sábado, 31 de janeiro de 2009

Kraftwerk - Radio-Activity (1975)

Pra sair um pouco da repetição, ou seja, de mim mesmo, decidi chamar uns amigos pra escrever aqui pro blog, aos poucos vou publicando o texto de cada um. Por hora, vou começar com a Tatiana Leal:

No ar, para eu e você
Do ano de 1975, ouvido por mim a primeira vez somente em 2001, na fase em que eu praticamente só ouvia albuns que tinham capa preta, qualquer relação com a Alemanha (tendo este uma relação direta), e principalmente que causassem alguma sensação de estar na era glacial, porque eu estava na minha fase "Werther" e queria fugir dela desesperadamente, nada mais perfeito do que ter descoberto "Radio-Activity" da então importante banda eletrônica Kraftwerk. Enquando que na década de 70 os jovens alemães estavam culturalmente sem nada muito inspirador, apenas consumindo os restos do psicodelismo, ansiavam por algo inovador, que representasse as mudanças que estavam chegando, especialmente a revolução tecnológica. Nesse contexto, surge o Kraftwerk formada por Ralf Hütter e Florian Schneider (os cabeças da banda), mais dois integrantes que nem sempre participavam das gravações, até chegar a formação mais conhecida que se consolidou entre 1975 e 1987 e que incluía os percussionistas Wolfgang Flür e Karl Bartos.A banda chega quebrando o tradicionalismo do rock'n roll sessentista, e com Radio-Activity (Radio-Aktivität em alemão), o primeiro totalmente eletrônico, que embora tivesse como base a linha sequencial/conceitual das bandas progressivas da época, se difenrencia completamente no tema e na simplicidade.Radioatividade, tema em voga na época por conta das ameaça nuclear, por outro lado, fonte de energia e criações tecnológicas. As faixas "Geiger Counter" e "Uranium" fazem referência a radioatividade nociva, "Radio Stars" e "Antenna" abordam o outro aspecto do radio, o entretenimento. Sendo assim, há várias maneiras de perceber esse album tão peculiar: numa rápida ouvida é um disco descontraído, porém ao escutá-lo mais atentamente percebe-se algo de triste e opressor.Eu tenho a seguinte teoria: a música escolhe a gente, e antes que ela chegue aos nossos ouvidos, vamos sendo preparados para ela. A minha preparação para Kraftwerk foi Joy Division (que conheci em 1999), grande banda, não pode ter como influência algo não menos importante do que os 4 "Männer kalt" de Düsseldorf; mais um abrir os olhos para o que aconteceu, acontece e acontecerá na Alemanha, uma curiosidade repentina, uma paixão inexplicável. Quando chega pela primeira vez aos meus ouvidos em 1998, Trans-Europe Express (1977), pensei "ah legal, mas o que é isso??". Foi preciso mais 3 anos para entrar na minha casa os vinis Tangerine Dream (uma chatice alemã necessária a parte), um tal de The Man Machine (1978), de novo o "Trans-Europe Express" e finalmente o próprio com capa preta e desenho lembrando um rádio dos anos 30, esquisito, para eu lembrar, ahhhh aqueles alemães cultuados por Ian Curtis e David Bowie... e finalmente estar preparada para congelar e depois derreter a minha pobre noção de música. Congelar também um pouco as emoções, porque Radio-Activity não tem nada de sentimento, e era exatamente o que eu precisava ouvir na época, algo diferente de "Ice Age" ou "Love will tear us apart", rs.Ouvir a música eletronica atual sem nunca ter ouvido Kraftwerk, especialmente este album, significa que a música e todo o resto relacionado a cultura pop não tem a menor importância pra você. Ele é essencial para entender o que vem depois. Especialmente para aqueles que conservam o hábito de ouvir rádio.

Por Tatiana Leal.
Faixas:
Side one
"Geiger Counter" / "Geigerzähler" – 1:07
"Radioactivity" / "Radioaktivität" – 6:42
"Radioland" / "Radioland" – 5:50
"Airwaves" / "Ätherwellen" – 4:40
"Intermission" / "Sendepause" – 0:39
"News" / "Nachrichten" – 1:17
2 - 4 written by Hütter/Schneider/Schult1, 5 & 6 written by Hütter/Schneider
Side two
"The Voice of Energy" / "Die Stimme der Energie" – 0:55
"Antenna" / "Antenne" – 3:43
"Radio Stars" / "Radio Sterne" – 3:35
"Uranium" / "Uran" – 1:26
"Transistor" / "Transistor" – 2:15
"Ohm sweet Ohm" / "Ohm sweet Ohm" – 5:39
1 - 4 written by Hütter/Schneider/Schult5 & 6 written by Hütter/Schneider
Banda
Ralf Hüttervocals, keyboards and synthesizers.
Florian Schneider – vocals, keyboards and synthesizers.
Karl Bartoselectronic percussion.
Wolfgang Flür – electronic percussion




Kraftwerk - Radio-Activity

Stanley Clarke - School Days (1976)


Brilhante baixista, tanto com o baixo elétrico quanto com o acústico, 'Scholl Days' é a obra-prima de Stanley Clarke. Misturando sua técnica apuradíssima a uma velocidade fora do comum, o cartão de visitas já é entregue logo na faixa-título, que abre o disco, o disco ainda traz a participação de John McLaughlin em "Desert Song". O groove assombroso em "The Dancer" mostra a influência da música brasileira na percussão desse disco. David Sancious (teclados) e Raymond Gomez (guitarra) mostram muito talento e entusiasmo nas faixas em que tocam.
Mesmo sendo um disco praticamente instrumental, teve boa vendagem nos EUA, era o momento desse tipo de música, que tocava também em várias rádios das principais cidades estadunidenses. Essa é a obra definitiva de Clarke, misturando o jazz com o funk em grooves poderosos. O ideal é ouvir esse disco em vinil, colocar num volume considerável e deixar o baixo abalar com os pilares de sua residência, mas o mp3 serve pra ter uma idéia boa do que é Stanley Clarke.
Faixas:
"School Days" – 7:51
"Quiet Afternoon" – 5:09
"The Dancer" – 5:27
"Desert Song" – 6:56
"Hot Fun" – 2:55
"Life Is Just A Game" – 9:00

Banda:
Stanley Clarke - Baixo, Piano e Vocal
John McLaughlin - Guitarra
Raymond Gomez - Guitarra
Icarus Johnson - Guitarra
David Sancious - Teclados, Mini-Moog e Guitarra
George Duke - Teclados
Milton Holland - Conga e Triângulo
Billy Cobham - Bateria e Moog 1500
Gerry Brown - Bateria
Steve Gadd - Bateria

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Baby Huey And the Babysitters - The Baby Huey Story The Living Legend (1970)

A história desse sujeito é louca, breve e intensa. James Ramey nasceu no estado da Indiana mas ainda jovem foi sozinho para Chicago, com a idéia fixa de tornar-se cantor profissional. Devido a um desturbio hormonal, sempre foi muito obeso, chegava a pesar 160 kg, o que facilitava ser notado no palco mas também levava a uma série de problemas de saúde.
Em Chicago, adotou o nome artístico de Baby Huey, um pato gigante de um popular desenho animado. Em 1963, formou a banda com o organista e trompetista Melvin "Deacon" Jones e o guitarrista Johnny Ross e começaram a se apresentar pela cidade com crto suceso, o que os levou a lançar alguns singles como 'Beg Me', "Monkey Man", "Messin' with the Kid" e "Just Being Careful" em 45 rpm.
Durante parte do final dos anos 60, a banda viajou junto com o Sly & The Family Stone para se apresentar como banda de abertura. Nesse período as composições da banda tornaram-se mais psicodélicas, e enraizadas na cultura africana. Segundo críticos, as composições de Baby Huey é a base fundamental do hip-hop.
No início de 1970, a banda entrou no estúdio para gravar seu primeiro LP e Baby Huey iniciou seu vício em heroína, o que agravou seus problemas de saúde, e apesar dos esforços de amigos e do próprio Baby Huey pra se reabilitar, em 28 de outubro de 70 o cantor faleceu devido a um ataque cardíaco fulminante, pouco após o fim das gravações do que tornou-se seu único disco. No final de 70, o disco foi lançado, produzido por, nada mais nada menos que, Curtis Mayfield, o disco possui várias composições de Mayfield, além da regravação de 'A Change Is Gonna Come' de Sam Cooke.
Como o disco não foi, nem de perto, um sucesso de vendas, ficou esquecido durante décadas, e hoje, é considerado um clássico do período.
Formação:
01 - Listen To Me
02 - mama get yourself together
03 - a change is going to come
04 - mighty mighty pt.2
05 - hard times
06 - california dreamin'
07 - running
08 - one dragon two dragon
09 - mighty mighty children pt1
10 - running previously unissued mono
11 - hard times previously unissued mono
12 - monkey man (teenage shutdown vol. 0[jump, jive and harmonize)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

The Who - Tommy (1969)

'Tommy' é uma ópera-rock, escrita por Pete Townshend para expressar sua experiência com o lider espiritual indiano Meher Baba. Além de consolidar o grupo como um dos gigantes do rock'n'roll, o disco também pode ser considerado uma das pedras fundamentais do rock progressivo, graças as faixas instrumentais 'Overture' e 'Underture'.
A história é sobre o garoto Tommy, que presencia a inesperada volta do pai, vivo, após a primeira guerra mundial, além de passar por diversos traumas em sua infância, vários tipos de tratamentos na adolescência, inclusive com drogas psicodélicas, explicitado nas músicas 'Acid Queen' e 'Underture'. Até se tornar um craque no pinball, desbancando o campeão do mundo e tornando-se famoso por isso.
A introspecção nas letras é marcante, mesmo acompanhando o transcorrer da história, é difícil entendê-la por completo nas primeiras vezes que se escuta o disco.
As primeiras reações foram bastante ambíguas, a BBC chegou a boicotar o disco, assim como algumas rádios americanas, devido ao conteúdo forte. Mesmo assim obteve grande sucesso comercial nos dois países.

Faixas:
Lado Um

"Overture" – 5:21
"It's a Boy" – 0:38
"1921" – 2:49
"Amazing Journey" – 3:25
"Sparks" – 3:46
"Eyesight to the Blind (The Hawker)" (Williamson) – 2:13
Lado dois

"Christmas" – 4:34
"Cousin Kevin" (Entwistle) – 4:07
"The Acid Queen" – 3:34
"Underture" – 10:09

Lado três

"Do You Think It's Alright?" – 0:24
"Fiddle About" (Entwistle) – 1:26
"Pinball Wizard" – 3:01
"There's a Doctor" – 0:23
"Go to the Mirror!" – 3:49
"Tommy, Can You Hear Me?" – 1:36
"Smash the Mirror" – 1:35
"Sensation" – 2:27
Lado quatro

"Miracle Cure" – 0:12
"Sally Simpson" – 4:12
"I'm Free" – 2:40
"Welcome" – 4:34
"Tommy's Holiday Camp" (Moon) – 0:57
"We're Not Gonna Take It" / "See Me, Feel Me" – 7:08
Formação:
Pete Townshend: guitarra
Roger Daltrey: vocais
John Entwistle: baixo
Keith Moon: bateria




The Who - Tommy

Bob Dylan - Modern Times (2006)


De cara, esse disco levou Robert Zimmerman ao topo da billboard e tornou o mesmo, o sujeito mais velho (66 anos) a conseguir tal feito. Já considerado um dos grandes discos de estúdios de sua carreira, recebeu condecorações máximas das principais publicações especializadas do planeta. Extremamente influênciado pelo blues dos anos 20 e 30, como a faixa 'The Levee's Gonna Break', baseada na música 'When The Levee Breaks' de Kansas McCoy e Memphis Minnie, além do clássico 'Rollin' And Tumblin'' imortalizado na versão de Muddy Waters e já gravado por meio mundo.

A banda, espetacular, é a mesma que o acompanha nesse momento da Never Ending tour, e é composta por Tony Garnier no baixo, George Receli na bateria, os guitarristas Stu Kimball e Denny Freeman, além do multi-instrumentista Donnie Herron.

FAIXAS:

"Thunder on the Mountain" – 5:55
"Spirit on the Water" – 7:42
"Rollin' and Tumblin'" – 6:01
"When the Deal Goes Down" – 5:04
"Someday Baby" – 4:55
"Workingman's Blues #2" – 6:07
"Beyond the Horizon" – 5:36
"Nettie Moore" – 6:52
"The Levee's Gonna Break" – 5:43
"Ain't Talkin'" – 8:48




Bob Dylan - Modern Times

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

B Negão & Os Seletores de Frequência - Enxugando o Gelo (2003)


Primeiro disco de Bernardo B Negão depois do Planet Hemp, que carrega forte influência do grupo, mas também vem entupido de funk. Mostra também letras exptremamente bem trabalhadas, com na faixa "O Processo". O resultado final da empreitada rendeu prêmios como o Dynamite de canção independente na categoria melhor disco de Rap /Black Music de 2003 e Orilaxé de melhor vocalista de canção negra, concedido pela ONG carioca Grupo Cultural Afro-Reggae, além de ter alavancado um certo sucesso no exterior inclusive com a realização de apresentações da banda fora do país. Resumindo, o som é muito bom e capaz de agradar aos ouvidos de qualquer bom cidadão que esteja disposto a ouvi-lo.
Esse é o primeiro e, por enquanto, único disco da banda. Pelas informações que correm por aí, em 2009 seremos agraciados pelo segundo disco do Seletores, finalmente!


Faixas:
01.A palavra/O primeiro passo
02.Nova Visão
03.Seletores de Frequência
04.Enxugando Gelo
05.(Funk) Até o Caroço
06.A Verdadeira Dança do Patinho
07.Qual é o seu nome?
08.O Opositor
09.No Hay
10.V.V
11.Dorobo
12.O Processo
13.Prioridades




B Negão & Os Seletores de Frequência - Enxugando o Gelo

sábado, 17 de janeiro de 2009

Chico Buarque - Construção (1971)

Não sou tão fã de Chico Buarque como instrumentista, cantor ou arranjador, mas como letrista e compositor, ele é um gênio.
"Construção" foi o quinto disco do cantor carioca. Lançado em um dos períodos mais críticos do Regime Militar, o álbum representa uma mudança no trabalho do artista. Se antes Chico harmoniza Bossa Nova com composições veladamente críticas à ditadura brasileira, em "Construção" o cantor mostrou-se mais ousado - como mostra os versos iniciais de "Deus lhe Pague", faixa que abre o LP ("Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir"). Em "Samba de Orly", parceria com Toquinho e Vinicius de Moraes, Chico canta abertamente sobre o exílio - o que fez com que a canção fosse parcialmente censurada. A faixa-título é uma crítica sobre um homem que trabalhou arduamente até sua morte. Não faltaram também o lirismo característico do artista, como demostrado em "Olha Maria" e "Valsinha".
"Construção" foi eleito em uma lista da versão brasilieira da revista Rolling Stone como o terceiro melhor disco brasileiro de todos os tempos.

Faixas:

"Deus Lhe Pague" – 3:19
"Cotidiano" – 2:49
"Desalento" (C. Buarque, Vinícius de Moraes) – 2:48
"Construção" – 6:24
"Cordão" – 2:31
"Olha Maria (Amparo)" (C. Buarque, V. de Moraes, Tom Jobim) – 3:56
"Samba de Orly" (C. Buarque, Toquinho, V. de Moraes) – 2:40
"Valsinha" (C. Buarque, V. de Moraes) – 2:00
"Minha História" (Lucio Dalla; versão de C. Buarque) – 3:01
"Acalanto" – 1:38
Participações especiais:
MPB-4 - vozes nas faixas 1, 3, 4, 7 e 9.
Tom Jobim - piano em "Olha Maria (Amparo)"




Chico Buarque - Construção

The Rolling Stones' Rock And Roll Circus (1968)


Finalmente achei uma versão disponível para não deixar essa postagem inútil!



The Rolling Stones - Rock And Roll Circus (1996)


O 'Rock And Roll Circus' é um disco bastante inusitado. Gravado em 68, como um especial da banda para um canal de TV, afim de promover as músicas do recém lançado 'Beggars Banquet'. Ficou esquecido até 1996, quando foi lançado em CD e vídeo, e em 2004 em DVD. As bandas convidadas vão desde Marianne Faithfull, então namorada de Mick Jagger, até bandas como Who e Jethro Tull. A atuação dos próprios Stones não é das mais inspiradas, mas já vale como histórica, considerando o fato de que foi a primeira vez que a banda tocou "You Can't Always Get What You Want" ao vivo.
Na minha opinião, a maior destaque dentre os convidados foi a banda 'The Dirty Mac', formada apenas para uma música neste especial. Teve como formação nada mais, nada menos que Mitch Mitchell na bateria, Keith Richards no baixo, Eric Clapton na guitarra e John Lennon nos vocais e na guitarra; e tocaram 'Yer Blues' dos Beatles . O 'The Who' também não decepcionou, tocando 'A Quick One, While He's Away' de forma avassaladora.
A intenção da banda era lançar esse especial como LP já na época, mas com a morte de Brian Jones, pouco tempo depois, o projeto foi engavetado.
Faixas:
"Mick Jagger's Introduction of Rock and Roll Circus" – 0:25
"Entry Of The Gladiators" (Julius Fučík) – 0:55
"Mick Jagger's Introduction of Jethro Tull" – 0:11
"Song For Jeffrey" (Ian Anderson) – 3:26
Performed by Jethro Tull
"Keith Richard's introduction of The Who" – 0:07
"A Quick One While He's Away" (Pete Townshend) – 7:33
Performed by The Who
"Over The Waves" (Juventino Rosas) – 0:45
"Ain't That A Lot Of Love" (Homer Banks/Willia Dean Parker) – 3:48
Performed by Taj Mahal
"Charlie Watts' Introduction of Marianne Faithfull" – 0:06
"Something Better" (Gerry Goffin/Barry Mann) – 2:32
Performed by Marianne Faithfull
"Mick Jagger's and John Lennon's Introduction of The Dirty Mac" – 1:05
"Yer Blues" (Lennon-McCartney) – 4:27
Performed by The Dirty Mac
"Whole Lotta Yoko" (Yoko Ono) – 4:49
Performed by Yoko Ono and Ivry Gitlis with The Dirty Mac
"John Lennon's Introduction of The Rolling Stones" / "Jumpin' Jack Flash" – 3:35
"Parachute Woman" – 2:59
"No Expectations" – 4:13
"You Can't Always Get What You Want" – 4:24
"Sympathy For The Devil" – 8:49
"Salt Of The Earth" – 4:57




The Rolling Stones - Rock And Roll Circus

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Iron Maiden - The BBC Archives (2002)


Todo mundo já ouviu falar na BBC (British Broadcast Corporation), a maioria, talvez, foi apresentado a ela, apenas como uma rádio na terra da Elizabeth. Na verdade, a BBC está muito longe de ser apenas mais uma rádio. Como de praxe, a BBC reune gravações de vários artistas, em sua maioria ingleses ou que tiveram importante contribuição a música inglesa, e lança sob a forma de 'BBC Sessions', 'Live At The BBC', 'The Peel Sessions' ou 'BBC Archives'. Talvez haja mais algumas nomenclaturas, mas o importante é que tudo que leva o selo da BBC merece ser analisado e levado em conta na discografia de qualquer artista.
Esse disco do Iron Maiden é formado por apresentações ao vivo entre 1979 e 1988. O interessante é perceber como a banda mudou ao longo da década, se firmando como uma das principais bandas de rock no planeta, e experimentando algumas novas sonoridades e sempre comandada pelo baixista Steve Harris.
A mudança mais significativa foi a mudança do vocalista Paul Di'Anno por Bruce Dickinson, além da mudança do baterista Clive Burr para Nicko McBrain. Ao longo da década, a banda começa a usar mais recursos técnicos, fugindo da mesmice das bandas de heavy metal contemporâneas.

Faixas:
(Todas compostas por Steve Harris, menos aonde expecificado)
DISCO 1
Friday Rock Show Session (1979)
"Iron Maiden" – 3:45
"Running Free" (Paul Di'Anno, Harris) – 3:10
"Transylvania" – 4:03
"Sanctuary" (Di'Anno, Dave Murray, Harris) – 3:45
Formação:
Reading Festival (1982)
"Wrathchild" – 3:31
"Run to the Hills" – 5:36
"Children of the Damned" – 4:48
"The Number of the Beast" – 5:29
"22 Acacia Avenue" (Adrian Smith, Harris) – 6:36
"Transylvania" – 6:20
"The Prisoner" (Smith, Harris) – 5:50
"Hallowed Be Thy Name" – 7:37
"Phantom of the Opera" – 7:02
"Iron Maiden" – 4:57
Formação:
Disco 2
Reading Festival (1980)
"Prowler" – 4:26
"Remember Tomorrow" (Di'Anno, Harris) – 6:00
"Killers" – 4:43
"Running Free" – 3:52
"Transylvania" – 4:49
"Iron Maiden" – 4:56
Formação:
Monsters of Rock Festival Donington (1988)
"Moonchild" (Bruce Dickinson, Smith) – 5:44
"Wrathchild" – 3:00
"Infinite Dreams" – 5:52
"The Trooper" – 4:04
"Seventh Son of a Seventh Son" – 10:27
"The Number of the Beast" – 4:42
"Hallowed Be Thy Name" – 7:10
"Iron Maiden" – 6:01
Formação:







Iron Maiden - The BBC Archives (DISCO 1)

Iron Maiden - The BBC Archives (Disco 2)

The Last Shadow Puppets - Age of Understatement (2008)

A banda surgiu como um projeto paralelo de Alex Turner, do Arctic Monkeys, junto com James Ford do Simian Mobile Disco e Miles Kane do The Rascals. Lançado em abril de 2008, o disco atingiu o número 1 na ilha da rainha. Fazendo um som bem característico do rock inglês, a banda não oferece nenhuma novidade sonora, o interessante do disco é a capacidade de Alex Turner e sua trupe de escrever para e sobre a juventude de sua época.
Sugiro, para quem for ouvir o disco, prestar mais atenção que o normal nas letras.
Mais uma coisa, a banda foi, segundo a revista MOJO, o artista revelação de 2008 na Inglaterra.

Formação:
Vocais, guitarra, baixo – Alex Turner, Miles Kane
bateria – James Ford
Conductor – Owen Pallett
Orquestra – London Metropolitan Orchestra (gravado por Steve McGlaughlin)
Faixas:

"The Age of the Understatement" – 3:07
"Standing Next to Me" – 2:18
"Calm Like You" – 2:26
"Separate and Ever Deadly" – 2:38
"The Chamber" – 2:37
"Only the Truth" – 2:44
"My Mistakes Were Made for You" – 3:04
"Black Plant" – 3:59
"I Don't Like You Anymore" – 3:05
"In My Room" – 2:29
"Meeting Place" – 3:55
"The Time Has Come Again" – 2:22



The Last Shadow Puppets - Age of Understatement

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Derek And The Dominos - Layla And Other Assorted Love Songs (1970)



Antes de mais nada, Derek é Eric. O Derek and the Dominos foi formado por Eric Clapton na primavera de 70, e já chamou a atenção pelo time de primeiríssima linha recrutado por Clapton. Um dos destaques do disco, é a participação de Duane Allman, guitarrista do Allman Brothers Band, que deita os cabelos na slide guitar, técnica em que era mestre absoluto. O single "Layla" foi uma das tentativas de Clapton em conquistar a esposa do amigo George Harrison, finalmente conseguindo deixar a gata caidinha por ele, até por que só pelo solo e o riff de guitarra que essa música apresenta, deixa qualquer mulher pra lá de Bagdah.
Quando a banda saiu em turnê, Duane Allman participou apenas de duas apresentações, já que ele tinha os compromissos com sua banda, que está na ponta da agulha pra aparecer por aqui. Sorte de quem assistiu esses shows. Durante as últimas semanas de gravações, a banda foi devastada pela notícia da morte de Jimi Hendrix, cidadão que tinha uma boa amizade com Clapton, e alguns dias antes a banda tinha gravado 'Little Wing', uma homenagem de Clapton para Hendrix.
A banda não durou muito e cerca de um ano depois encerrou as atividades. Clapton se rendeu a carreira solo, lançando discos memoráveis ao longo dos anos. E pensar que eu já vi esse disco em vinil, todo cheio de graça na minha frente e não pude comprar. Ir a loja de disco sem dinheiro é uma bela merda. Não recomendo isso para ninguém.

Formação:
Eric Clapton - guitarra, vocais
Bobby Whitlock - teclados, vocais, violão
Carl Radle - baixo
Jim Gordon - bateria, piano
Duane Allman - guitarra
Faixas:
Lado 1
"I Looked Away" (Eric Clapton, Bobby Whitlock) – 3:05
"Bell Bottom Blues" (Clapton) – 5:02
"Keep on Growing" (Clapton, Whitlock) – 6:21
"Nobody Knows You When You're Down and Out" (Jimmie Cox) – 4:57

Lado 2
"I Am Yours" (Clapton, Nezami) – 3:34
"Anyday" (Clapton, Whitlock) – 6:35
"Key to the Highway" (Charles Segar, Willie Broonzy) – 9:40

Lado 3
"Tell the Truth" (Clapton, Whitlock) – 6:39
"Why Does Love Got to Be So Sad?" (Clapton, Whitlock) – 4:41
"Have You Ever Loved a Woman" (Billy Myles) – 6:52
Lado 4
"Little Wing" (Jimi Hendrix) – 5:33
"It's Too Late" (Chuck Willis) – 3:47
"Layla" (Clapton, Jim Gordon) – 7:05
"Thorn Tree in the Garden" (Whitlock) – 2:53





Derek And The Dominos - Layla And Other Assorted Love Songs

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A Bolha - Um Passo A Frente (1973)

02/01/2011 - Como o texto que tinha aqui estava muito pobre e impreciso em informações, decidi colocar o texto do Fernando Rosa, do Senhor F.

Nascida no Rio de Janeiro, The Bubbles - formada por Cesar (solo), Renato (ritmo), Ricardão (baixo), logo substituído por Lincoln, e Ricardo (bateria) - é uma das maiores legendas da história do rock brasileiro. Desde o início da carreira, em meados dos anos sessenta, a banda passou por todas as fases do rock daquela época, da invasão britânica ao hard rock, passando pela psicodelia e pelo semi-progressivo. Em 1966, lançaram o raríssimo compacto com as faixas ‘Não Vou Cortar o Cabelo/Porque Sou Tão Feio’, versões para Los Shakers (Break it All) e The Rolling Stones (Get Out Of My Cloud), respectivamente.

Após participar de shows e programas de TV - abriram para os Herman’s Hermits, no Rio de Janeiro - e, principalmente, de reinar (ao lado dos Analfabitles) no tradicional circuito de show/bailes na periferia do Rio de Janeiro, acompanharam Gal Costa como banda de apoio. Em 1970, foram assistir ao Festival da Ilha de Wight, ficando impressionados com o que viram. De volta ao Brasil, resolveram mudar radicalmente a sonoridade da banda, resultando no clássico compacto simples com as faixas ‘Sem Nada/18:30 (Parte I)’ e ‘Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôôôôô’, lançado em 1971. Nesse meio tempo, a banda ainda participou do histórico álbum ‘Vida e Obra de Johnny McCartney’, com o cantor da Jovem Guarda, Leno (ex-Leno & Lílian), produzido por Raul Seixas.

Em 1972, ganham o prêmio de melhor banda no Festival Internacional da Canção (FIC), o que garante melhores condições para gravar o primeiro LP, batizado de ‘Um Passo à Frente’ (já reeditado em CD), trazendo um rock básico, com algumas faixas numa linha bem progressiva, que saiu em 1973. Nesta época, a banda contava com Pedro Lima (guitarras, harmônicos, vocal), Renato Ladeira (órgão Hammond, Farfisa, Vox, guitarras, vocal), Lincoln Bittencourt (baixo, vocal) e Gustavo Schroeter (bateria, vocal). Em 1975, participam do lendário festival ‘Banana Progressiva’, realizado no Teatro da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, entre os dias 29 de maio e 1º de junho.

Em 1977, após alguns altos e baixos e mudanças de formação, gravam seu segundo e último disco - ‘É Proibido Fumar’, em que adotam uma sonoridade um pouco mais ‘pesada’, abandonando definitivamente o progressivo. Mas as vendas não foram muito boas, decretando o fim da banda, que ainda tocou como banda de apoio de Erasmo Carlos, em uma turnê pelo Brasil. Renato também integrou o grupo gaúcho Bixo da Seda (ex-Liverpool), e depois o Herva Doce, já nos anos 80.

Formação:
Renato Ladeira - guitarra, teclados e vocais
Pedro Lima - guitarra, vocal
Lincoln Bittencourt - baixo, vocal
Gustavo Shroeter - bateria, vocal

Faixas:
01. Um Passo À Frente (Renato Ladeira - Pedro Lima - Gustavo Schroeter - Lincoln Bittencourt)
02. Razão De Existir (Pedro Lima)
03. Bye My Friend (Pedro Lima)
04. Epitáfio (Renato Ladeira - Pedro Lima - Gustavo Schroeter - Lincoln Bittencourt)
05. Tempos Constantes (Pedro Lima)
06. A Esfera (Pedro Lima)
07. Neste Rock Forever (Wolf - Pedro Lima - Carlos Maciel)
08. Dezoito e Trinta - Parte 01
09. Os Hemadecons Cantavam Em Coro

A Bôlha - Um Passo A Frente






Humaitá Pra Peixe




O 'Humaitá Pra Peixe' é um dos festivais mais bacanas que acontecem no RJ. Sempre apresentando novidades sonoras, estéticas e, por que não, ideológicas.
Nessa edição, o HPP completa 15 anos e ninguém melhor que Bruno Levinson, seu criador, para comentar como o festival era, é, e como ele vê o futuro do queridíssimo HPP.

só clicar no link:


ENTREVISTA

domingo, 11 de janeiro de 2009

Cat Power - Dark End Of The Street (2008)

Para alguns, algum artista lançar um disco em vinil 10 polegadas em pleno 2008, é maluquice. Porém, avaliando as características deste disco, não teria formato melhor para esse tipo álbum. Com 26 minutos, ele é muito pequeno para um CD ou LP e também muito grande para um compacto 7 polegadas. O jeito foi recorrer para o velho vinil em 10" e esse disco dificilmente sairá em algum formato digital.
O disco é formado por canções que não entraram no disco 'Jukebox', de fevereiro/08, que, assim como 'Dark End Of The Street', é composto apenas de versões para músicas de outros artistas como Aretha Franklin, Otis Redding, Fairport Convetion e Creedence Clearwater Revival.


Faixas

1. Dark End of the Street
2. Fortunate Son
3. Ye Auld Triangle
4. I've Been Loving You Too Long (To Stop Now)
5. Who Knows Where the Time Goes
6. It Ain't Fair

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Blue Cheer - Vincebus Eruptum (1968)

Mais um power trio por aqui, e esse é especial. 'Vincebus Eruptum' é o disco de estréia e é considerado um dos principais álbuns lançados em 68. Altamente influenciado pela psicodelia, que tomava conta da época, e conta com a guitarra de Leigh Stevens extremamente distorcida e pesada, tendo como resultado uma sonoridade bastante pesada e o rótulo, mais do que merecido, de pais do heavy metal.
'Summertime Blues' foi número 1 na primavera de 68 nos EUA, ninguém tinha tocado tão alto e pesado antes, e essa gravação ganhou o status de "primeira música de heavy metal da história", e possibilitou a banda sair de São Francisco e cair na estrada pelo país a fora.
Pouco tempo depois, a banda sofreu com várias alterações, passou a ser um quarteto e sem Stevens, que foi substituído por Raldy Holden, e a banda nunca mais conseguiu a mesma sonoridade nos álbuns seguintes.
Sem dúvida, 'Vincebus Eruptum' é um dos melhores discos de estréia do rock, já que conseguiu incrível notoriedade num ano repleto de discos sensacionais de gênios da música popular. O álbum vem com 6 faixas, sendo 3 versões de outros artistas. 'Summertime Blues' escrita no final dos anos 50 por Eddie Cochran e Jerry Copehart; 'Rock Me Baby' de B.B. King e 'Parchment Farm'de Mose Allison. Em cada uma dessas músicas, a banda deixa sua inconfundível marca.

Faixas:

"Summertime Blues" (Jerry Capehart, Eddie Cochran) – 3:47
"Rock Me Baby" (Josea/B.B. King) – 4:22
"Doctor Please" (Dickie Peterson) – 7:53
"Out of Focus" (Peterson) – 3:58
"Parchment Farm" (Mose Allison) – 5:49
"Second Time Around" (Peterson) – 6:17
Formação:
Dickie Peterson - baixo e voz
Paul Whaley - bateria
Leigh Stevens - guitarra




Blue Cheer - Vincebus Eruptum

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

The Gossip - Standing in the Way of Control (2006)


Esse é o terceiro disco deste power trio de Olympia, no estado de Washington. A faixa título estourou em todas as rádios, pistas de dança do planeta, levando a banda ao disco de ouro na Inglaterra. O vocal estridente e poderoso de Beth Ditto é o que marca a banda como uma das principais bandas independentes do cenário internacional. Eles encerraram o festival de Glastonbury em 2007 como um dos principais destaques do palco 'John Peel', quem, se vivo fosse estaria dando cambalhotas de alegria com essa banda.

Faixas:


"Fire With Fire" – 2:49
"Standing in the Way of Control" – 4:16
"Jealous Girls" – 3:39
"Coal to Diamonds" – 4:00
"Eyes Open" – 2:10
"Yr Mangled Heart" – 4:22
"Listen Up!" – 4:18
"Holy Water" – 2:43
"Keeping You Alive" – 3:47
"Dark Lines" – 3:27

Formação:

Beth Ditto – vocal
Brace Paine – guitarra, baixo
Hannah Blilie – bateria





Gossip - Standin in the Way of Control

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Raconteurs - Consolers of the Lonely (2008)

Esse é o segundo disco da banda Raconteurs, sem muito alarde, foi lançado no mês de março. O álbum foi terminado pouco antes do lançamento, o que foi encarado pela crítica internacional como uma maneira de se afastar da crítica e chegar ao público sem tanto 'oba-oba' ou coisas do tipo.
A influência do Led Zeppelin e The Who é evidente, a banda evoluiu em vários pontos desde o disco de estréia, levando-os a um patamar mais experimental. O NY Times, concluiu que o "caos" sonoro introduzido pela banda, torna cada faixa mais eufórica ainda.

Faixas:
"Consoler of the Lonely" – 3:25
"Salute Your Solution" – 3:00
"You Don't Understand Me" – 4:53
"Old Enough" – 3:57
"The Switch and the Spur" – 4:25
"Hold Up" – 3:26
"Top Yourself" – 4:25
"Many Shades of Black" – 4:24
"Five on the Five" – 3:33
"Attention" – 3:40
"Pull This Blanket Off" – 1:59
"Rich Kid Blues" (Terry Reid) – 4:34
"These Stones Will Shout" – 3:54
"Carolina Drama" – 5:55

Formação:
Patrick Keeler - bateria e percurssão
Brendan Benson - Vocais, guitarra, teclados
Jack White III - vocais e guitarras
Jack Lawrence - baixo






Raconteurs - Consolers of the Lonely

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Cartola - Cartola (1976)

"Um samba é vendido/ E o sambista esquecido/ Seu verdadeiro autor" Esse versos da música '14 anos' de Paulinho da Viola, mostra o que, de fato, acontecia com vários grandes sambistas, com Cartola não foi diferente. Na minha singela opinião, Cartola é, junto com Tom Jobim, o principal músico brasileiro de todos os tempos. Apesar disso, ele era muito pouco conhecido por quem não era do meio musical da época ou quem não frequentava a boemia da Lapa e a da Mangueira antes de lançar seus discos. Falando do disco, esse é o segundo disco gravado por Cartola, um clássico absoluto da música brasileira, recheado de belíssimas canções como: 'O Mundo é um Moinho', 'Preciso me Encontrar' e 'As Rosas Não Falam'. A capa tem Cartola com o amor de sua vida, Dona Zica.
"Sala de Recepção - Em 1941, numa história muitas vezes repetida, Paulo da Portela, desgostoso com a escola que fundara, mudou-se para a casa de Cartola, na Mangueira. Queria mudar de escola, mas os mangueirenses convenceram-no do contrário: seu lugar era na Portela, para onde o levaram de volta, em comitiva. Sobre a permanência de Paulo na Mangueira, Cartola fez na época este samba, inédito, e aqui apresentado em diálogo com Creusa. O inimigo, que, na Mangueira, se abraça 'como se fosse irmão', evidentemente é Paulo da Portela" -Retirado do LP lançado pela Discos Marcus Pereira - Escrito por Juarez Barroso- Como diz meu amigo Túlio, quem não tem este LP corra atrás antes que os japoneses levem tudo. Enfim, salve Cartola!!

01 - O Mundo é um Moínho (Cartola)
02 - Minha (Cartola)
03 - Sala de Recepção (Cartola)
04 - Não Posso Viver Sem Ela (Cartola / Alcebíades Barcelos)
05 - Preciso me Encontrar (Cartola)
06 - Peito Vazio (Cartola / Elton Medeiros)
07 - Aconteceu (Cartola)
08 - As Rosas Não Falam (Cartola)
09 - Sei Chorar (Cartola)
10 - Ensaboa Mulata (Cartola)
11 - Senhora Tentação (Silas de Oliveira)
12 - Cordas de Aço (Cartola)




Cartola - Cartola (1976)

Big Boy

Não me atrevo a comentar nada a mais do que está no vídeo. Newton Alvarenga Duarte foi um ícone na cultura brasileira e carioca no final dos anos 60 e durante a década de 70 até 1977, ano de sua morte. É muito mais que um DJ, crítico, pesquisador, conhecedor, radialista, ele é uma LENDA, e da pesada!



Rolling Stones - Exile on Main Street (1972)

"Um álbum louco", foi o que disse Mick Jagger logo após o lançamento deste álbum duplo (LP), em 1972. Realmente, ele tinha razão, as condições em que foram compostas as músicas são bem ao estilo 'Stones'. Devidamente exilados no sul da França, cometendo todo o tipo de excesso, a banda compôs grande parte do repertório do disco. O disco teve um número absurdo de músicos convidados, pelo fato de ser um disco bastante experimental, sem fugir da base rock'n'roll da banda. Para o estilo de tocar que essa banda atingiu dentro do rock, esse foi o disco mais experimental de toda sua carreira.
Como todos os grandes discos da banda, atingiu o número 1 na billboard e teve uma crítica um tanto cética no início, mas que ao longo dos anos deu o destaque merecido.

Faixas:
Lado Um

"Rocks Off" – 4:32
"Rip This Joint" – 2:23
"Shake Your Hips" (Slim Harpo) – 2:59
"Casino Boogie" – 3:33
"Tumbling Dice" – 3:45
Lado Dois
"Sweet Virginia" – 4:25
"Torn and Frayed" – 4:17
"Sweet Black Angel" – 2:54
"Loving Cup" – 4:23
Lado Três

"Happy" – 3:04
"Turd on the Run" – 2:37
"Ventilator Blues" (Jagger, Richards, Mick Taylor) – 3:24
"I Just Want to See His Face" – 2:52
"Let It Loose" – 5:17
Lado Quatro

"All Down the Line" – 3:49
"Stop Breaking Down" (Robert Johnson) – 4:34
"Shine a Light" – 4:14
"Soul Survivor" – 3:49
Formação:
Mick Jagger – vocals, harmonica, guitar
Keith Richards – guitar, bass, vocals, piano
Mick Taylor – guitar, slide guitar, bass
Charlie Watts – drums
Bill Wyman – bass, upright bass





Rolling Stones - Exile On Main Street

RONCA-RONCA

Nada melhor que uma terça feira para essa postagem. Toda a terça, religiosamente, ligo meu rádio pouco antes das 22 horas na frenquência 102,9 kHz do RJ, que corresponde a Oi Fm. São duas horas semanais com o melhor do que se pode encontrar na face do planeta. O programa é minha principal fonte de novidades, tanto artistas novos ou antigos, de diferentes estilos musicais e diferentes épocas têm vez no RoNcA. O programa é eclético, no melhor e mais puro sentido desta palavra, não se rende ao "jabá" pra tocar nomes que estão na moda por conta de alguma gravadora bancando tudo por trás. Mauricio Valladares é um sujeito que sabe, gosta e conhece MUITO de música, viu a industria fonográfica passar por muitas mudanças, acompanhou a tragetória de grandes nomes da música popular mundial, lança muitas bandas estrangeiras e nacionais ao grande público desde os anos 80 e de lá pra cá consegue se manter no dial, sempre "remando contra a maré". Uma prova disso, no programa da semana passada (30/12), ele tocou (talvez em primeira mão aqui no BR) três músicas do novíssimo disco de Cat Power, "Dark End of The Street", que por enquanto saiu apenas em vinil 10", uma prova do pioneirismo que ele consegue ter mesmo em tempos de internet. Esse é outro ponto importante, Valladares não toca mp3 no programa, apenas cd's ou discos de vinil, e pela quantidade de discos e artistas apresentados no programa, a discoteca particular dele é invejável.


Sem perder a fé no rádio como instrumento de comunicação e na música como instrumento de aglutinação de pessoas, Mauricio não ficou pra trás, como muitas pessoas de sua geração ficaram em relação à música e as novidades que surgiam, ele continua provando, a cada terça, que atualmente a produção musical no mundo é intensa e de qualidade. O programa atinge várias faixas etárias já que é apresentado de forme jovial e contagiante pelo Mauricio, sempre usando termos e gírias originais e engraçadas. Ouço o programa há 4 anos, aproximadamente, e ele mudou totalmente a minha visão sobre música, as festas RoNcA-RoNcA na Lapa servem pra encontrar a moçada, trocar várias idéias e dançar loucamente ao som das carrapetas do DJ Mauricio, além de ser uma oportunidade de conferir shows de artistas brasileiros que passam pelo programa durante o ano.


O RoNcA-RoNcA está prestes a completar 3 anos ineterruptos na Oi Fm, além de outros 3 na Rádio Cidade. O nome muda mas no fundo é sempre a mesma "desorientação" comandada pelo Mauricio, "Radiola" foi o nome do programa na Globo FM, "Ronca Tripa" na Panorama FM e o "RockAlive" na Fluminense FM, todos são o RoNcA.


Resta-nos torcer para que a Oi Fm continue entendendo que um programa como o RoNcA merece lugar na programação. Muitos anos de vida ao Ronquinha e que ele continue firme e forte cumprindo o slogan: "O Um que orienta desorientando!"

Pra encerrar, um clique da figura. Foto: Romulo Fritscher




domingo, 4 de janeiro de 2009

The Jimi Hendrix Experience - Monterey Pop Festival '67 (2007)

O Monterey Pop Festival foi a pedra fundamental na história do grandes festivais de música. A única edição desse festival aconteceu em 1967 e teve como uma das principais atrações, um certo guitarrista desconhecido nos EUA chamado James Marshall Hendrix. Cerca de um ano antes, Hendrix tacava na banda de Little Richard, praticamente incógnito, até quando Chass Chandler, ex-baixista do Animals, o viu em ação em Nova Iorque. De cara, Chass o chamou para viajar para a Inglaterra, onde teria possibilidades de gravar e conseguir parceiros para formar sua banda, e foi exatamente isso o que aconteceu. Já em 67, Hendrix, junto com o baterista Mitch Mitchell e o baixista Noel Redding, formou o 'The Jimi Hendrix Experience' e começou a se apresentar pelos pubs londrinos, chamando a atenção de gente como Mick Jagger e Paul McCartney.
Com um nome já forte na Inglaterra e lançando o primeiro disco da banda, surge, através de Paul McCartney, o convite para se apresentar num audacioso festival na costa oeste dos EUA. Jimi ainda não era tão conhecido em sua terra quanto era na terra da rainha, e isso o motivava a viajar para a Califórnia pra botar pra quebrar, além de pela primeira vez tocar suas música ao vivo em sua terra natal.
Várias bandas como 'The Who', 'Big Brother And The Holding Company Band', Otis Redding, 'Jefferson Airplane', 'Greatful Dead', 'Buffalo Springfield', 'The Byrds' estavam escaladas para o festival, todas buscando um lugar ao sol, não seria fácil se destacar. Junto com Hendrix, outras duas bandas estouravam em UK: 'Cream' e 'The Who'. A primeira não participou do festival graças ao seu empresário, que não levou fé na empreitada, uma pena. Já a banda de Keith Moon & cia encarou o desafio, mas existia um problema. O famoso ato de Hendrix quebrando a guitarra ao final de alguns shows (inclusive nesse!!), era influência do guitarrista do Who, Pete Townshend, que tocava nos mesmos pubs que Hendrix na Inglaterra, sendo assim, quem entrasse antes surpreenderia o público e estragaria o número do outro.
O Who acabou entrando antes e destruiram em todos os sentidos, inclusive no literário. Coube a Hendrix, o papel de inovar, e isso ele já fazia como ninguém, além de destruir a guitarra pelo palco, também ateou fogo nela. INCENDIOU tanto o instrumeto quanto a platéia, ninguém sabia para onde ir, para onde correr. Sendo assim o Jimi Hendrix Experience fez sua estréia mais do que triunfal em solo estadounidense.
Não é a melhor, nem a mais longa apresentação de Hendrix num palco, mas com certeza é uma das mais importantes e impactantes da históra da música popular mundial.

Formação:
Jimi Hendrix - vocais e guitarra
Noel Redding - baixo
Mitch Mitchell - bateria
Faixas:
1. Intro
2. Killing Floor
3. Foxey Lady
4. Like A Rolling Stone
5. Rock Me Baby
6. Hey Joe
7. Can You See Me
8. Wind Cries Mary
9. Purple Haze
10. Wild Thing