1967)

Indo na onda da Mojo, que nesse mês traz como matéria principal várias reportagens sobre o lançamento de 1967 da banda de Peter Townshed e cia, resolvi postar o disco. Recomendo tudo o que você pode encontrar no link anterior, em especial o artigo Never Mind The Psychedelics... de Danny Eccleston. O rock estava no auge e o lugar aonde ele acontecia era Londres. A cena londrina estava tomada pela psicodelia do Cream e do Jimi Hendrix Experience, por exemplo, mas o Who não entrou na onda lisérgica tanto quanto outros e teve que se desdobrar pra manter-se nas paradas.
Nesse disco já é perceptível a temática presente durante grande parte de seus 37 minutos. O disco se desenvolve como uma rádio pirata com comerciais e músicas, daí se encaixam músicas com "Heinz Baked Beans", "Jaguar" (apenas na versão em CD), "Medac" e "Odorno"; todas marcas reais na época.
Um detalhe interessante é o fato de Roger Daltrey só fazer a primeira voz em apenas 3 faixas: "Tattoo", "I Can See for Miles" and "Rael". "Heinz Baked Beans", "Medac" e"Silas Stingy" são cantadas por Entwistle; "Odorono", "Our Love Was/Is", "I Can't Reach You" e"Sunrise" por Townshend; -- "Armenia City In The Sky," "Mary Anne with the Shaky Hand" and "Relax" -- Daltrey e Townshend dividem a primeira voz.

Faixas:
01 Armenia City In The Sky
02 Heinz Baked Beans
03 Mary Anne With The Shaky Hand
04 Odorono
05 Tattoo
06 Our Love Was
07 I Can See For Miles
08 I Can't Reach You
09 Medac
10 Relax
11 Silas Stingy
12 Sunrise
13 Rael 1
14 Rael 2
Formação
Roger Daltrey – vocais, backing vocals, percussão
Pete Townshend – guitarra, vocais, teclados, flauta, banjo, backing vocals
John Entwistle – baixo, vocais, backing vocals
Keith Moon – bateria, vocais, backing vocals, percursão
Al Kooper - teclado, orgão (como convidado)


The Who - Sell Out

terça-feira, 3 de março de 2009

Eric Clapton - Me and Mr. Johnson(2004)



Depois de muito tempo enrolando para aparecer nesse blog, aqui estou. Bom, vamos falar do disco. Ele foi gravado para passar o tempo, enquanto o Eric Clapton fazia música para o próximo disco. Depois de um tempo tocando ele percebeu que estava indo tudo muito bem e resolveu fazer essa homenagem. Robert johnson sempre foi um grande ídolo seu e uma grande influciencia. Foi com suas músicas que clapton aprendeu a tocar violão, tentando imita-lo. A vida de Robert Johnson é cercada de mistério, tem gente que diz que ele fez um pacto com o demônio e que seus olhos ficavam vermelho quando tocava, por isso ele tocava de costas pro público. A lenda diz que ele morreu enguatinhando e uivando igual a um cachorro, reforçando a história do pacto. Independente disso, ele é considerado um dos grandes ícones do blues.


Formação:


Faixas:

Todas as músicas por Robert Johnson.



  1. "When You Got a Good Friend" – 3:20

  2. "Little Queen of Spades" – 4:57

  3. "They're Red Hot" – 3:25

  4. "Me and the Devil Blues" – 2:56

  5. "Traveling Riverside Blues" – 4:31

  6. "Last Fair Deal Gone Down" – 2:35

  7. "Stop Breakin' Down Blues" – 2:30

  8. "Milkcow's Calf Blues" – 3:18

  9. "Kind Hearted Woman Blues" – 4:06

  10. "Come on in My Kitchen" – 3:35

  11. "If I Had Possession Over Judgement Day" – 3:27

  12. "Love in Vain" – 4:02

  13. "32-20 Blues" – 2:58

  14. "Hellhound on My Trail" - 3:51