terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

The Jimi Hendrix Experience - Live at the Royal Albert Hall (1990)

No dia 24 de fevereiro de 1969, há exatos 40 anos, a formação original do Jimi Hendrix Experience fazia sua última apresentação em solo inglês. O palco foi o do Royal Albert Hall, talvez a principal casa de shows do planeta, onde já se apresentaram tantos outros nomes de peso da música popular.
Pouco tempo depois, na continuação da turnê, o baixista Noel Redding abandonou a banda após um show em Denver, nos EUA. Apesar de serem apresentados em Woodstock como Jimi Hendrix Experience, Noel já não estava mais na banda, sendo substituído pelo excelente Billy Cox, que também fez parte da Band Of Gypsyes com Hendrix e Buddy Miles, e da continuação do Experience, após a band Of Gypsyes, com Mitch Mitchell de volta as baquetas até a prematura morte de Hendrix em setembro de 70.
Voltando ao show do Royal Albert Hall, não existe nenhum lançamento oficial deste show, apenas este bootleg. Também existem registros em vídeo da apresentação já que as músicas executadas no show seriam a trilha sonora de um filme que se chamaria 'Experience' e usaria também as imagens deste show.
Como a 'Experience Hendrix', selo que cuida do legado dexado pelo guitarrista, vem lançando várias apresentações ao vivo de Hendrix ultimamente, fica a minha torcida para esse show importantísssimo da carreira seja relançado como merece, em DVD, vinil, cd e o que mais tiver direito.

Formação:
Jimi Hendrix
Mitch Mitchell
Noel Redding


Faixas:
"Little Wing" (Hendrix) – 3:18
"Voodoo Child (Slight Return)" (Hendrix) – 7:16
"Room Full of Mirrors" (Hendrix) – 2:54
"Fire" (Hendrix) – 3:43
"Purple Haze" (Hendrix) – 3:04
"Wild Thing" (Taylor) – 1:19
"Bleeding Heart" (James) – 5:29
"Sunshine of Your Love" (Brown, Bruce, Clapton) – 6:48
"Room Full of Mirrors (Extended Version)" (Hendrix) – 8:14
"Bleeding Heart (Extended Version)" (James) – 8:36
"Smashing of the Amps" (Traditional) – 6:24
"C# Blues (People, People, People)" - (Hendrix, James) – 8:31








The Last Experience Concert: Live at the Royal Albert Hall (PARTE 1)

The Last Experience Concert: Live at the Royal Albert Hall (PARTE 2)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Cidadão Instigado - E O Método Túfo de Expereiência (2005)




O texto que segue, foi retirado de alguma edição da International Magazine, depois que o li, não tive coragem de escrever nada a mais, somente compartilhá-lo aqui. Aí vai:


"Cidadão instigado e o método Tufo de experiências é um disco que... nem adianta, o trocadilho vem sozinho: é um dos discos mais instigantes de 2005. O projeto do compositor e cantor cearense Fernando Catatau - cujo currículo inclui trabalhos com Los Hermanos, Zeca Baleiro e Nação Zumbi - serve para expandir a mente do ouvinte e dar trabalho à crítica: é complicado de definir, mas desce tranqüilamente nos ouvidos de qualquer pessoa que procure uma música pop rica em elementos.Sim, porque o Cidadão Instigado é repleto de referências, sem deixar de ser pop - é punk, é brega (em especial), é psicodélico, é "roqueiro" mas também é radicalmente brasileiro, no sentido de que Mundo Livre S/A e Nação Zumbi também o são, sem perder o contato com a música do mundo. Catatau, cantando, soa como um discípulo de Roberto Carlos e Odair José, mas unindo a eles um lado mais escondido da Tropicália (de Tom Zé e Jards Macalé, passando pela fase lisérgica de Ronnie Von, redescoberta a partir do começo dos anos 2000). O disco insinua que, por trás do conceito misturado do pop-rock nordestino dos anos 90, residia uma interface brega - de Roberto, de Odair, de Reginaldo Rossi, de Evaldo Braga, etc. Catatau prova que há conexões entre uma coisa e outra, acrescentando boas doses de doideira, no bom sentido - de letras declamadas, de timbres de sintetizador moog, de fartas percussões, de melodias climáticas, etc.O disco abre com um bolerinho brega ("Te encontra logo"), com cara de jovem guarda garantida pelo órgão, tocado por Daniel Ganja Man - ex-colaborador do Planet Hemp. "Os urubus só pensam em te comer" é experimentação cruzada de rock e música eletrônica, feita para a trilha sonora do curta-metragem de mesmo nome, da cineasta Vanessa Teixera de Oliveira (e premiado no 5º Festival Nacional de Cinema e Vídeo Universitário da UFRJ, em 2001). Em várias músicas, a percussão dá mais peso aos tons eletrônicos, com uso de instrumentos como surdo e zabumba. "O pobre dos dentes de ouro" é uma rumba (ou calipso, quem sabe) com letra curiosa ("imagine o pobre dos dentes de ouro/quer sim, quer sim, quer sim/um pouco de dente de ouro Michelin"), que ganha depois uma batidinha mais tecnopop.Tanto as letras quanto as músicas abusam de uma estética e de um conceito que pouco se via desde os tempos da Tropicália - o contraste entre pobrezas e riquezas, entre ritmos étnicos e roqueirices ou eletronices, etc. E isso fica bem claro no samba-rock melancólico "Silêncio na multidão", que alude a Los Hermanos e Mombojó: uma poesia declamada em meio a uma melodia que lhe serve de trilha sonora, narrando o estranhamento que uma grande metrópole como São Paulo pode causar a quem vem de longe e a adota ("interessante, né?/todos os dias em vários lugares/milhares de pessoas se cruzam mas não se falam/pois não se conhecem e nem ao menos se importam com isso").O disco segue em meio a experimentações interessantes e letras curiosas, como se Catatau fosse o outro lado da moeda de Getúlio Côrtes (hitmaker da jovem guarda): uma espécie de contador de histórias bizarras, cheias de estranhamento. "Calma!", quase uma vinheta em meio a faixas de sete minutos, mostra o lado guitarrista do músico, com um riff pedrada imerso em teclados psicodélicos. "O pinto de peitos!" é até pop demais para os padrões do CD, com refrão memorizável e construção melódica lembrando o melhor da jovem guarda. "Apenas um incômodo" é um reggae lo-fi cuja letra parece dar voz a tudo aquilo que os cantores retratados por Paulo César de Araújo no livro Eu não sou cachorro não sempre quiseram dizer à inteligentizia nacional ("Fale para mim: porquê eu lhe incomodo tanto?/... Será que a minha voz fanha polui a tua sonoridade sobre-humana/ou será simplesmente porque eu me aceito assim/e até gosto de mim?/... Só tenho um sonho que já é meu/e duas palavras para lhe dizer neste instante: me aguente!"). Uma música que estaria pronta para ser gravada pela dupla Sérgio Sampaio & Raul Seixas, caso os dois ainda estivessem por aqui.O método Tufo de experiências é mais um disco de surpresas do que apenas um disco de música. Mostra que música boa pode também ter conceito, sem deixar de ser pop, e mexe com signos que fazem parte de um Brasil que o brasileiro não conhece, repleto de conexões que muitos não enxergam - como os links entre jovem guarda e experimentações de estúdio. Vale citar também a bela capa em digipack e o encarte repleto de ilustrações que lembram um cordel pop, com o curioso desenho de um Roberto Carlos-Odair José triste, empunhando seu violão."




Formação:

Fernando Catatau - voz . guitarra . teclado

Regis Damasceno - guitarra . violão . vocal

Rian Batista - baixo . vocal

Clayton Martin - bateria acústica e eletrônica


Faixas:

1. Te Encontra Logo
2. Os Urubus Só Pensam em Te Comer
3. O Pobre dos Dentes de Ouro
4. Silêncio na Multidão
5. Calma!
6. O Pinto de Peitos
7. Apenas um Incômodo
8. Chora, Malê
9. Noite Daquelas
10. O Tempo




Cidadão Instigado - E O Método Túfo de Expereiência

Little Joy - Little Joy (2008)


Primeiro disco da banda, que é um projeto entre Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti, e ainda a namorada de Fabrizio, Binki Shapiro. Recentemente fecharam uma turnê pelo Brasil com muito sucesso, o último show dessa turnê foi no Circo Voador e você pode ler a resenha da apresentação no La Cumbuca .
Com resenhas elogiosas ou muito elogiosas das principais publicações sobre música, o álbum teve boa aceitação do publico em geral. Gravado de forma simples, sem tanta produção interferindo no som e revelando várias influências de blues e bossa nova durantes seus 30 minutos.

Faixas:

"The Next Time Around" (Amarante/Moretti) - 2:35
"Brand New Start" (Moretti) - 3:05
"Play the Part" (Amarante/Moretti/Shapiro) - 2:57
"No One's Better Sake" (Moretti) - 2:51
"Unattainable" (Moretti/Shapiro) - 2:00
"Shoulder to Shoulder" (Amarante/Moretti) - 2:37
"With Strangers" (Amarante/Moretti) - 2:49
"Keep Me in Mind" (Amarante/Moretti) - 2:22
"How to Hang a Warhol" (Amarante/Moretti/Shapiro) - 2:07
"Don't Watch Me Dancing" (Amarante/Moretti/Shapiro) - 3:33
"Evaporar" (Amarante) - 3:52


Little Joy - Little Joy

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Móveis Coloniais de Acaju - Idem (2005)


A banda brasiliense de curioso nome vem movimentando a cena musical brasileira. No último ano, foi apontada tanto por espectadores quanto pela crítica especializada como um dos melhores shows dentre as bandas brasileiras. Ainda não tive a chance de assistí-los, mas pelos vídeos do youtube, a impresão que se tem é que o disco te transporta para uma das apresentações da banda. A principal diferença é justamente o fato de você estar sentado em sua poltrona e não no meio do público interagindo com a banda em pleno Circo Voador. Fato esse, que diferencia os shows da banda, o sucesso do show depende muito das reações e da vontade de participar do público.
"Essa banda é uma mistura de Kusturica com Hermeto, um pouco de Cuba com macarrão. Um pouco de Paulista sendo de Brasília, um pouco de Brasília sendo do Brasil, um pouco do mundo sendo da Terra e, por que não, um pouco de Karnak com Los Hermanos. Um pouco de Pato Fu com amendoim. Um pouco de móveis com cabelo, um pouco de sorte com pensamento, um pouco de dor com amor, um pouco de Solidão com quarto e sala com fiador. Gorbachev com Copacabana. Samba de russo, pagode de cego com Tom Waits. Se fosse Teatro seria Tadeus Kantor, se fosse Foto seria do Rodchenko, se fosse esquilo não sambaria." (Trecho retirado do site oficial da banda)
Formação:
André Gonzáles (voz), BC (guitarra), Beto Mejía (flauta transversal), Eduardo Borém (gaita cromática, escaleta e teclados), Esdras Nogueira (sax barítono), Fabio Pedroza (Baixo), Leonardo Bursztyn (guitarra), Paulo Rogério (sax tenor), Renato Rojas (bateria) e Xande Bursztyn (trombone) formam os Móveis Coloniais de Acaju.
Faixas:
01 - Perca Peso
02 - Seria o Rolex?
03 - Aluga-se-vende
04 - Copacabana
05 - Menina-moça
06 - Cego
07 - Esquilo Não Samba
08 - Gregório
09 - Swing Hum e Meio
10 - Do Mesmo Ar
11 - Sadô-masô
12 - Receio do Remorso

O primeiro vídeo, captado em pleno Circo Voador, mostra bem essa interessão com o público e o segundo é o tradicional 'petisco' com a música 'Copacabana'.





Móveis Coloniais de Acaju - Idem

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Macaco Bong - Artista Igual A Pedreiro (2008)


Para retomar as atividades, um power-trio brasileiro, natural de Cuiabá (MT). Mantendo a proposta do rock instrumental e experimental. Considerado um dos melhores discos brasileiro do 2008, além da bela arte na capa.
"Baseado na desconstrução dos arranjos da música popular em seus formatos convencionais e aliada à linguagem das harmonias tradicionais da música brasileira com jazz/fusion/pop e etc, o Macaco Bong sempre busca nunca concretizar rótulos relativos às variedades nas vertentes dos gêneros musicais em suas composições, tudo isso aplicado tanto na estética quanto no conteúdo do rock’n’roll."

Formação:
Bruno Kayapy (guitarra), Ynaiã Benthroldo (batera) e Ney Hugo (baixo)
Faixas:
1. Amendoim
2. Fuck You Lady
3. Noise James
4. Shift
5. Black's Fuck
6. Rancho
7. Bananas For You All
8. Belezza
9. Compasso em Ferrovia
10. Vamos Dar Mais Uma